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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Ex-deputado aliado de Bolsonaro é preso por incitar motim na PM-ES


Ex-deputado federal e capitão da reserva Lucinio Castelo de Assumção se entregou nesta terça-feira, 28, na Corregedoria da Polícia Militar do Espírito Santo.

Junto com outros três militares, Assumção tinha mandado de prisão expedido pela Justiça Militar, sob acusação de participação no motim que paralisou o policiamento no Espírito Santo, deixando 198 mortos.

Desde o início do motim, o ex-deputado aliado de Bolsonaro compartilhou em redes sociais cerca de 30 vídeos incentivando o movimento de familiares que bloqueou os portões dos batalhões e criticando o governo do Espírito Santo.

"A responsabilidade por esta onda de violência é do governo do Espírito Santo intransigente", escreveu.

Se Temer apodrecer de vez, Gilmar pode aparecer

Afinal, é um tucano emplumado e da hora

A cada dia que passa, surgem sinais de que Michel Temer se tornou um fardo pesado demais para a direita brasileira e a junta financeira que governa o País carregarem.

No escândalo mais recente, o melhor amigo de Temer, José Yunes, disse ter sido "mula" do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, num esquema de propinas.

Se as delações da Odebrecht inviabilizarem de vez Temer, a tese das eleições indiretas poderá ganhar corpo e um potencial candidato é o ministro Gilmar Mendes, que tem feito acenos aos congressistas, como a promessa de manter o foro privilegiado.

A propósito: Gilmar é quem tem o poder de liquidar Temer, caso coloque em pauta o processo no Tribunal Superior Eleitoral, que pede a cassação da chapa Dilma-Temer.

Globo se rende e admite que este foi o Carnaval do “Fora Temer”


No último dia do carnaval e depois de milhares de manifestações em todas as regiões do País, muitas delas transmitidas ao vivo, finalmente a Globo resolveu abordar o Fora Temer

A reportagem do G1 mostrou nesta terça-feira, 28, que "Gritos de 'Fora, Temer' foram ouvidos no carnaval de São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro e Belo Horizonte".

Houve, no entanto, manifestações em praticamente todas as regiões do País.

Defender Alcântara é defender a nossa soberania!

Desmonte é executado "em segredo"

Conversa Afiada, 27/02/2017


Vamos instalar uma Trump Tower em Alcântara

O Conversa Afiada reproduz do portal Clube da Engenharia:

“Nós não sabemos, não sabe a sociedade nem o Congresso, os termos da retomada das negociações, pois elas estão sendo levadas a cabo em segredo”, adverte o cientista político Roberto Amaral, que estava à frente do Ministério de Ciência e Tecnologia entre 2003 e 2004. Na ocasião, uma primeira versão de acordo para uso da base pelos americanos foi retirada do Congresso Nacional, após os termos acertados ainda na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso terem sido considerados “lesivos à soberania nacional” pela Câmara dos deputados ao aprovar parecer elaborado pelo deputado Waldir Pires. Coube ao chanceler Celso Amorim comunicar ao governo americano que o assunto estava encerrado.

Por isso, a volta dessa discussão preocupa Roberto Amaral. “Tememos todos, pois o precedente é grave. Os termos do acordo firmado no governo FHC eram antinacionais e lesivos à soberania nacional”.

Posição estratégica

A base está localizada na península de Alcântara, no Maranhão, e é operada pela Agência Espacial brasileira. Entre suas principais vantagens constam a facilidade do acesso aéreo e marítimo, a baixa densidade populacional e a proximidade da linha do Equador, que representa economia de combustível no lançamento de satélites. Diz Amaral que os EUA têm interesse apenas em usar a base como se fosse deles, e o nosso espaço para lançamentos comerciais ou militares deles. O que ganhamos com isso? questiona.”

Conjuntura mundial

A professora Nadine Borges, advogada que coordena a área de Relações Externas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lembra que os termos apresentados na primeira tentativa de acordo com os EUA impunham várias proibições ao Brasil. E autorizavam o desembarque de contingentes militares na base, com acesso exclusivo às suas instalações. “A tecnologia e o conhecimento utilizados eram fechados, não poderiam ser conhecidos pelos brasileiros, e isso significaria alienar parte do nosso território”, diz Nadine.

Ela destaca, ainda, o contexto geopolítico global, lembrando que a localização da base é adequada também para o lançamento de mísseis. Outro problema, na avaliação da especialista, é a falta de divulgação das intenções governamentais. “Não sabemos os objetivos do governo brasileiro, não sabemos os termos da proposta, nem o que está sendo negociado”, afirma. “

“A confirmação de que há uma negociação decorreu de vazamentos na imprensa, o que é preocupante também.” Embora o acordo tenha que passar pelo Congresso Nacional, teme-se que tramite sem tempo para debates e a participação da sociedade.

Autonomia espacial

Roberto Amaral aponta a intenção deliberada dos EUA de impedir o Brasil de obter autonomia na área espacial. O ex-ministro se reporta a algumas, entre outras, das cláusulas críticas do acordo que se pretende ressuscitar: “Previa a possibilidade de veto político (sem necessidade de justificativa) dos EUA a lançamentos, brasileiros ou não, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (...); proibia nosso país de cooperar (entenda-se como tal aceitar ingresso de equipamentos, tecnologias, mão de obra ou recursos financeiros) com países não membros do regime de Controle de Tecnologia de Mísseis (Missile Techonology Control Regime - MTCR - art. III, b); proibia o Brasil de incorporar ao seu patrimônio ‘quaisquer equipamentos ou tecnologias que tenham sido importados para apoiar atividades de lançamento’ (art. III, C); proibia o Brasil de utilizar recursos decorrentes dos lançamentos no desenvolvimento de seus próprios lançadores (art. III, E); obrigava o Brasil a assinar novos acordos de salvaguardas com outros países, de modo a obstaculizar a cooperação tecnológica (art. III, f); proibia os participantes norte-americanos de prestarem qualquer assistência aos representantes brasileiros no concernente ao projeto, desenvolvimento, produção, operação, manutenção, modificação, aprimoramento, modernização ou reparo de Veículos de Lançamento, Espaçonaves e/ou Equipamentos afins (art. v, 1).”

Marcelo Zero: “Entreguismo” poderá sepultar o golpe

Viomundo, 24/02/2017 

O golpe suscitou a criação de várias frentes de luta.

A primeira e mais óbvia é a luta pela restauração da democracia e do voto popular, a qual se expressa no combate contra o golpe continuado e o Estado de Exceção, que ameaça direitos civis e políticos e criminaliza estudantes, movimentos sociais e a oposição de um modo geral.

A segunda tange às lutas contra a desconstrução dos direitos sociais e o desmonte do Estado de Bem Estar inscrito na Constituição Cidadã de 1988.

Para complementar a emenda Constitucional nº 95, de 2016, que congelou os investimentos em saúde, educação, assistência social, ciência e tecnologia, etc. por 20 longos anos, crueldade inédita no mundo, agora socam goela abaixo do brasileiro a reforma da previdência, complementada pela reforma trabalhista.

Esta última, ao praticamente extinguir a proteção ao trabalhador assegurada pela CLT e permitir a jornada de trabalho de até 220 horas por mês, aumentará a precariedade laboral no Brasil e condenará boa parte da força de trabalho a uma espécie de subemprego legalizado.

Já a reforma da previdência, ao exigir quase meio século de contribuição para a aposentadoria integral e 25 anos para a aposentadoria mínima, tornará nosso sistema previdenciário o pior do mundo, com exigências situadas muito acima do que prevalece em países desenvolvidos, que têm população bem mais envelhecida que a nossa.

Subemprego em vida e aposentadoria na morte. Este será o destino dos trabalhadores do Brasil, especialmente dos menos qualificados.

A terceira frente de lutas, vinculada à segunda, diz respeito às lutas pelo crescimento econômico com distribuição de renda e combate à pobreza e pelo emprego e renda dos trabalhadores.

O modelo ultraneoliberal que o golpe intenta implantar consagraria um tipo de crescimento (se houver) excludente, com concentração de renda, aumento da pobreza relativa e absoluta e redução da participação dos salários no PIB.

No máximo, voltaríamos aos tempos da ditadura militar, quando boas taxas de crescimento foram acompanhadas pelo aumento estarrecedor da concentração de renda.

A previsão mais realista, porém, é que passemos a combinar taxas medíocres e voláteis de crescimento, com incremento avassalador da concentração dos rendimentos e aumento da pobreza.

Somente para este ano, o Banco Mundial projeta que até 3,6 milhões de brasileiros voltarão à pobreza, de onde tinham saído graças às políticas dos governos do PT.

Mas há também uma quarta frente de lutas. As lutas contra a erosão da soberania e o caráter antinacional do golpe. Com efeito, o golpe desencadeou uma série de ações medidas que colocam em xeque a soberania, o patrimônio e a economia nacionais.

A venda, a preços aviltados, das jazidas do pré-sal, sem a participação da Petrobras como operadora única, aliena nossa capacidade de investir nas gerações futuras, como era o intento dos governos do PT.

O fim da política de conteúdo nacional leva desespero e desemprego a vastos setores produtivos, especialmente à indústria naval. O impedimento do BNDES de emprestar cria grave entrave à retomada dos investimentos.

A ofensiva geral contra o crédito público e os bancos públicos coloca obstáculo praticamente intransponível à retomada do crescimento, pois a banca privada não vai soltar dinheiro numa situação de insegurança e recessão.

O desmonte da política externa “ativa e altiva”, particularmente do Mercosul, da Cooperação Sul-Sul e do BRICS, apequena o país e destrói um mercado externo importante para nossa indústria.

A retomada das negociações para o uso da Base de Alcântara pelo EUA, nos termos assimétricos propostos por aquele país, ameaça o projeto do veículo lançador de satélites e o programa espacial brasileiro.

A Lava Jato, por sua vez, destrói a construção civil pesada nacional, a exportação de obras brasileiras para o exterior e assesta golpe mortal contra o projeto do submarino nuclear e vários outros projetos estratégicos da defesa nacional.

Até mesmo o território, base do Estado-Nação, está em perigo. A anunciada medida provisória que permitirá a venda, em grande volume, de terras a estrangeiros para “atrair investimentos” suscita dúvidas sobre o domínio que o país poderá preservar sobre vários recursos estratégicos, como energia, alimentos e água.

A verdade é que tudo isso demonstra que o golpe tem como estratégia econômica o crescimento baseado no investimento privado estrangeiro, que aplicaria seu dinheiro essencialmente na compra de nossos recursos naturais (petróleo, terras, água, biodiversidade, etc.) e na privatização selvagem do patrimônio público. E demonstra também que o golpe tem como estratégia geopolítica colocar o Brasil, de novo, na órbita dos interesses dos EUA e aliados.

No fundo, é uma volta a um Brasil colônia, que passaria a se integrar às “cadeias internacionais de valor” somente como produtor de commodities para as metrópoles ou como hóspede de “maquiladoras”, como o México. No fundo, o golpe veio para vender o Brasil.

Mas já há reações claras contra essa forte vertente antinacional do golpe. Inclusive em setores que apoiaram o golpe. Empresários que dependem do crédito e do investimento públicos querem que o BNDES volte a propiciar crédito facilitado.

Até o pato da FIESP, que foi às ruas pelo golpe, agora começa a perceber que seus interesses podem ser contrariados e pede a retomada da política de conteúdo nacional e do programa Minha Casa Minha Vida em toda a sua dimensão.

Setores do empresariado que achavam que o custo do golpe recairia inteiramente nas costas dos trabalhadores, agora percebem que também podem ser chamados a “pagar o pato”.

Em sua ânsia de favorecer o capital financeiro e os investidores estrangeiros, seus grandes fiadores, o governo golpista começa a desagradar alguns setores produtivos cujos interesses são diferentes do rentismo e das empresas sócias do capital internacional, bem como interesses sedimentados no aparelho de Estado.

No mundo inteiro, o nacionalismo ressurge com força, dada à frustração com a globalização “financeirizada”, que não consegue dar respostas para a grave crise. No Brasil, a aposta míope, ideológica e anacrônica nessa inserção subalterna “às cadeias internacionais de valor” poderá provocar, com o tempo, reação semelhante.

O fato concreto é que essa emergente luta nacional possibilitaria a agregação de segmentos bastante amplos e diversificados, como sindicatos de trabalhadores, empresários nacionais, diplomatas, militares, engenheiros, cientistas, petroleiros, prestadores de serviços, bancários, etc.

A exploração sistemática dessa luta nacional abre a possibilidade de alianças táticas com grupos e setores que não estão ainda envolvidos na oposição ao golpe.

Esse “entreguismo” caolho, ignorante e beócio, somado à inevitável continuidade da crise, que tende a permanecer e a se agravar com o ajuste permanente proposto pelo governo golpista, poderá sepultar, mais cedo do que se esperava, a agenda regressiva e irracional do golpe.

Aos poucos, a névoa de ódio contra o PT e a esquerda começa a se dissipar e cede lugar à saudade dos dias melhores do “Brasil para Todos” e a um sentimento amargo de que muitos dos que estiveram nas ruas foram ludibriados pela “turma da sangria”.

Muitas mentiras podem ser vendidas, especialmente quando se tem o controle da mídia. Mas, quando se tenta vender um país inteiro, a única verdade sempre aparece. E, no caso do golpe contra o Brasil, ela é muito feia.

TCU pode quebrar de vez as empreiteiras nacionais

Enquanto nos outros países as empresas são preservadas para  preservar o emprego, aqui ocorre o contrário

Ministros do Tribunal de Contas da União podem dar a cartada final para que as principais empreiteiras do Brasil, investigadas na Lava Jato, vão à falência.

Isso porque avaliam decretar a inidoneidade dessas empresas - proibindo-as de firmar contratos com o poder público - mesmo após acordos de leniência firmados entre Ministério Público Federal e as companhias.

Moro blinda Cunha para blindar Temer

Parece tudo pensado, planejado, combinado

Para o colunista Alex Solnik, ao vetar as perguntas do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB) para sua testemunha de defesa e ex-aliado Michel Temer, o juiz Sergio Moro se utilizou de "dois presos, duas medidas" no âmbito da Lava Jato.

"Antes de ser preso, Eduardo Cunha era o maior vilão do Brasil. A comparação mais bondosa que se fazia dele era com o mau caráter do seriado 'House of Cards'. (...) No entanto, bastou ir para o xilindró para ele sair das manchetes", diz Solnik.

"Não é mais nem o caso de discutir se Moro está ou não está blindando Temer, isso ficou demonstrado quando ele censurou perguntas de Cunha que comprometem o governo atual em vez de, como um juiz soberano, permitir que a população conheça as entranhas do poder que é por ela sustentado".

Yunes, o grande amigo de Temer, controla rede de empresas suspeitas


O empresário José Yunes, melhor amigo de Michel Temer, que disse ter sido "mula" de Eliseu Padilha, numa operação de entrega de propina em seu escritório, controla uma série de empresas em paraísos fiscais, segundo aponta reportagem investigativa do jornalista Renato Rovai.

"O emaranhado de empresas e nomes que vão surgindo indicam uma clara tentativa de esconder algo. O 'irmão' de Temer, que disse ter sido feito de mula por Eliseu Padilha, parece entender muito mais desse universo de negócios heterodoxos do que sua declaração sobre o doleiro Lucio Funaro, operador de Cunha, indicava", aponta Rovai.

"Yunes se diz irmão de Temer por ser amigo dele desde o final dos anos 50. Mas ao que tudo indica é mais do que isso".

Trabalhadores serão forçados a trocar direitos por emprego

Ou seja, empregos sem direitos pode! Emprego com direitos não pode!

Cientista político Luis Felipe Miguel afirma nesta segunda-feira, 27, que o aumento do desemprego e a redução do poder aquisitivo dos salários dos brasileiros, com milhões de pessoas voltaram a ficar abaixo da linha de pobreza é um "retrato do fracasso do governo golpista".

"É o indício de que ele está conseguindo fazer o que se propôs: fragilizar a classe trabalhadora. O passo seguinte é a abolição das leis trabalhistas, que é o que significa a famosa 'prevalência do negociado sobre o legislado'", afirma.

"Trabalhadores fragilizados, cercados por um exército de reserva crescente, serão compelidos a trocar direitos por emprego, na 'livre negociação' entre Golias e Davi. 

"Venda de terras a estrangeiros é lavagem institucionalizada"


Por Sérgio Palhano, no GGN -Sensacional! Agora teremos a lavagem de dinheiro institucionalizada pelo governo com a abertura para compra de terras por estrangeiros. Está explicada a pressa de Meireles em oficializar mecanismos de vendas de ativos em 30 dias, conforme anunciado recentemente.

Fundos de investimento espalhados pelo mundo controlando Offshore em paraíso fiscal que detém o controle de empresa nacional, cujo objetivo é comprar e vender ativos imobiliários e exploração de atividade agrícola ou extrativista.

Trocando em miúdos pega-se o caixa 2, o dinheiro de drogas, trafico de armas etc, converte-se em dólares através de doleiro, compra-se cotas de investimentos em fundos nos paraísos fiscais e no dia seguinte você recebe em casa cotas de participação em empreendimentos imobiliários, terras agricultáveis e de mineração perfeitamente legais aqui no Brasil.

Temer já tem as delações. E não tem para onde ir


Por Luciano Martins Costa, no portal Os Brasileiros

Os integrantes e associados do governo enterino do sr. Michel Temer já receberam cópias do conteúdo das delações da Odebrecht.

A conclusão é dos advogados que editam o site e boletim Migalhas, especializado em questões jurídicas.

Para quem estranhava a súbita renúncia do ex-ministro das Relações Exteriores José Serra, eis aí uma boa pista.

Sob o título “Ai que dó”, a nota observa que o advogado José Yunes acaba fazendo a revelação ao se complicar nas explicações sobre como recebeu um pacote de dinheiro do doleiro Lúcio Funaro: ele confessou ter atuado como “mula” do agora ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil.

Deve o autor, evidentemente, se desculpar publicamente com a nobre estirpe dos muares.

“Ai que dó” é como o Migalhas se refere à alegação de Yunes, de que não sabia que o pacote entregue por Funaro continha dólares.

“A informação de Yunes revela que ‘eles’ já tiveram acesso à delação da Odebrecht. E estão, todos, montando suas versões”, diz o boletim.

O fato é muito grave e coloca uma pá de cal sobre a credibilidade da força-tarefa que conduz a operação Lava-Jato: o conteúdo da delação de Claudio Mello Filho, da Odebrecht, nunca foi revelado, o que significa que a equipe liderada pelo juiz Sergio Moro vazou para os acusados o teor das acusações, para que eles possam planejar suas defesas.

O presidente-tampax vê se desmoralizar ainda mais seu gabinete quando o ministro Serra deixa abruptamente o cargo e alega um problema de coluna, ou, como se apressou a divulgar a mensageira Eliane Cantanhede (Grupo Globo e Estado de S. Paulo), Serra estava “tristinho” no cargo de ministro das Relações Exteriores.

Serra saiu para tentar se desviar da enxurrada de esterco que a Lava-Jato procura esconder.

Esse é o episódio que irá marcar definitivamente as biografias dos integrantes do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça.

A evidência de favorecimento, por parte dos personagens que são tidos pelos midiotas como heróis da moralidade pública, a integrantes da quadrilha abrigados no poder federal, não admite omissão: cumpre ao CNJ agir, cumpre ao STF dar aos brasileiros um sinal de que nem tudo é esculhambação.

Nem se deve, a esta altura, cobrar alguma responsabilidade da imprensa hegemônica, porque de onde nada se espera é que nada sai, mesmo.

Mas pode-se apostar que pelo menos a Folha de S. Paulo, o jornal que atua como uma espécie de agência privada do ex-ministro Serra, venha a trazer alguma informação nova enquanto repinicam os tamborins.

Os midiotas, atordoados pela comprovação de que o impeachment de Dilma Rousseff instalou as raposas no galinheiro, não têm mais como ficar repetindo que o mandato do sr. Temer é transitório, porque a transição significa que se sai de um lugar para outro, e ele demonstra não saber onde está.

Faltava ao inquilino do Planalto legitimidade. Depois se constatou que faltava estofo e carisma para conduzir o que, segundo seus acólitos, seria a transição para fora da crise econômica; agora não há como esconder que falta honestidade, falta estratégia, falta respaldo popular, falta competência.

O governo interino não tem para onde ir.

Aliás, alguns de seus integrantes e ex-integrantes têm, sim: o presídio da Papuda.

Cuidado com os exercícios físicos que você faz

Veja quais são os 5 erros mais perigosos que você comete se exercitando. Eles prejudicam seu metabolismo, dificultando a perda de peso, o ganho de músculos e a liberação dos hormônios da juventude

Apresentado por Cadu - especialista em fortalecimento, boa forma e perda de peso

Como vocês sabem, os exercícios físicos tem a sua utilidade, mas alguns têm mais benefícios do que os outros. Nosso foco é impulsionar o seu metabolismo e estimular a liberação dos hormônios da juventude, então você tem que deixar para trás tudo o que você já ouviu sobre quais exercícios são bons para você.

Exercícios isolados não trazem muitos benefícios na queima de calorias e perda de peso. Se você gosta de fazer esses exercícios, você pode fazê-los, mas saiba que eles têm benefícios limitados. Alguns deles até trazem benefícios para a sua saúde, mas eles não estimulam o seu corpo a liberar os hormônios anti-envelhecimento.

Se exercitando para obter benefícios anti-envelhecimento

O segredo dos exercícios contra o envelhecimento é que eles focam em trabalhar mais fibras musculares por todo o seu corpo. Esse treino envolvendo o corpo todo é mais eficiente para impulsionar o seu metabolismo, porque ele aumenta o seu ritmo cardíaco, seus níveis metabólicos e melhora a sua saúde cardiovascular.

Exercícios limitados que trabalham somente uma parte do seu corpo, como a rosca direta, vai desenvolver somente um músculo por vez. O problema é que eles não trazem benefícios para o restante do seu corpo, não melhoram seu metabolismo e NÃO vão te deixar mais em forma, magro ou mesmo mais jovem biologicamente.

Já que você está se esforçando, faça isso DIREITO.

O seu ritmo cardíaco precisa aumentar para estimular o seu metabolismo e para que você tenha os benefícios anti-envelhecimento. Trabalhar apenas um músculo por vez é muito pouco, deixando de lado as demais fibras musculares do restante do seu corpo. Exercícios isolados NÃO elevam o seu metabolismo e nem estimulam seu corpo a queimar mais calorias.

Ficar magro, saudável e mais jovem biologicamente são objetivos, certo? Preste atenção nas necessidades do seu corpo e faça exercícios que trabalhem o máximo de músculos possíveis ao mesmo tempo. Continue lendo, pois nós vamos te mostrar os exercícios mais eficientes para te deixar mais jovem e em forma - porque eles envolvem músculos por todo o seu corpo.

Mas primeiro, veja os 5 erros mais destrutivos que as pessoas cometem se exercitando. Nossa intenção ao te dar esse tipo de informação é te ajudar a aprender com os erros dos outros. Assim, você pode perder gordura e NUNCA mais voltar a ter.

Primeiro Erro: Fazer Muitos Exercícios Aeróbicos

Exercícios aeróbicos não emagrecem você tanto assim, então, se você tem feito esses exercícios, PARE agora.

Certos exercícios aeróbicos, como o elíptico ou caminhadas em excesso, aumentam a liberação de cortisol no seu corpo, um hormônio do stress. Cortisol torna a perda de gordura mais difícil, especialmente na região da barriga. Esse é um hormônio do stress que acelera o envelhecimento e aumenta a inflamação nas células.

Esse é o ENVELHECIMENTO!

Segundo Erro: Tentar Ter Um Abdômen Trincado com Abdominais

Fazer abdominais para ter uma barriga chapada é desgastante e muito mais prejudicial do que o contrário. Eles fazem seus músculos doerem e podem lesionar suas costas.

A sensação de dor faz você pensar que está no caminho certo para conseguir o sonhado “tanquinho”. NÃO É VERDADE! Se você continuar essa rotina por semanas ou meses buscando uma barriga dura e forte, você vai ficar desapontado. Sua barriga vai ficar grande e flácida, como era antes. Muito tempo e esforço desperdiçados por NADA.

Como deixar a sua barriga chapada DE VERDADE:

Seu abdômen não foi feito para abdominais regulares. Em sua forma natural, seus músculos abdominais servem para dar estabilidade e prevenir que você não sofra torções ou fique curvado. O abdômen tem a função de te deixar estável e firme, protegendo sua coluna.

“Sentir o músculo queimar” parece bonito de dizer, mas na verdade você está se prejudicando por forçar desnecessariamente seu abdômen. Exercícios abdominais, além de não ajudar a deixar seu abdômen trincado, podem causar problemas nas costas, pois eles forçam muito a flexão da sua coluna, e por várias vezes.

O segredo para ter um abdômen trincado é queimar a gordura da barriga que está escondida entre os músculos. 

Terceiro Erro: Malhar Em Equipamentos de Academia

Os equipamentos de última geração das academias parecem incríveis, mas eles não funcionam tão bem para deixar todo o seu corpo em forma e saudável.

O problema é similar ao dos abdominais: Eles trabalham uma parte muito pequena do corpo e limitam seus movimentos naturais. Isso impede o seu corpo de ativar milhões de fibras musculares. O resultado é o desequilíbrio muscular, queima de gordura insuficiente e músculos pouco desenvolvidos.

Exercícios repetitivos nesses equipamentos também colocam uma tensão excessiva nas suas articulações, e podem causar lesões sérias e artrites.

Para melhores resultados que não machuquem seu corpo, você DEVE fazer exercícios que utilizem movimentos naturais do seu corpo, e que usem todos os músculos. Isso vai impulsionar o seu metabolismo e queimar MAIS gordura.

Quarto Erro: Não Variar Seus Treinos

Varie seus treinos para ter melhores resultados. Repetir o mesmo treino várias vezes é perigoso.

Nós tendemos a fazer as coisas que estamos acostumados, mas nossos corpos não foram feitos para repetir os mesmos movimentos centenas de vezes. Se você quer mesmo ter resultados reais e um corpo melhor, você deve mudar sua rotina.

Seu corpo sabe como se adaptar rapidamente a uma rotina. Uma vez que isso acontece, você não terá novos progressos e você vai PARAR de perder peso. Meu treino foi feito para evitar isso. 

Quinto Erro: Ter Rotinas de Exercício Muito Longas

Não há necessidade de gastar várias horas na academia todos os dias para ter melhores resultados. Se você está fazendo isso e vê poucos benefícios, está na hora de parar e malhar de forma mais eficiente.

Você não reage bem aos mesmos exercícios todos os dias. Você deve ter qualidade ao invés de quantidade. Um simples método é a forma mais eficiente para fazer seus resultados decolarem. Fique magro e em forma - e corte o tempo do seu treino pela metade. Sim, você vai ter uma vida de verdade, aproveitando seu novo corpo apenas seguindo essa técnica esquecida, mas muito poderosa.

A Melhor Forma de Consertar seu Metabolismo

Os médicos já sabem que certos exercícios impulsionam seu metabolismo e queima de gordura por até dois dias depois de malhar.

Esses exercícios específicos trabalham mais fibras musculares, e eles respondem gerando mais energia. Esse é o impulso de metabolismo que mantém seu corpo queimando gordura por mais tempo.

Não é tão difícil e funciona muito bem. Então preste atenção e aplique esse método simples. Uma vez que você comece a usar esse sistema, você vai ser recompensado com a juventude e o corpo forte e definido que você sempre sonhou.

Desde que você saiba como enganar seu corpo com os exercícios certos, ele irá ativar os hormônios da juventude e PARAR de liberar os hormônios ruins, como o cortisol, que te mantém gordo e velho.

Comece agora a impulsionar seu metabolismo e a aproveitar os benefícios. Você finalmente vai se livrar daquela gordurinha teimosa sem precisar de treinos longos e cansativos. Descubra como trabalhar melhor seu corpo!

Folha prevê Lula inelegível em 2018

E segue apoiando o golpe

Jornal da família Frias já considera o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenado pelo juiz Sergio Moro em primeira instância e prevê que a condenação em segunda instância, que o tornaria inelegível, ocorreria entre julho e outubro do ano que vem, em plena campanha presidencial de 2018.

O que a reportagem revela, no entanto, é que a mídia brasileira, sócia do golpe de 2016, agora trabalha contra o tempo para concretizar a segunda parte do golpe, que é a inabilitação eleitoral de Lula.

O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, afirma que não considera a possibilidade de ele ser condenado nem mesmo por Moro.

"Só uma arbitrariedade imensa poderia levar a isso. Não há provas que possam dar sustentação a uma condenação".

Lula, como se sabe, lidera todas as pesquisas e seria eleito presidente para um terceiro mandato se as eleições fossem hoje.

Golpe contra a democracia destrói a imagem do Brasil no exterior


A imagem do Brasil nunca foi tão negativa, quanto em 2016, ano do golpe parlamentar liderado por Eduardo Cunha, que colocou Michel Temer no poder.

Nada menos que 81% das reportagens sobre o País publicadas em 14 veículos internacionais foram negativas.

Este levantamento, que começou a ser feito pela empresa Imagem Corporativa em 2009, revela que o Brasil foi do céu ao inferno.

Em 2009, no auge do governo Lula, nada menos que 80% das reportagens eram positivas.

A autodestruição brasileira foi decisiva para a contaminação da imagem do País, assim como o assalto à democracia.

Na opinião do escritor português Miguel Sousa Tavares, o impeachment foi uma assembleia de bandidos presidida por um bandido.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Homem forte da reforma da Previdência é conselheiro de uma das maiores empresas de previdência privada do País

Marcelo Caetano, secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, é também conselheiro da Brasilprev, empresa que comercializa planos de previdência privada. Acabou denunciado por conflito de interesses
Marcelo Caetano

Viomundo, 24/02/2017 por Tiago Pereira, da RBA

São Paulo – A central sindical Pública, que representa servidores públicos da ativa e aposentados dos três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário), denunciou hoje (23) o secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, por conflito de interesses. Segundo a entidade, Caetano, um dos principais articuladores da proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo Temer, ocupa também cargo de conselheiro na Brasilprev, uma das maiores empresas de previdência privada do país.

A denúncia foi protocolada nesta manhã em Brasília, na Comissão de Ética Pública da Presidência da República. E será também encaminhada ao Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF).

A Brasilprev, segundo informações em seu próprio site, “é uma sociedade anônima de capital fechado que tem como acionistas a PFG do Brasil Ltda., sociedade pertencente ao Principal Financial Group, e a BB Seguros Participações S.A.” A Principal Financial Group é uma empresa de gestão de investimentos sediada nos Estados Unidos.


Para o presidente da Pública, Nilton Paixão, há “flagrante inconsistência” na atuação do Marcelo Caetano como secretário da Previdência.

“Ele é conselheiro de uma empresa que tem por objetivo lucrar com planos de previdência privada complementar. Na verdade, ele é o redator dos interesses do sistema financeiro travestido de secretário da Previdência”, afirmou.

Segundo a entidade, outro forte indício de conflito de interesses da atuação de Caetano pode ser conferido na sua agenda pública como secretário, em quem manteve muito mais reuniões com representantes de fundos privados e instituições financeiras, inclusive com encontros com a própria Brasilprev, do que com representantes dos trabalhadores, afetados direitos pela mudanças pretendidas no regime de aposentadorias.

“Ficou claramente evidenciado o conflito de interesses, e que o estado brasileiro, nessa questão da Previdência foi capturado pelos interesses privados”.

Segundo Nílton, não há sequer qualquer tipo de pudor em tentar esconder a defesa desses tipos de interesses, com encontros que ocorrem “à luz do dia”.

O presidente da Pública afirmou, ainda, que pretende fazer a tradução da denúncia e encaminhá-la para organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), e a Organização dos Estados Americanos (OEA).

“Pretendemos fazer a denúncia na ONU, na OEA, na OIT, em todas as instâncias internacionais e divulgar para a imprensa estrangeira o que está acontecendo aqui no Brasil, que é a apropriação do interesse público pela sanha dos interesses privados e a sua busca pelo lucro.”

Gleisi: Reforma da Previdência é terrorismo midiático!

"Esse governo de 5ª categoria quer acabar com a aposentadoria"

Conversa Afiada, 27/02/2017

O Conversa Afiada reproduz, do Blog do Esmael Morais, artigo da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR):

Diariamente, o governo em exercício bombardeia no rádio, na TV e nas redes sociais a ideia de que, sem a reforma, a Previdência Social vai quebrar em poucos anos. Em seu terrorismo midiático, o grupo que tomou o poder após tirar a presidenta Dilma tenta incutir na sociedade a previsão de que, em um futuro próximo, não haverá dinheiro para as aposentadorias dos brasileiros porque o sistema paga mais do que arrecada, tornando assim a conta insustentável. Mas o que vendem para a população é mentira.

O que eles “esquecem” de dizer é que a Previdência não é um programa isolado. Ela faz parte de um amplo sistema de proteção denominado Seguridade Social, que não depende apenas da contribuição previdenciária de patrões e empregados. Dispõe também do que é arrecadado com a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), a contribuição ao PIS/Pasep – para financiar o Programa do Seguro-Desemprego –, e ainda das receitas das loterias e de todos os órgãos e entidades que participam do orçamento nacional.

O que isso significa? Significa que não faz sentido falar em déficit porque existem fontes de recursos assegurados pela Constituição no orçamento da Seguridade Social para financiar a Previdência. O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e a Anfip (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil) lançaram um excelente estudo desmistificando os dados do governo nesse setor. Intitulado “Previdência: reformar para excluir?”, o trabalho expõe, de forma clara, a realidade dos números.

As duas entidades mostram, por exemplo, que o suposto “rombo” de R$ 85,8 bilhões apurado pelo governo em 2015 poderia ter sido coberto com parte dos R$ 202 bilhões arrecadados pela Cofins, dos R$ 61 bilhões pela CSLL e dos R$ 53 bilhões do PIS-Pasep. De acordo com a Anfip e o Dieese, haveria ainda os R$ 63 bilhões desviados da Seguridade pela DRU (Desvinculação das Receitas da União) e os R$ 157 bilhões de desonerações e renúncias fiscais. Como se vê, dinheiro tem, e muito.

Isso ninguém fala. Aliás, o governo, para tentar agravar ainda mais o quadro que ele alardeia, inclui na conta do INSS o déficit do Regime Próprio de Previdência, dos servidores públicos. Esse regime sequer pode ser computado na Seguridade Social, porque ele não é universal, é diferenciado. O trabalhador do setor público não tem o mesmo teto de aposentadoria do trabalhador do setor privado. Ele ganha, na maioria das vezes, o seu salário integral, e há outros processos de reajuste. Então, ele é separado. Ele tem que ser bancado pelo Tesouro. É um regime próprio. E o governo, maldosamente, coloca esse cálculo dentro do déficit da Previdência. É ou não enganador? 

A Seguridade Social é uma das maiores conquistas que os brasileiros tiveram com a Constituição de 1988. Foi um longo percurso até que esses direitos fossem assegurados. No início, o sistema previdenciário era extremamente excludente. Ainda na República Velha, os primeiros beneficiados foram os trabalhadores do setor exportador – ferroviários, portuários e marítimos.

Em 1930, no governo de Getúlio Vargas, foram criados os institutos de aposentadorias e pensões, com benefícios estendidos a outras categorias, embora ainda prevalecesse a visão corporativa. Havia o Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Marítimos, dos comerciários, dos bancários, dos industriários, ou seja, cada categoria tinha o seu, com regras próprias.

O sistema foi evoluindo aos poucos, com a junção desses institutos e a criação, em 1963, do Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural) e do Departamento Nacional de Previdência Social, o embrião do INSS. Em 1974, cria-se o Ministério da Previdência Social, que agrega o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), encarregado da gestão e a administração dos benefícios, e também o Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social (Iapas), que passa a cuidar da gestão financeira e da arrecadação. Surge também o Inamps (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social), que também começa a ser o embrião do nosso Sistema Único de Saúde (SUS).

Em 1977, constrói-se um sistema de previdência, saúde e assistência social, com o surgimento de órgãos como a LBA (Legião Brasileira de Assistência) e a Funabem (Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor), formando assim o precursor da seguridade social, que nós vimos implantada a partir da Constituição de 1988.

Pela primeira vez na história, uma Constituição do Brasil tem no seu texto o direito do povo brasileiro à previdência, à assistência e à saúde, como um sistema único. Foi uma grande conquista da nossa população, dos nossos trabalhadores. Estava consolidada, portanto, a seguridade social, com proteção ao trabalhador, inclusive o do campo, com bem-estar geral e justiça social e com a universalização dos serviços de saúde.

Mas agora tudo isso está ameaçado. Esse governo de quinta categoria, que fechou o Ministério da Previdência, quer acabar com a aposentadoria no País, esmagando principalmente os direitos das mulheres, dos pobres e dos que começam a trabalhar bem cedo no campo. Uma maldade sem fim.

Em sua hipócrita propaganda “Minuto da Previdência”, Temer e seus sócios tentam convencer a população a apoiar uma reforma questionada até mesmo por boa parte de sua base aliada no Congresso.

Vai ser muito difícil ele conseguir isso, mesmo com todo o seu terrorismo praticado minuto a minuto. Resistiremos e lutaremos!

Mino: o pior ainda está por vir

Próximo Governo terá de colocar fim à orgia golpista

Conversa Afiada, 27/02/2017

O Conversa Afiada reproduz editorial de Mino Carta na Carta Capital:

Fantasia midiática

Ando pela rua e dou com a capa da revista Exame exibida com destaque por uma banca de jornais. Leio a chamada, imponente: “O PIOR JÁ PASSOU”. Logo adiante, cartaz pendurado em um poste garante “Magia fundamental”, para o amor e coisas mais, “rápida e absoluta”. Talvez haja uma relação esotérica entre dois anúncios tão promissores.

Mortais comuns, que não se confundem com os magos da mídia nativa, alquimistas setecentescos ou fadas dos contos da carochinha, têm razões para entender o oposto: o pior ainda há de vir. Basta encarar a situação com um mínimo de isenção e recurso comedido aos neurônios, para perceber a inevitabilidade de um desfecho... aqui me detenho em busca do qualificativo.

Trágico? Violento? Espantoso? Acachapante? Ridículo? Só consigo imaginar o trabalho insano a que será obrigado um futuro governo democrático para pôr ordem na orgia golpista.

Quem sabe não seja suficiente um governo para consertar o monstruoso estrago provocado pelo desmando geral e irrestrito do estado de exceção em que fomos precipitados com a contribuição decisiva da mídia nativa. Esta até agora disposta a nos dizer no bom caminho. Crentes nas artes mágicas ou, simplesmente, hipócritas irresponsáveis, brasileiros indignos, os propagandistas midiáticos?

Na seção QI, o redator-chefe Nirlando Beirão conta com a costumeira elegância da escrita a decadência do circo tradicional, substituído pelos picadeiros da política, povoados por palhaços de diversos calibres, entre grotescos e malignos. Reservaria um papel de realce para a mídia nativa e os seus melhores intérpretes, envolvidos na pantomima que os torna porta-vozes do desgoverno.

Em tempo de Carnaval, pérola barroca da nossa vocação festeira mesmo em meio à desgraça, qual seria a fantasia aconselhável aos propagandistas midiáticos? Haverá quem sugira Arlequim, capaz de servir ao mesmo tempo a dois amos e de enganar meio mundo.

Errado: assim como é difícil, senão impossível, colher o adjetivo certo para qualificar o inevitável desfecho do espetáculo em curso, chega a ser impossível escolher a fantasia para tantos militantes de páginas impressas, microfones, vídeo.

Arlequim, vale esclarecer, é um campônio de Bergamo, norte da Itália, esperto e sagaz, aluno da vida atribulada. Há uma sinceridade profunda na sua atuação, uma espécie de rendição ao senso prático, sem contar o irredutível desdém pelos patrões, os primeiros a serem enganados por nosso herói. Não há como sugerir essa fantasia, bem como de qualquer outra proposta pelas personagens da Commedia dell’Arte. Figuras dotadas de extrema autenticidade, fiéis à sua índole e a seu destino.

Na origem do Carnaval era comum que as escolas de samba, sem que houvesse então um sambódromo, vestissem seu balé, de suntuosa pele negra, como cavalheiros e damas de uma corte do século XVIII, igual aos candidatos à guilhotina depois da Tomada da Bastilha.

Quando menino, recém-chegado ao Brasil, pareceu-me colher, ao folhear as páginas da cobertura carnavalesca da revista O Cruzeiro, algo assim como o deboche e a esperança da desforra. Illo tempore, sonhava com a Tomada da Casa-Grande.

Há seres humanos, ou tidos como tais, que dispensam a fantasia. Não me refiro, obviamente, aos cidadãos sábios, e sim àqueles fantasiados por natureza. Sinto-me à vontade ao incluir no rol os sabujos das redações, embora valha recordar que dois deles, se não me engano, podem sair com seu fardão dos imortais, inexcedível indumentária para um perfeito desempenho carnavalesco.

Judeus se revoltam contra possível palestra de Bolsonaro para comunidade hebraica em SP


Um abaixo assinado já tem mais de 2.600 assinaturas contra uma possível palestra do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) no Clube Hebraica de São Paulo; documento organizado por um judeu denominado Mauro Nadvorny, faz duras críticas ao deputado e pede que a presidência do tradicional clube paulistano reconsidere a ideia.

"Bolsonaro representa a extrema direita brasileira e em todas oportunidades em que lhe é permitido falar, explora e ataca as minorias entre as quais, nós judeus, nos encontramos", acrescenta.

"Ele é homofóbico, misógino, racista e antissemita por natureza e convicção. Idolatra a extrema direita neonazista e admira os torturadores da ditadura militar, a qual enaltece em todas as oportunidades".

Paulo Pimenta denuncia suposta lavagem de dinheiro

Deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou nesta segunda-feira, 27, que os documentos revelados pelo grupo Anonymous mostram sem sombra de dúvidas as conexões obscuras entre José Yunes e o seu melhor amigo Michel Temer.

Em vídeo, Pimenta explica os investimentos de Yunes por meio offshores no Panamá, intermediadas pela Mossack Fonseca, que ajudaram a financiar obras de prédios comerciais de luxo na capital paulista.

"E quem possui salas comerciais valiosíssimas? Michel Temer. Em alguns locais com o metro quadrado mais caro do Brasil", afirma.

Para ele, o que falta apenas é a Polícia Federal, o Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal juntarem as pontas e iniciarem a investigação.

"As conexões provam que esta história está muito mal contada. Todo esse dinheiro que José Yunes movimenta dentro e fora do Brasil talvez não seja todo dele".

A perplexidade da imprensa internacional com a nomeação de Moraes para o STF

Escrito por Miguel do Rosário, Postado em Redação


Ministro acusado de corrupção se torna juiz anticorrupção… É a perplexa manchete do Liberación, um dos principais jornais da França.

Isso é Brasil, filhos.

Talvez agora vocês, mes amis, entendam o tipo de golpe que houve aqui.

Foi sujo, muito sujo.

Padilha: “Pra essa suruba, não tem camisinha!”


Ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha diz que o senador Romero Jucá (PMDB-RR) "escancarou parte do sentimento no interior do bloco que construiu o golpe: ‘Se é suruba, todo mundo tem que participar'”.

Segundo Padilha, o Brasil “passa por uma grave crise econômica, política, social e institucional para que uma reunião de atores tão consistente como uma ‘suruba’ seja capaz de conduzi-lo”. 

O ex-ministro dos governos Lula e Dilma acredita que a reconstrução do país só ocorrerá com um processo de debate que passe pelo voto popular e não escapa de Lula, “que deixa de ser visto como o ex-presidente e volta a ser visto como aposta de futuro”.

Petroleiras fizeram lobby pelo fim do conteúdo nacional no petróleo


A articulação pelo fim do conteúdo nacional no setor de óleo e gás, que segundo associações empresariais brasileiras pode eliminar 1 milhão de empregos num país que já tem 13 milhões de desempregados, foi liderada pelo IBP – Instituto Brasileiro do Petróleo.

Sediada no Rio de Janeiro, a entidade tem entre seus associados multinacionais como Shell e Chevron e argumenta que o fim do conteúdo nacional pode destravar investimentos no setor de óleo e gás.

Com a chegada de Michel Temer ao poder, não só o pré-sal foi entregue a companhias internacionais, como as plataformas poderão ser construídas fora do Brasil, matando a política industrial para o setor; empresários brasileiros agora se dizem traídos por Temer.

Rui Falcão:"É hora de cessar a parcialidade nos julgamentos"


O presidente nacional do PT, Rui Falcão, defendeu nesta segunda-feira, 27, que a decisão do ministro do STF Marco Aurélio Mello que libertou o ex-goleiro do Flamengo Bruno de Souza deveria levar a uma revisão geral nas decisões da Suprema Corte nos requerimentos de habeas corpus sistematicamente negados.

"Diante do excesso de prisões preventivas, sem motivo e prolongadas no tempo para forçar delações, o rigor jurídico do ministro Mello para um homicida confesso deveria estender-se ao conjunto das sentenças do STF", afirma.

"Afinal, por que manter presos João Vaccari, José Dirceu e Antônio Palocci – e há outros em situação semelhante — contra os quais só existem delações e nenhum prova consistente?", questiona.