segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

93,57% dos votos de Itaituba foram para o "SIM" ao Tapajós

Votaram 43.672 eleitores de Itaituba, o que representa 65,92% do Eleitorado, foram as urnas e destes, 40.230 votos foram para o SIM a criação do Estado do Tapajós, ou seja, 93,57 %. O NÃO ficou com 2.764 votos, ou seja, 6,43%.   A abstenção foi grande, 34,08% dos eleitores não compareceram para votar.

Fonte: Com informações do Blog FATOITB, 12/12/11

Piada do dia

O Pará permanece unido!

Resultado da Eleição Plebiscitária para a divisão do Pará

                  

Seções: 14.249
Seções Apuradas: 14.249 (100,00%)

   
Eleitorado: 4.848.495
Apurado: 4.848.495 (100,00%)
Abstenção: 1.246.646 (25,71%)
Comparecimento: 3.601.849 (74,29%)
   
Votos: 3.601.849
Brancos: 14.895 (0,41%)
Nulos: 37.847 (1,05%)
Válidos: 3.549.107 (98,54%)
 
Seq. Nº. Resp. Resposta Qtd. Votos
1 55 * 2.363.561 (66,60%)
2 77 1.185.546 (33,40%)

'Sim' vence em cidades que seriam capitais de Tapajós e Carajás

Em Santarém, que seria capital do Tapajós, 97,78% votaram "SIM". Em Marabá, que seria sede de Carajás, 93% eram a favor da separação.

Cidades que abrigaram os movimentos separatistas no Pará, Marabá e Santarém tiveram mais 90% de votos a favor da divisão do Pará para criação dos estados de Tapajós e Carajás. A maioria dos eleitores do estado rejeitaram a proposta. As duas cidades seriam capitais das novas unidades da federação se o resultado do plebiscito tivesse permitido a mudança.
 
Perto das 20h20 (21h20 em Brasília), em Santarém, com 100% das urnas apuradas, 97,78% dos votos eram a favor da criação de Carajás, e 2,22% contra. Sobre a criação de Tapajós, 98,63% eram a favor e 1,37%, contra.

Em Marabá, com 70,57% das urnas apuradas, 93,26% dos votos eram a favor da criação de Carajás e 6,74%, contra. Sobre Tapajós, 92,93% era a favor da criação e 7,07%, contra.
A posição da maioria do eleitorado na capital do estado do Pará, no entanto, era pela manutenção do território. Em Belém, com 99,96% das urnas apuradas, 93,88% dos votos eram contra a criação do estado de Tapajós e 6,12% a favor. Em relação à criação do estado de Carajás, 94,87% era contra e 5,13% a favor.
 
Com a decisão das urnas, o trâmite para a divisão do estado se encerrou junto com o plebiscito. Dessa forma, a Assembleia Legislativa paraense e o Congresso Nacional não precisarão analisar a divisão do território e criação dos novos estados.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Para pensar!!!

Amanhã será um novo dia?

Imaginação fértil


Plebiscito decide: o Pará continua grande e grandes, também, continuam os problemas do Tapajós

Praticamente terminada a apuração da eleição plebiscitária sobre a divisão territorial do Pará, o resultado já está definido, o NÃO foi vencedor com cerca de 66%.

O Pará continua grande como queriam os defensores do NÃO. Grandes também continuam os problemas sociais na região do Tapajós, onde os investimentos em políticas públicas, por parte do Governo do Estado, historicamente sempre foram menores que os das demais regiões paraenses. Na prática, é como se o ser humano que aqui reside tivesse menos importância nas ações governamentais do que o ser humano das outras regiões.

Diante deste resultado, cabe ao Governo do Estado, fazer um planejamento mais abrangente, repensar a aplicação de recursos de forma mais igualitária, valorizar mais o homem desta região tão desprezada por todos os governos estaduais paraenses.

Maior ainda é a dor, o ressentimento dos defensores do SIM, que levantaram a bandeira da divisão territorial na esperança de dias melhores para suas regiões. Não foram oportunistas ou simplesmente separatistas, como foram rotulados pelo outro lado. Defenderam uma vontade secular, queriam mais integração, mais participação, mais recursos governamentais para resolver ou diminuir as sequelas sociais de um povo.

Grande vai continuar a distância para chegar até os órgãos sediados em Belém, capital do estado, onde na maioria absoluta das vezes encontramos servidores que não dão a menor importância as reclamações e solicitações dos interiorianos, ficando as pendências por isso mesmo, ou seja, sem solução.

Grande também é o desafio que o Governo do Estado tem de trazer as secretarias estaduais para o interior, de se fazer presente, de inserir democraticamente esta gente na formulação de propostas viáveis.

Grande deve ser também, a partir de agora, o desejo de garantirmos proporcionalmente a eleição de representantes de nossa região para o parlamento estadual e federal. Só assim, teremos nossa voz ecoando mais longe e mais forte na defesa dos nossos interesses.

sábado, 10 de dezembro de 2011

GOVERNO DO PARÁ ESQUECE AS REGIÕES DO TAPAJÓS E CARAJÁS

Se consideramos os investimentos que o Governo do Pará fez em 2010, por região, a de Carajás e Tapajós estão em desvantagem: o gasto estadual por pessoa no Pará remanescente em 2010, foi de R$ 1.908, contra R$ 537 de Carajás e R$ 374 de Tapajós. Se buscarmos os dados referentes a todos os anos anteriores, sempre Tapajós e Carajás, ficaram em segundo plano. Portanto, o motivo mais forte que a população destas regiões tem para querer a criação dos novos estados é o esquecimento das mesmas no tocante as políticas públicas!

Governo gasta sete vezes mais com Belém e entorno do que com Carajás e Tapajós juntos

O governo paraense gastou, em 2010, sete vezes mais com a região que abrigaria o Pará remanescente, caso o Estado seja dividido, do que com as áreas de Carajás e Tapajós, segundo levantamento do Idesp (Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará), órgão subordinado ao governo do Estado. O estudo foi feito com base em informações da Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof).

     Tabela mostra a distruibição, por região e área, dos gastos públicos estaduais no Pará

Os gastos públicos com a área do Pará remanescente ao longo de 2010 foram de R$ 9,3 bilhões. Em Carajás, o governo gastou R$ 841 milhões e, em Tapajós, R$ 433 milhões. Somando as duas regiões, os gastos totais foram de R$ 1,3 bilhões. O Pará remanescente teria 4,9 milhões de habitantes, o que representa 64% da população atual do Estado (7,6 milhões). Carajás abrigaria 1,6 milhões de habitantes (20,7%) e Tapajós, 1,2 milhões (15,3%).

Mas mesmo considerando o gasto per capita, as regiões de Carajás e Tapajós estão em desvantagem: o gasto estadual por pessoa no Pará remanescente em 2010 foi de R$ 1.908, contra R$ 537 de Carajás e R$ 374 de Tapajós.

NÃO DESANIME