domingo, 6 de setembro de 2015

Delação de Ricardo Pessoa é insustenável, diz Mercadante


Por meio de nota, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, comentou a investigação liberada pelo Supremo Tribunal Federal a seu respeito, a partir da delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia. 

"O senhor Ricardo Pessoa, em sua delação, teria afirmado que doou R$ 500 mil, sendo R$ 250 mil de forma legal e outros R$ 250 mil mediante recursos não contabilizados", disse ele. "ora, essa tese é absolutamente insustentável, uma vez que são exatamente R$ 500 mil os valores declarados, em 2010, e devidamente comprovados em prestação de contas à Justiça Eleitoral, inclusive já aprovada sem qualquer ressalva", afirmou Mercadante. Ele disse ainda estar à disposição do Supremo Tribunal Federal para prestar esclarecimentos.

Harmonia política é a saída para a crise, segundo Lula


Em entrevista publicada neste domingo (6) no jornal argentino "Página 12", o ex-presidente Lula destacou o papel central da política na superação da crise econômica. "Sei que hoje temos uma certa insegurança na base de sustentação política do governo por divergências entre a Câmara dos Deputados e o governo, e os partidos políticos. Mas se recuperarmos a harmonia política podemos resolver os problemas econômicos. 

Faz muito tempo que discuto a economia, sempre mirando a política", disse. Ele também afirmou que "não se pode pensar em um impeachment só porque há problemas econômicos". 

O ex-presidente comparou a atual crise econômica do Brasil a uma "febre de 39 graus". "Alguém morre por 39 graus? Toma um remédio e pronto. O remédio que corresponda, claro", disse. Para ele, o Brasil vive uma "irracionalidade emocional"; Lula ressaltou ainda que "não há nenhuma razão" para impeachment.

Em nota, Temer repudia "conspirações" e "intrigas" contra Dilma

Michel Temer, vice-presidente da República
A assessoria do vice-presidente da República, Michel Temer, divulgou nota pública neste domingo (6) para repudiar as análises das atitudes do político que, segundo o texto, podem "levar à ideia de conspiração". Na última semana, Temer disse a empresários em São Paulo que "nenhum governo resiste três anos e meio com a popularidade baixa", como a da presidente Dilma Rousseff.

Na nota deste domingo, a assessoria do vice-presidente ressaltou que ele não é um "frasista" e que "sabe até onde pode ir". "Em mais de 30 anos de vida pública, o vice-presidente da República, Michel Temer, sempre expôs suas posições políticas de forma aberta e franca. Como acadêmico, seus raciocínios têm premissa e conclusão. Não é frasista. Não se move pelos subterrâneos, pelas sombras, pela escuridão."

O texto prossegue afirmando que Temer age nos limites de seu cargo e dentro da lei. A nota procura rechaçar as "intrigas" e reitera que ele quer colaborar com a presidente Dilma para a superação da atual crise enfrentada pelo país. "[Ele] trabalha e trabalhará junto à presidente Dilma Rousseff para que o Brasil chegue a 2018 melhor do que está hoje. Todos seus atos e pronunciamentos são nessa direção. Defende que todos devem se unir para superar a crise. Advoga que a divisão e a intriga são hoje grandes adversárias do Brasil e agravam a crise política e econômica que enfrentamos."

Por fim, a nota da assessoria do vice-presidente diz que "a hora é de união" e que o compromisso dele é com "a mais absoluta estabilidade das instituições nacionais".

Fonte: Uol, 06/09/2015

Ministro do Supremo autoriza investigação contra Aloysio Nunes, que foi vice de Aécio


Senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que foi vice na chapa de Aécio Neves (PSDB-MG) em 2014, será investigado em função da delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia.

Em seu depoimento, Pessoa afirmou ter feito duas doações ao senador tucano em 2010, quando ele se elegeu ao Senado: uma de R$ 300 mil e outra de R$ 200 mil, pelo caixa dois. “A investigação das contas da minha campanha ao Senado em 2010, pedida por dr. Janot, representa um desvio do verdadeiro foco da operação Lava Jato. Podem investigar à vontade, pois nada tenho a ver com essa sujeira. Mas que investiguem mesmo: que investiguem tudo e todos”, disse Aloysio.

Orla da cidade de Itaituba










2014 ainda não acabou para o PSDB, diz Mercadante

247 – Em entrevista aos jornalistas Valdo Cruz, Natuza Nery e Marina Dias (confira aqui), o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, apontou a crise política, como um dos principais motivos da crise atual.
Aloizio Mercadante, Ministro ca Casa Civil
"No fundo, 2014 é um ano que não acabou para a oposição, nos fizeram entrar no pós-eleição no terceiro turno continuado", disse ele. "Eu participei da coordenação das últimas sete eleições presidenciais, perdi três. A oposição perdeu quatro sucessivas, 12 anos de derrota. Não foi fácil para gente e não é fácil para eles. Temos uma responsabilidade imensa de preservar os valores democráticos, as instituições. Significa reconhecer a vontade da maioria. Acabou a eleição, acabou."

No mesmo depoimento, ele reconhece que o governo não soube dimensionar corretamente a crise internacional. "Se você analisar o histórico da crise desde 2009, o impacto é desigual. Atingiu toda a economia mundial e uma de suas principais dimensões são as finanças públicas. Mas eu diria que, no segundo semestre de 2014, atingiu fundamentalmente os países emergentes, que tinham sido os menos atingidos no início por causa dos preços das commodities", afirmou. "Acho que poucos se deram conta da velocidade da queda das commodities no fim do segundo semestre de 2014. Estávamos em intensa campanha, debatendo, viajando, e, quando chegou no fim da campanha, o mundo era outro. Isso impactou muito as finanças públicas. Fomos além do que podíamos na política anticíclica, na desoneração de impostos, no esforço de manter os investimentos, de manter os gastos."

Em relação à Lava Jato, ele apontou prós e contras. De um lado, a melhora na governança das empresas. De outro, o impacto negativo no PIB. "Vai melhorar a governança das empresas, mudar o padrão de relacionamento com as estatais. Tem uma parte de recuperação de ativos que foram desviados na Petrobras, mas tem um impacto econômico".

Mercadante defendeu, ainda, o ministro Joaquim Levy e a política de ajuste fiscal. "A presidente deixou claro que o Joaquim faz parte do time, tem dado imensa contribuição. Ele tem uma virtude que acho muito importante: cuida das finanças com o mesmo rigor com que cuida de suas filhas. E é muito importante neste momento dizer que o ajuste fiscal tem impacto econômico mas não é a razão das nossas dificuldades. Traz sacrifícios? Traz. Mas é a ponte para um novo ciclo de crescimento. O problema da desaceleração da economia não é o ajuste."

Em tom conciliador, ele apontou a lealdade do vice Michel Temer e sugeriu diálogo com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "O Temer tem um profundo compromisso com a democracia. O que entendo do que ele quis dizer é que os governos ganham e perdem popularidade", afirmou. Sobre FHC, que propôs a renúncia de Dilma como 'gesto de grandeza', Mercadante disse que "pela história dele, acho que passa e voltaremos a dialogar."

Fonte: Brasil 247, 06/09/2015

sábado, 5 de setembro de 2015

Para o pequeno Aylan Kurdy

"Tolerante", Dilma defende o direito de protestar


A dois dias do feriado de Sete de Setembro, quando são esperadas manifestações contra o governo em todo o País, inclusive com ameaças à presidente, Dilma Rousseff volta a destacar sua "tolerância" com as manifestações populares e afirma que "o preço da intolerância é a divisão, é transformar o outro em um inimigo e não em uma pessoa da qual, simplesmente, naquele momento, você discorda".

Em texto publicado em sua página no Facebook, Dilma ressalta ainda que "a grande conquista democrática do País foi sermos capazes de conviver com as reivindicações", porque em sua época, lembra, "se manifestar de forma clara contrária ao governo dava cadeia, quando não dava coisa pior".

Temer ajusta discurso e diz que Dilma fica até 2018


Em entrevista nesta sexta-feira ao americano The Wall Street Journal, um dia depois de ter dito que seria difícil a presidente Dilma concluir seu mandato diante dos atuais índices de popularidade, o vice-presidente afirmou ter certeza de que ela ficará no poder até 2018 e que sua popularidade deve subir até meados do ano que vem; Michel Temer afirmou ainda que não haverá qualquer tipo de distúrbio institucional e manifestou confiança no ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em meio a intensas especulações de perda de espaço no governo.

"Você pode escrever isso: eu tenho certeza absoluta que isso irá acontecer, que será útil para o País, que não haverá nenhum tipo de perturbação institucional", disse Temer; Dilma continuará a governar até o final, até 2018", completou.

Ministro de Lula, Roberto Amaral chama Temer de golpista

Roberto Amaral presidiu o PSB até outubro de 2014. Na época, se recusou a apoiar a candidatura de Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições

Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação no Governo de Luiz Inácio Lula da Silva e ex-presidente do PSB, Roberto Amaral afirmou, nesta sexta-feira (4), que as declarações do vice-presidente Michel Temer expressam “um golpismo explícito”. “É muito triste e muito grave. Falou o vice-presidente da República, o sucessor direto da presidente”, disse Amaral.Veja também

Segundo ele, não se pode encarar esse como um deslize, já que as declarações em que Temer sinaliza com a hipótese de assumir o governo são recorrentes. “Dizer que não há uma tentativa de golpe é esconder o sol com a peneira”.

Embora afirme não gostar de comparações históricas, Amaral diz que a atitude de Temer faz lembrar o comportamento do ex-presidente Café Filho (1954 a 1955). Vice de Getúlio Vargas, Café Filho propôs uma renúncia conjunta. Sua sugestão elevou a temperatura do tumultuado momento político que culminou com o suicídio de Getúlio.

Em evento nesta quinta (3) com empresários, Temer afirmou que considera difícil que Dilma consiga continuar mais três anos no cargo com uma popularidade tão baixa.

No início de agosto, Temer afirmou que o Brasil precisa de alguém para “reunificar a todos” na crise.

Roberto Amaral presidiu o PSB até outubro de 2014. Na época, se recusou a apoiar a candidatura deAécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições. Ele chegou a escrever um artigo para a Folha de S.Paulo criticando a decisão do partido.

Fonte: Gazeta do Povo