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domingo, 31 de julho de 2016

Manifestantes querem a volta de Dilma

31.jul.2016 - No Largo da Batata, em São Paulo (SP), manifestantes protestam contra o impeachment da presidente afastada, Dilma, e pedem a saída do presidente interino, Michel Temer. O ato, chamado por movimentos sociais e centrais sindicais, reúne milhares de pessoas na zona oeste paulistana.
 
Fonte: Uol, 31.07.2016

Direitos Humanos na ONU e o corporativismo dos juízes brasileiros


"Ao acusar Lula de procurar o Comitê de Direitos Humanos da ONU “para constranger o andamento de investigações em curso”, a AMB a um só tempo revela sua ignorância quanto ao alcance do Direito Internacional no Direito brasileiro e, portanto, ao Sistema Internacional de Proteção aos Direitos Humanos, como expressa sua má vontade em relação à ONU", dizem os juristas Luiz Moreira e Claudia Maria Barbosa, que defendem a iniciativa do ex-presidente de recorrer à ONU em defesa de suas garantias individuais.
 
Na semana passada, os advogados Cristiano Martins e Geoffrey Robertson apresentaram o pedido de Lula no comitê das Nações Unidas, em Genebra.

Folha: farra fiscal de Temer quebrará empresas



Uma das principais apoiadoras do impeachment, a Folha de S. Paulo, de Otávio Frias Filho, agora se dá conta do desastre econômico causado por esse processo.
 
Como o interino Michel Temer promove uma das maiores expansões de gastos públicos já vistas no Brasil, para tentar se consolidar no poder, os juros não caem e isso agrava a penúria do setor privado.
 
"Temer tem sido pródigo em reajustes para servidores públicos. Na última concessão, acenou com 37% de aumento para delegados da Polícia Federal. Os juros, advertiu o Banco Central, não cairão antes de ser equacionado o nó das contas da União. Se o custo do dinheiro permanecer elevado por muito mais tempo, uma onda de quebras de empresas endividadas não poderá ser descartada", diz editorial da Folha.
 
O golpe custou muito caro ao País.

Ciro: sim, sou candidato a presidente do Brasil

 

Em entrevista à revista Carta Capital, Ciro Gomes confirmou sua candidatura presidencial e afirmou que o PT dificilmente será perdoado pela sociedade brasileira.
 
"O PT está catatônico, porque tem uma parte que, infelizmente, chafurdou nesse pragmatismo irresponsável e corrupto. O pecado do pecador é perdoado, mas o pecado do pregador, aquele que passa o dia inteiro se oferecendo como vestal exemplar, não dá", afirmou.
 
Segundo ele, Eduardo Cunha é quem manda no País, mas já está sendo traído por seu sócio Michel Temer.

Maia lança Temer à reeleição em 2018

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Embora ainda seja apenas interino e só 16% queiram sua permanência até 2018, menos do que os 20% que defendem a volta de Dilma Rousseff, Michel Temer foi lançado à reeleição neste domingo pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

“Se o Michel for confirmado presidente, e o governo chegar a 50% de ótimo e bom, ele é que será o candidato do nosso campo, quer queira, quer não”, afirmou.

A fala de Maia aponta para possível traição de Temer a seus aliados do PSDB, como José Serra e Aécio Neves, que prometeram apoio ao golpe, caso Temer se comprometesse em não disputar a presidência em 2018.

Maia disse estar convencido de que Dilma não voltará, mas afirmou que não será um presidente da Câmara hostil, caso isso aconteça.

Carta de Dilma terá compromisso com novas eleições

 

Sua carta aos brasileiros será finalizada neste fim de semana e a presidente eleita já decidiu que irá incluir um forte compromisso com a realização de um plebiscito sobre novas eleições; recente pesquisa Ipsos apontou que 52% defendem novas eleições, enquanto 20% querem a volta de Dilma; apenas 16% defendem que o interino Michel Temer continue no cargo até o fim de 2018.

Cristovam: impeachment pode ressuscitar o PT

 

“Se o impeachment passa, o PT vai para a oposição. Todos os desastres criados pelo governo Dilma, os petistas vão colocar nas costas do Temer: o desemprego, a crise dos estados. E ainda vão pregar a bandeira do golpe. O PT pode ressuscitar graças ao impeachment", diz o senador Cristovam Buarque (PPS-DF).
 
Ele afirma, no entanto, que ainda não decidiu seu voto e afirmou não saber se as pedaladas fiscais são crime.

Embraer é investigada por propina no exterior

 

Delator afirmou ao Ministério Público que a Embraer pagou propina de US$ 3 milhões para obter um contrato de US$ 92 milhões na República Dominicana.
 
Segundo o delator, o pagamento foi autorizado pelo então presidente da empresa, Frederico Curado.

Janio contesta Moro e defende lei contra abusos de autoridade



"O abuso, seja do que for, nunca é abuso na visão de quem o pratica. Sérgio Moro considera perfeita a retenção de um suspeito na cadeia até que, moral e psicologicamente destroçado, se ajoelhe à delação premiada. Sem que com ela venha certeza alguma da veracidade e dos propósitos de delações acusatórias", diz o colunista Janio de Freitas, ao defender o projeto de lei que tipifica abusos cometidos por juízes e procuradores.

Andrade terá que detalhar propina na Cidade Administrativa

 

"A sede do governo mineiro se tornou alvo de apuração após advogados da empresa serem avisados por procuradores da Lava Jato que o grupo precisará complementar seu acordo de delação com informações sobre a obra. O comunicado aconteceu há cerca de três semanas, mas até o momento nenhum colaborador falou sobre o tema", informa a jornalista Bela Megale.
 
A obra mais cara de Aécio Neves (PSDB-MG), ao custo de R$ 1,2 bilhão, a construção está envolta em acusações de propina.

Temer tenta instituir a ditadura do Parlamento




Ao declarar que o Senado vai avaliar as condições políticas e não jurídicas do impeachment de Dilma Rousseff, o vice interino, suposto constitucionalista – hoje entorpecido pela conveniência –, tenta instituir a fórceps um parlamentarismo que assombrará todos os futuros presidentes, a começar por ele próprio, caso o golpe se consume.
A partir de então, o Congresso terá o controle da República, à revelia do desejo majoritário, com a banalização do impedimento; um cenário que se agrava terrivelmente com o ressurgimento do Centrão, que irmana no clientelismo e no fisiologismo metade da Câmara dos Deputados.

Mello Franco aponta vingança quase perfeita de Delcídio contra Lula

 

"No curto prazo, o recebimento da denúncia deve atrapalhar a atuação do ex-presidente nas disputas municipais. Mais adiante, pode abrir caminho para tirá-lo do jogo em 2018. Os adversários já torcem abertamente para que ele seja barrado pela Lei da Ficha Limpa, caso sofra uma condenação em segunda instância até lá", diz o jornalista Bernardo Mello Franco, sobre a denúncia contra Lula aberta a partir da delação de Delcídio Amaral.
 
Ele lembra, no entanto, que o ex-senador pode voltar a ser preso.

Senador Roberto Rocha deve votar pelo golpe

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“A economia teve um alento com a entrada de Temer. Claro, que ninguém vai transformar a grave situação do país de uma hora para outra, mas é possível que as coisas continuem melhorando, com aumento da credibilidade. Precisamos de uma estabilidade política”, disse o senador Roberto Rocha (PSB-MA), que era tido como indeciso.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Onde foi que o Brasil se perdeu?



"No final do ano passado, Lula comparou o Brasil a um trem descarrilhado. Mas era só o começo. Ao longo deste ano, o surrealismo foi se impondo e tudo foi sendo naturalizado. Achamos natural que haja uma presidente eleita e afastada do cargo, sem crime de responsabilidade claro e provado, apesar de algumas demonstrações em contrário e de algumas confissões sobre a desimportância de aspectos jurídicos diante de um imperativo político, a troca de guarda no poder". A análise é da colunista Tereza Cruvinel.
 
Ela pontua que "o Brasil é hoje um país intoxicado e não parece haver antídoto capaz de restaurar sua antiga homeostase, aquele modo antigo modo de viver em que as diferenças existiam".
 
O maior exemplo desta situação atípica, cita Cruvinel, é a caçada contra Lula, mesmo diante da ausência de provas contra ele.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Temer chegou ao fim da linha

 

"As pesquisas dos últimos dias mostram que o baú de truques banais para tentar elevar a popularidade de Michel Temer a qualquer preço está chegando ao fim. Com números arrasadores, o Ipsos e o Paraná Pesquisas mostram uma verdade inegável. Quanto mais a população conhece o governo Temer, mais o rejeita", diz Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília.
 
"A impopularidade de Temer é recorde pelo prazo, mas sua origem é o conteúdo. Trata-se de um programa que jamais teria votos da maioria dos brasileiros para chegar ao Planalto. De caráter socialmente excludente, colonial em sua essência, a rejeição era só uma questão de tempo".

Aécio pede a Temer apoio para recriar cláusula de barreira

 

Em reunião com o presidente interino, Michel Temer, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), manifestou seu interesse em criar, no Congresso Nacional, uma comissão especial com o objetivo de facilitar discussão e tramitação de dois pontos da reforma política: o fim das coligações proporcionais e o restabelecimento da cláusula de barreira.
 
Segundo Aécio, Temer se mostrou "muito simpático" à proposta de criação da comissão para discutir estes dois pontos.
 
"Trouxe a informação de que trataremos essa questão como prioridade", afirmou.

Moro participará de audiência na Câmara em dia de votação do impeachment

 

Comissão da Câmara dos Deputados que analisa as 10 medidas contra a corrupção visitou o juiz Sergio Moro e definiu com o magistrado do Paraná que ele defenderá o projeto na abertura dos trabalhos da Comissão, no dia 4 de agosto, mesma data em que a Comissão do Impeachment do Senado pretende votar a saída definitiva de Dilma Rousseff; "Acertamos a vinda dele para abrir a fase de oitivas da comissão especial que vai analisar as 10 medidas de combate à corrupção", confirmou o relator do projeto, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

40 deputados americanos se preocupam com “ameaças à democracia no Brasil”

 

Jornal Los Angeles Times destaca carta aberta endereçada ao secretário de Estado, John Kerry, em que 40 deputados norte-americanos expressam uma "profunda preocupação com ameaças à democracia no Brasil".
 
"O governo norte-americano deve expressar preocupação com uma possível ameaça à democracia e às instituições em um país que é um dos principais parceiros dos EUA na região", afirmam os parlamentares.

Tijolaço: Estadão acha que a vontade do povo é um problema para a democracia

 

Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, criticou o editorial do jornal Estado de S. Paulo que "relativiza" a democracia brasileira, ao afirmar que "A maioria também se equivoca" ao defender a saída do interino Michel Temer e novas eleições presidenciais.
 
"O Estadão, que já publicou receita de bolo na última vez que passamos por um período autoritário, agora quer que o povo brasileiro engula o bolo que ajudou a aprontar", afirmou.
 
"Se a pesquisa mostra que ele não quer, dane-se a pesquisa, porque o Estadão, agora, acha que a vontade do povo é um problema para a democracia".

Moro desafia o Supremo! De novo!

Ele se acha...
 
Fonte: Conversa Afiada, 26/07/2016


(Crédito: Aroeira)

O amigo navegante acompanhou esse ato de desobediência do ÚNICO JUIZ do Brasil.

Agora, o Nassif localizou outro. É um reincidente, portanto!

Do GGN:

O juiz federal Sergio Moro tomou mais uma decisão que afronta o relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, que já havia sinalizado ser contrário ao direcionamento de multas pagas pelas empresas acusadas de corrupção para o Ministério Público Federal, quando os recursos deveriam retornar aos cofres da Petrobras.

Na semana passada, Moro homologou acordos de delação premiada de três acusados da Lava Jato que previam pagamento de multa individual de R$ 1 milhão, sendo que 90% serão destinados à estatal de petróleo e 10% “aos órgãos de persecução penal”. "Ou seja, só neste caso o Ministério público fica com R$ 300 mil, que poderiam voltar aos cofres da Petrobras", apontou o jornalista Tales Faria.

No último dia 7, o GGN mostrou que o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, anunciou ao STF que já pagou a primeira parte dos R$ 75 milhões de multa prevista em seu acordo de delação. Uma parcela foi encaminhadas à União, com o objetivo de ser repassada aos núcleos do MPF e da Polícia Federal que atuam na Lava Jato (veja aqui).

Por Tales Faria

Moro dá ao Ministério Público dinheiro da Petrobras, contra decisão de Teori

Em Os Divergentes

Tem uma confusão desenhando-se no horizonte, entre a Petrobras e o Ministério Público — e entre o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o juiz Sérgio Moro, da 13a Vara Federal de Curitiba, que está tocando a operação Lava Jato. Trata-se da grana recuperada pelas delações premiadas.

A encrenca está sendo denunciada pelo jurista Afranio Silva Jardim, professor associado da Direito Processual Penal da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Ele é mestre e livre-Docente em Direito Processual, também pela Uerj.

Silva Jardim faz questão de ressaltar que, em princípio, não é contrário aos acordos de delação premiada. Mas ele se diz estarrecido com a notícia divulgada na sexta-feira, 22, segundo a qual Sergio Moro homologou acordos de delação premiada de três acusados de usar um banco suspeito para operar contas secretas no exterior.

Nesses acordos, o Ministério Público determina que os delatores receberão benefícios nos processos da operação Lava Jato e , em troca, pagarão multa individual de R$ 1 milhão – 90% destinados à Petrobras e 10% “aos órgãos de persecução penal”. Ou seja, só neste caso o Ministério público fica com R$ 300 mil, que poderiam voltar aos cofres da Petrobras.

O jurista alerta que esse tipo de cláusula já foi considera ilegal pelo ministro Teori Zavascki. Diz Silva Jardim:

“Julgo ser totalmente descabida essa ‘cláusula contratual’, através da qual o Ministério Público Federal obtenha vultosa quantia para os seus cofres, quantia esta cobrada dos indiciados ou réus em processo criminal.”

Ele explica:

“O ministro Teori Zavascki, em sua decisão, afirmou que o artigo 91, II, b, do Código Penal estabelece, como um dos efeitos da condenação, ‘a perda em favor da União, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé, do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito auferido pelo agente com a prática do fato criminoso’. Para o relator da Lava Jato no STF, a Petrobras é ‘sujeito passivo’ dos crimes, tendo direito de receber todos os valores desviados.”

Deu para entender? A qualquer hora a Petrobras pode botar a boca no mundo contra o Ministério Público. E o ministro Teori também pode acabar dando um novo puxão de orelha em Sérgio Moro.

Los Angeles Times: fora Temer!

Cerra vai proibir o consulado em LA de ler o jornal
 
Fonte: Conversa Afiada, 26/07/2016


Da Rede Brasil Atual

'Los Angeles Times' considera Temer um 'aliado que virou inimigo'

O Los Angeles Times considerou ontem (25) o presidente interino Michel Temer como um “aliado que virou inimigo”. O jornal disse que o impeachment da presidenta Dilma Rousseff foi votado por deputados que em grande parte “respondem a acusações de corrupções mais graves, além de outros crimes” e lembrou que vazaram gravações de áudio após a votação comprovando que parlamentares e políticos queriam o impeachment para “interromper as investigações contra eles mesmos”.

“As acusações contra Rousseff não são consideradas crimes”, diz a reportagem, que avalia que após assumir interinamente a presidência, Temer instalou um governo muito mais conservador. O jornal lembrou que três ministros foram forçados a deixar o cargo logo depois de assumirem devido a acusações de corrupção.

O jornal se posiciona em relação à carta que 40 democratas membros da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, parte do Congresso norte-americano, publicaram ontem criticando fortemente o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff e expressando “profunda preocupação” com a democracia do Brasil. O embaixador brasileiro nos EUA, Luiz Alberto Figueiredo Machado, está tentando convencer os deputados e senadores a não assinarem o documento, segundo o jornal americano Los Angeles Times.

Os legisladores norte-americanos cobraram o secretário de Estado dos EUA, John F. Kerry, para quem a carta é endereçada, de ter “máxima cautela nas suas relações com as autoridades interinas do Brasil e abster-se de declarações e ações que possam ser interpretadas como de apoio à campanha do impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff.”




A carta – que teve apoio da Federação Americana do Trabalho e Congresso de Organizações Industriais (AFL-CIO), de outras entidades sindicais e de organizações não governamentais que trabalham na América Latina – diz também que, desde o princípio, “o processo de impeachment foi incentivado a partir de irregularidades processuais, corrupção e motivações políticas”.

“O governo dos Estados Unidos deve expressar preocupação com as ameaças às instituições democráticas de um país que é um dos mais importantes aliados políticos e econômicos da região”, diz o texto. A expectativa é que Kerry acate os pedidos da carta, porém, muitos chefes de Estado planejam não se posicionar sobre o caso. O Departamento de Estado dos Estados Unidos disse que não iria comentar sobre a democracia no Brasil.

O embaixador brasileiro enviou uma carta aos parlamentares norte-americanos afirmando que o impeachment “seguiu rigorosamente em acordo os preceitos estabelecidos na legislação brasileira”. “O Brasil vê com preocupação e rejeita qualquer tentativa de desacreditar suas instituições ou de questionar a retidão com que um instrumento constitucional e republicanamente legal, como o processo de impeachment – é implementado”, escreveu.

Defesa de Dilma citará perícia do MP que descarta crime em pedaladas



Ex-advogado-geral da União José Eduardo Cardozo irá incluir nas alegações finais do impeachment uma decisão recente do Ministério Público Federal (MPF) que conclui que as pedaladas não são crime: "Vamos pegar todos os aspectos das provas, como o procurador do Ministério Público e a afirmação de todas as testemunhas e da perícia, de que não há ato nas pedaladas", afirmou Cardozo.
 
Ele também vai incluir declarações de rivais para argumentar que o processo é ilegal.
 
Como o advogado-geral da União da gestão Temer, Fabio Medina Osório, que em 2015 usou a expressão “golpe revestido de institucionalidade” para se referir ao caso.
 
Usará ainda a entrevista de Eduardo Cunha, que disse que ter “livrado o país” de Dilma é uma marca da qual se orgulha.

Brasil e Estados Unidos podem reativar acordo sobre a Base de Alcântara

 

Acordo firmado pelo ex-presidente FHC em 2000, quando foi considerado entreguista, modificado e depois enterrado pelo seu sucessor, Lula, volta à tona na gestão Temer-Serra, o que "preocupa inclusive setores militares que temem novas cláusulas atentatórias à soberania nacional sobre a base", afirma a jornalista Tereza Cruvinel, colunista do 247.
 
"Por sua localização privilegiada, na linha do Equador, a base brasileira é atraente porque, segundo especialistas, reduz em até 30% o custo de um lançamento. Entre os clientes, pode ter os Estados Unidos mas não submeter-se às suas exigências ao ponto de perder outros negócios e a própria autoridade sobre a base", diz.

Pesquisa desenterra o cadáver que o Grupo Folha escondeu



Colunista Jeferson Miola se espanta com a discrepância entre as leituras das pesquisas Ipsos e Datafolha: "Pela lente da sua pesquisa, a Folha de São Paulo consegue enxergar que 'cresce otimismo com a economia' e que 'para 50%, Temer deve ficar' – capa e matéria da edição de domingo 17/07/2016. 
 
Já a pesquisa Ipsos mostra que apenas 16% querem que Temer fique até 2018. 89% afirmam que o Brasil está no rumo errado.E a aprovação do impeachment fraudulento da Presidente Dilma apresenta importante tendência de queda".
 
segundo Miola, "a mídia golpista e engajada" faz "de tudo – se frauda um processo de impeachment, porque não falsificariam também a verdade? – para legitimar o golpe de Estado perpetrado pela turba golpista que assalta o Poder para pôr em prática o programa anti-povo e anti-nação que jamais seria aprovado nas eleições".

terça-feira, 26 de julho de 2016

Centrais definem 16 de agosto como dia de mobilização

 

As centrais sindicais definiram 16 de agosto como um dia de mobilização por manutenção de direitos sociais, criação de empregos e retomada do crescimento.
 
Com posições diferentes em relação ao governo interino e ao processo de impeachment, as entidades se uniram em torno de uma pauta, aprovada nesta terça (26), durante encontro nacional realizado em São Paulo, que inclui redução da taxa básica de juros, redução da jornada para 40 horas semanais, retomada do investimento público e privado, política industrial e estímulo à construção civil.

Cerra cria o Ma-mata. E o Matarazzo Suplicy?

Eduardo Suplicy também é um Matarazzo...

Fonte: Conversa Afiada, 26/07/2016


O Padim Pade Cerra - de que vive ele? - concebeu uma chapa infalível para concorrer à Prefeitura de São Paulo.

Marta Traíra, sempre Suplicy (veja em tempo) e Andrea Matarazzo.

Segundo Bernardo Mello Franco, na Fel-lha, trata-se da chapa Ma-Mata.

É uma disputa de dinossauros provinciais.

Para importunar o Alckmin, que lançou João Dória – o que apresenta políticos a ricos e ricos a políticos -, Cerra mandou seu fâmulo, Andrea, sair do PSDB e inscrever-se no partido de outro fâmulo, o Kassab.

E, ao lado de Kassab, Matarazzo se alia, agora a Marta, de quem disse cobras e lagartos.

(O Bernardo lembra que Matarazzo dizia que "é mas fácil uma vaca voar!" do que ele se aliar a Marta. Eles se merecem: a Marta, o Matarazzo e a vaca que voou.)

São picuinhas de abrigos para senhores e senhoras da Terceira Idade.

Os tucanos e seus fâmulos vao perder a Prefeitura e o Governo de São Paulo.

O que importa nessa narrativa do Paleolítico Superior é recuperar a passagem de Andrea Matarazzo em sua gloriosa temporada no campo Federal.

Ele foi o Ministro da SECOM do Governo do Fernando Henrique Brasif.

Matarazzo é outro “Operário Padrão” da Globo.

(A Marta é a Operária…)

Como o Cerra, que deu posse a um terreno invadido pela Globo na capital de São Paulo, e o FHC, que disse “eu tenho orgulho da Globo e do Brasil”!, nessa ordem...

Na SECOM, Matarazzo praticou a mais deslavada política de programar primeiro, a Globo, depois, a Globo e, por fim, a Globo.

Foi a apoteose do BV, o Bônus por Volume, que enriqueceu a Globo e as agências de publicidade.

Foi a fase de glória do Nizan Guanaes, que fazia a Campanha “Eu Amo o Apagão”, e, na sua agencia de publicidade, pagava a conta de luz com o BV da Globo!

Outro jênio!

FHC, depois, nomeou Matarazzo embaixador do Brasil em Roma, onde recebia os aspirantes a granfinos brasileiros como se fosse um Pamphili.

Finalmente, se encontraram, agora, os tucanos paulistanos.

Uniram-se na derrota inevitável.

Sob a inspiraçao do Cerra e seu aliado de todas as horas – até no Peru -, o FHC.

É uma minuscula manobra no pomar da Casa Grande, mas que contém as sementes dessa elite arrivista – e pequena.

Em tempo: Eduardo Matarazzo (êpa!) Suplicy era um tucano infiltrado no PT e, nessa condição, perdeu a eleição ao Senado para o Cerra. Agora, ele é candidato a vereador. Pouco antes, foi Secretário do Haddad, na Prefeitura. A Prefeitura ganhou na Justiça uma ação de reintegração de posse. Não é que o Suplicy conseguiu dar um jeito de sair em fotografias carregado pela polícia, ao resistir – em vão - à reintegração que o Haddad conseguiu na Justiça? É outro herói provincial!

Em tempo 2: para os não paulistanos, vale lembrar que esse sobrenome "Matarazzo", em São Paulo, designa uma pseudo-aristocracia de origem fascista, cujos vestígios só se encontram nessa política tão engordurada quanto a banha em que nasceu o Império (extinto) das Industrias Reunidas F. Matarazzo.

PHA


Cerra é o síndico da massa falida!

Ministério da Cultura demite em massa

Quando ouvem falar em Cultura puxam o revólver!

Fonte: Conversa Afiada, 26/07/2016


A degola foi atrás desse muro (Créditos: Mídia Ninja)

Via Mídia Ninja: Exonerações em massa no Ministério da Cultura

Um dia após a violenta desocupação do Palácio Capanema no Rio de Janeiro, o Ministério da Cultura Publicou no Diário Oficial da União portarias de 22 a 25 de julho de 2016 exonerando mais de setenta servidores de cargos de chefia e assessoramento superior em diversas localidades do Brasil. Os atos são assinados pela Secretária-Executiva do Ministério, Mariana Ribas da Silva, e pela Presidente do Iphan, Kátia Bogea.

As exonerações em massa e sua extensão geográfica são sinal inequívoco de que não se trata aqui de substituições visando a melhoria dos serviços prestados, mas de perseguição política sumária. São prova contundente do desmonte do Estado que vem sendo promovido por um gabinete supostamente interino, sem legitimidade para exonerar tantos servidores e muito menos para realizar as mudanças estruturais em curso.

Fosse este processo de impeachment constitucionalmente legítimo, e o suposto interino e seu gabinete teriam ao menos a prudência e a dignidade de aguardar o fim de sua tramitação no Congresso Nacional antes de realizar qualquer mudança drástica nas políticas públicas ou nas estruturas institucionais.

A cada dia que passa, a cada ato de exclusão, confirma-se: é golpe de estado.
#NãoEstáTudoBem.

Misoginia de Serra causa revolta no continente

  A declaração machista e misógina do ministro interino de Relações Exteriores, José Serra (PSDB), no México, causou indignação internacional; com o título de "A infeliz piada sexista do ministro das Relações Exteriores do Brasil", o jornal argentino Infobae, um dos maiores da América Latina, disse que Serra faz uma observação sobre senadores locais que "causou indignação".
 
"O governo interino de Michel Temer recebeu uma chuva de críticas por não ter nomeado qualquer mulher em seu gabinete. O impasse 'macho' parecia esquecido, mas na segunda-feira o ministro do Exterior José Serra não poderia deixar de fazer uma piada em sua homóloga mexicana sobre o "perigo" que representa o seu país por ter tantas mulheres na política", disse o veículo.

Lula aposenta Barbosas, Janôs e Moros

É breve a carreira dos carrasco

Procuradores e ministro procuram o Lula. Procuram, procuram e... Não acham. 
 
O Dr. Moro, da vara de Curitiba, também procura o Lula desesperadamente. E nada.
 
Acesse o link:
Lula aposenta Barbosas, Janôs e Moros
 


segunda-feira, 25 de julho de 2016

Dilma explica ausência na Rio 2016: em posição secundária, não!



Em entrevista à Rádio França Internacional, nesta segunda-feira 25, a presidente eleita Dilma Rousseff não pretende "participar da Olimpíada em uma posição secundária, porque ela é fruto de um grande trabalho do ex-presidente Lula e do grande esforço do governo federal, que viabilizou a estrutura do Parque Olímpico e da Vila Deodoro".
 
Além de Dilma, os quatro ex-presidentes convidados para a cerimônia de abertura do evento recusaram o convite, deixando as vaias para o presidente interino, Michel Temer.
 
A presidente também anunciou que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal caso seja aprovado no Senado seu impeachment.

Dilma: “Nenhum direito em pé, é isso que eles querem”

Em discurso em Aracaju, a presidente eleita Dilma Rousseff disse que "está em curso um golpe contra os interesses do povo brasileiro".

Ela voltou a destacar que não cometeu nenhum crime, o que já foi confirmado por parecer técnico do Senado e até pelo Ministério Público.

"Mas isso para eles pouco importa. O que importa é me afastar da presidência. Para executar um plano e um programa de perdas de direitos do nosso povo. Que quer impor em menos de dois meses um profundo retrocesso", discursou.

Dilma voltou a mencionar a fraude da Folha ao divulgar sua última pesquisa.

"A imprensa internacional não fica falseando com a verdade, faltando com a verdade e inclusive até manipulando pesquisas".

E também fez críticas movimento Escola Sem Partido.

"Querem educação sem posições, sem a crítica e o debate. Isso não é educação, mas sim treinamento".

O terror na era Temer

*Lelê Teles

Fonte: Brasil 247, 25 de Julho de 2016


Tudo em Temer é falso, começando pela cor dos seus cabelos.

Poeta de araque, pseudo presidente, amigo da onça...

Desde que o Jaburu se empoleirou no Planalto, o Brasil vive uma vexosa ópera-bufa.

Trôpegos, seus ministros não param em pé, a todo momento cai um.

E para piorar, o usurpador recebe ordens por editorial, em jornalões, como uma autêntica mari(nh)onete.

Na deprimente proto-midiocracia que o Brasil se tornou, o nosso Tuiuiú é tratado como um objeto abjeto, nunca sujeito.

É um mero presidente decorativo.

Não demora muito e Temer escreve uma carta para si mesmo - latindo no título - reclamando-se por seu não protagonismo. 

E para piorar sua inação, o cabra está cercado de sujeitos ficha-suja, uns moralistas imorais de notória incapacidade técnica que compõem seu inoperante machistério. 

Os seus auxiliares - indicados por Cunha, pela mídia e pelo mercado - estão a ser escrachados por subordinados insubordinados, ninguém os respeita. 

Nem um deles chegou às suas repartições sob aplausos, todos entraram forçando a porta, debaixo de vaia. 

O ministro sem educação trocou Paulo Freire por Alexandre Frota, só pra ficar num exemplo. 

Por essas e outras, o Interino é motivo de chacota em todos os quadrantes do planeta, não é à toa que só o presidente da grande nação paraguaia veio apertar-lhe a mão. 

Assim mesmo o vizinho tratou de se desinfetar com álcool em gel logo em seguida.

Temer é o vazio ocupando o vácuo.

QUE HORROR 

E de onde nada se espera tudo pode acontecer, inclusive nada. 

Veja essa, no Brasil de Temer um caipira vendedor de galinhas é preso como terrorista. 

Antes prendiam-se ladrões de galinha, agora aprisionam os que comercializam as penosas, não demora e teremos galináceos encarcerados. 

É que rastreando hashtags, veja que moderna sofisticação – por essa o Daesh não esperava - os arapongas tabajaras de Temer descobriram algo que assombrou o mundo: galinhas estavam a ser treinadas para se espatifarem em aeroportos. 

As galinhas-bomba são uma invenção 100% nossa. assim como os brasileiríssimos terroristas de Facebook e aqueles perigosos cuspidores de fogo de sinais de trânsito. 

Mas as novidades não param por aí. acabam de descobrir uma nova célula do Daesh no Brasil, e também utilizando outro método 100% tupiniquim. 

Trata-se do recrutamento de prostitutas siliconadas para implantarem próteses com explosivos. 

As piriguetes-bomba iriam bombar durante os jogos. porém, foram desmascarados pela inteligência do secretário do PCC. 

Ele tá careca de saber que os turistas não vêm ao Brasil para ver aquelas chatas partidas de badminton ou as porcas provas de canoagem numa Guanabara onde flutuam cocôs, pneus, sofás e carcaças de geladeiras. 

Os jogos são uma desculpa para despistar as esposas. ]

Eles vêm farejando funk e fuck. o Ridjanêro é um paraíso para todo sexólatra inveterado.
Eles querem o fio dental, a garota de Ipanema, as tropicais mulheres frutas, o pecado da luxúria. 

E é aí que entram os caipiras de Alá e as piriguetes-bomba. 

Como se sabe, as pré-pago brasileiras costumam implantar silico nos lábios, seios e nas nádegas; por isso, popozudas estão a ser apalpadas por agentes secretos em qualquer local de grande aglomeração, sobretudo em bailes de bate coxa ou bate bunda.

Ronaldo, o Fenômeno, com experiência de três copas, é o olheiro do Ministério da Justiça.
Como ninguém, ele conhece do babado. 

Certa vez envolveu-se com três garotas na orla carioca, mas no apalpar conférico, ele percebeu que cada uma delas levava dentro das minúsculas calcinhas uma enorme banana de dinamite. 

Eram as virgens de Alá em fase de teste. 

Porém, mesmo sem as burcas, elas foram desmascaradas pelo sagaz centroavante.
O mundo, felizmente, está livre dessa ameaça. 

Mas ainda há outra notícia que deixou o planeta de queixo caído: um terrorista brasileiro acaba de se entregar à polícia, fato inédito no mundo. 

Como um Garrincha de alcorão, o sacana deu o drible da vaca no Daesh e em Alá. 

Ele achou que esse troço de virgens no céu era uma furada, mesmo porque só se é virgem uma vez. 

Depois do defloramento, pensou ele, o que farei no paraíso com aquele bando de barbudo que não bebe e com aquelas mulheres de bigode e sem cabaço? 

A brincadeira por lá logo perderia a graça.

DELAÇÃO PREMIADA
Ishperto e sem grana para ver os jogos, o sujeito já prepara uma delação premiada.

Entregará o chefe do terror, um barbudo com nove dedos, e com isso ganhará o perdão penal, a liberdade, duas virgens de capricórnio, um engradado de Heineken e alguns ingressos para a abertura e encerramento dos jogos olímpicos. 

Fez barba, cabelo e bigode, como diria morraméde.

Dito isso, digo mais.

O único fundamentalismo religioso que assombra o Brasil é o de Malafaia e Feliciano.

É a igreja de Cunha, com seu radicalismo pseudo puritano, que dá argumentos para que tarados saiam às ruas torturando travestis e transexuais, espancando gays e estuprando mulheres. 

Abominações. 

O Livro que essa gente se baseia para doutrinar midiotas, ordena o apedrejamento até a morte de adúlteras, narra a destruição de uma cidade inteira por causa do apelo homoerótico de alguns de seus habitantes e mostra, Alá seja louvado, um pai disposto a cortar a garganta do próprio filho para demonstrar sua fé no deus invisível. 

O perigoso livro de cabeceira de Malafaia, Cunha, Temer e Feliciano faz apologia a um deus suicida, pregado numa cruz, esquálido e com o corpo banhado em sangue. 

Esse era também o livro de cabeceira dos inquisidores que queimavam pessoas vivas, era o livro dos cruzados, dos genocidas matadores de índios, dos assassinos escravagistas, era o livro de cabeceira dos fabricantes da bomba atômica.

É o livro de Davi, o herói assassino.

É o Livro de Jacó, que deu porrada em um anjo e enganou o próprio pai para se dar bem. 

É nesse livro que deus expulsa seu primeiro filho de casa, com a nora e os netos juntos, só porque o casal pegou uma maçã na geladeira na calada da noite.

Velho sovina.

É nesse mesmíssimo livro que um deus furioso mata todos os bebês primogênitos do Egito, sem piedade, envenena as águas dos rios e mata afogado os soldados de faraó.

Aliás, é nesse livro que deus inunda a terra inteira, matando tudo o que vivia, salvando apenas uma família e um par de cada espécie de animal.

Um deus iracundo e perigoso.

Alá não aguenta meio round com ele.

Como se vê, os seguidores do deus de Temer são muito mais perigosos para todos nós do que um miserável caipira criador de galinhas.

E digo ainda mais.

TORNOZELEIRA-BOMBA
Se eu fosse Temer, eu pararia com esse jogo de cena e me preocuparia com terroristas de verdade. 

Há um homem-bomba solto nas ruas, um tal Cunha que chora sem verter lágrimas, aquele das pautas-bomba, o que iria implodir a República. 

O escroque agora está no meio da rua, Bíblia sob o sovaco, faca nos dentes e o pino da granada solto. 

Grita a plenos pulmões que sua esposa, a zoiúda, se nega a ser instrutora de squash nas celas de Bangu 1.

Cunha fará como o nosso Garrincha de alcorão: deletará, será premiado com a liberdade, as Heinekens, os ingressos e irá aos jogos com sua tornozeleira-bomba, ameaçando quem chegar perto. 

Por sua vez, Temer periga assistir aos jogos olímpicos numa TV de 14 polegadas, ao lado de alguns sujeitos com a barba por fazer. 

É o preço da traição. 

É como se pode ler nas escrituras que ainda não foram escritas:
Aqui se faz, aqui se paga.

*Jornalista, publicitário e roteirista

quinta-feira, 21 de julho de 2016

‘Somente Dilma, com o aval do Congresso, poderia propor novas eleições’

 

No mês passado, um grupo de seis senadores apresentou a ideia em forma de proposta de emenda constitucional e contou com apoio até de parlamentar peemedebista; joje, o texto conta com 30 assinaturas de senadores que apoiam ao menos a discussão.
 
Em entrevista ao InfoMoney, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse que a única forma possível para que sejam convocadas novas eleições sem que haja cassação da chapa Dilma-Temer no TSE seria por meio de projeto enviado pela própria presidente.

Datafolha real: 81% defendem o Fora, Temer!

 

247 publica os números reais da pesquisa Datafolha, corrigindo o erro deliberado cometido pela Folha de S. Paulo no último domingo, quando o jornal divulgou que 50% dos brasileiros acreditam que o melhor para o País seria a permanência de Michel Temer na presidência da República até 2018.
 
Na realidade, como a Folha excluiu do universo de sua amostragem os 62% dos brasileiros que preferem novas eleições, fez uma pesquisa com os 38% contrários a uma nova disputa eleitoral.
 
Se 50% destes preferem que Temer continue, eles representam 19% do total – o que significa dizer que a esmagadora maioria dos brasileiros (81%) defende uma outra saída para a crise política.
 
Os 19% de Temer são coerentes com os 14% que consideram sua administração ótima ou boa, mais 5% que preferem deixar tudo como está.

Lindbergh cobra desculpas do Datafolha e exige pesquisa verdadeira

 

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) cobrou do Datafolha um pedido de desculpas decorrente na fraude da pesquisa Datafolha, que apontou, de forma distorcida, que 50% defendem a permanência de Michel Temer no poder, quando o número real é de apenas 19%, enquanto 81% querem a saída do interino.
 
"Não foi imprecisão não, foi fraude mesmo", disse ele. Se a Folha de São Paulo e o Datafolha tivessem respeito ao povo brasileiro, eles pediriam desculpas e fariam uma outra pesquisa. Uma pesquisa verdadeira. Aí eu queria ver como está a popularidade desse presidente interino Michel Temer".


A presidente eleita Dilma Rousseff comentou nesta manhã, em entrevista à Rádio Pampa, do Rio Grande do Sul, a fraude na elaboração da pesquisa Datafolha e principalmente na divulgação dos resultados no fim de semana, que apontou que 50% da população brasileira queria a permanência de Michel Temer no poder, o que é falso.
 
"Não costumo comentar pesquisa, mas um fato deve ser olhado. Uma diferença de 3% pra 62% em relação ao que quer a população não é trivial", disse Dilma, sobre o percentual que defende novas eleições – o primeiro foi o divulgado pelo jornal e o segundo foi o que a pesquisa efetivamente identificou nas respostas dos entrevistados.
 
"Não é um descuido, o que é lamentável, porque todo mundo tinha em alta conta esse instituto de pesquisa", acrescentou a presidente.

Centrais preparam reação à reforma trabalhista

  "Na quarta-feira próxima, dia 26, a CUT e outras centrais sindicais vão se reunir em São Paulo para articular a reação à proposta de reforma trabalhista que foi anunciada pelo ministro interino do Trabalho, Ronaldo Nogueira, cujo objetivo principal é liquidar com as garantias da CLT, permitindo que os acordos trabalhistas prevaleçam sobre a lei", anuncia Tereza Cruvinel, colunista do 247.
 
"Estamos nos preparando para reagir, se for preciso, com uma greve geral", diz Maria das Graças Costa, diretora de relações de trabalho da CUT.
 
"Nós já conhecemos as propostas desta reforma, embora o governo esteja escondendo o jogo. Se aprovadas, na prática estarão sendo revogadas todas as conquistas já obtidas pelos trabalhadores e até mesmo a Lei Áurea, porque vão proliferar as condições de trabalho análogas à escravidão", completa a líder sindical.

Dilma: Decisão do Tribunal Internacional é um marco



Presidente recebeu nesta quinta-feira 21, no Palácio da Alvorada, grupo de juristas de vários países que sentenciaram ontem, no Tribunal Internacional pela Democracia, no Rio de Janeiro, que o processo de impeachment no Brasil viola a Constituição, se configura um golpe de Estado e deveria ser anulado.
 
"O fato de ser um tribunal internacional, com personalidades tão significativas representando, tudo isso dá para nós uma grande força e uma grande arma de disputa", disse Dilma.
 
"É fundamental para minha resistência", acrescentou.
 
Dilma disse que o cenário atual, que dá a impressão de que o problema foi resolvido com seu afastamento, "só pode acontecer com o imenso esforço da mídia, que culminou agora nessa pesquisa, que é uma verdadeira fraude jornalística".

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Doleira posa quase nua. E desnuda a PF

Por que ela está solta, Dr. Moro?

Fonte: Conversa Afiada, 20/07/2016
No Instagram de Ulisses Campbell, a foto de Jefferson Coppola, depois de outra foto ter sido rejeitada no Facebook (Reprodução: Marcelo Auler)


O Conversa Afiada publica irretocável reportagem de Marcelo Auler, que sofre uma implacável perseguição judicial de supostos servidores públicos, lotados interinamente na Polícia Federal, a sede da sedição.

(Marcelo também participa, com competência e profissionalismo, das denúncias que envolvem o Presidente interino em atos de corrupção.)

Pelas informações do jornal O Estado de S.Paulo de domingo (17/07), graças às delações premiadas, quinze dos condenados pela Operação Lava Jato já reduziram suas penas em 326 anos Isso corresponde a 28% dos 1.149 anos de prisão sentenciados pelo juiz Sérgio Moro.

Sorte maior, porém, teve a doleira Nelma Kodama. Com uma primeira condenação de 15 anos e investigada em mais 15 inquéritos ainda em andamento, mesmo sem ter delatado ninguém nas investigações da Lava Jato, teve a prisão domiciliar antecipada em três meses por Moro. Foi uma decisão atípica, em um despacho cujo teor está sendo mantido em segredo, como ele determinou:

“Por ora mantenho o sigilo sobre estes autos em relação a terceiros”.

Com isso, desde o final de junho ela está em casa, em São Paulo. Aproveitando-se da tornozeleira eletrônica de uso obrigatório, estreou como modelo em um ensaio fotográfico para a revista Veja.

Mensagem do repórter Ulisses Campbell no Instagram admitindo fotos mais ousadas.

É verdade que a foto que a revista publicou na edição desta semana (16 a 22 de julho) é até bem comportada entre outras da série clicada pelo fotógrafo Jefferson Coppola. Como admitiu no Instagram o jornalista Ulisses Campbell, autor da matéria na revista, houve fotos “mais ousadas”. Teriam sido, inclusive, rejeitadas pelo Face book.

Aguarda-se os próximos capítulos desta “novela” da doleira. Quem sabe ela não surgirá nas revistas masculinas apenas com a tornozeleira, única peça que não pode despir, sob o risco de voltar para detrás das grades?

Para antecipar o benefício da doleira, Moro, que já admitiu que a presa tem a “personalidade voltada para o crime”, substituiu a prisão preventiva que ele havia decretado em domiciliar. Com isso, descobre-se que Nelma, mesmo já estando condenada em segundo grau – o TRF-4 ao analisar seu recurso, reduziu-lhe a pena para uma condenação de 15 anos – continua presa preventivamente, e não pelo cumprimento da sentença.Agora, em prisão domiciliar.

Na edição da revista, a foto publicada é uma em que Nelma aparece mais comportada, feita por Jefferson Coppola (Reprodução)

A doleira foi a primeira a ser detida na Operação Lava Jato, na noite de sábado, 15 de março de 2014. Não havia sequer mandado de prisão contra ela. No aeroporto internacional de Guarulhos, onde ela embarcaria para Milão (Itália) o delegado Mauricio Moscardi Grillo e o agente Ronaldo Massuia, repassaram a seus colegas de plantão uma “história cobertura”, para justificar a prisão sem falarem das investigações da Lava Jato: ela estaria transportando dinheiro ilegalmente. Usaram o argumento de denúncia anônima, para explicar a informação que pode ter sido captada pelas escutas telefônicas que vinham sendo feitas.

Encarregado do plantão na delegacia do aeroporto naquela noite, o delegado federal Cássio Luiz Nogueira comandou pessoalmente a busca nos pertences da passageira e nada encontrou. A solução foi mandar chamar a única agente federal, Eliane (hoje delegada da Polícia Civil no Paraná) que estava no mesmo plantão, mas em outro ponto do aeroporto. Foi ela que ao fazer uma revista íntima, no banheiro feminino, encontrou o paco de dinheiro muito bem embalado – “parecia embalagem à vácuo”, comenta um dos presentes – com 200 mil Euros, alojado na calcinha. O que ela nega.

Só assim pode ser feito o flagrante e ela ser mantida presa. Mas criou-se um outro problema. As três celas existentes no aeroporto estavam ocupadas por traficantes homens,. Nelma passou a noite sentada em um banco, com um dos braços algemado a um cano, até ser transportada na manhã seguinte para a Superintendência do DPF em São Paulo, no bairro da Lapa.

Com medo de que a notícia da prisão dela vazasse e atrapalhasse a execução dos demais mandados contra doleiros, inclusive Alberto Youssef, previstos para serem cumpridos na segunda-feira, 17 de março, houve até uma tentativa de convencê-la a adiar a viagem. Ocorreu dias antes, através de um telefonema de um agente da polícia federal, sem que ele se identificasse como tal, para uma pessoa próxima à doleira. A empreitada, porém, não teve êxito.
Na decisão, mantida em segredo, Moro confessa que a situação de Nelma é complicada. Mesmo ela ainda sendo investigada em outros inquéritos – 15, segundo a revista Veja – ele antecipou em três meses a progressão da pena. Mas, como declarou, a prisão da doleira era preventiva e passou a domiciliar. Reprodução editada da decisão de Moro

Duas delações – Pelo que se sabe, o único prejuízo que essa antecipação pode ter causado, foi nas buscas e apreensões realizada na casa dela, em São Paulo. Ao chegar lá, na segunda-feira, a polícia deparou-se com sinais de que haviam estado ali e remexido gavetas, como narra o jornalista Vladimir Neto no livro “Lava Jato” (Editora Primeira Pessoa), lançado recentemente.
A situação de Nelma na Operação Lava Jato é, no mínimo, atípica.

Muito embora a Polícia Federal tenha espalhado que ela foi para a prisão domiciliar por conta da delação premiada, isto, de fato, não ocorreu. O próprio juiz Moro, em sua decisão, negou tal fato. Ele mesmo admitiu que a “situação processual da condenada é complicada”. E explicou na decisão mantida em segredo, como se constata na reprodução ao lado:

“A situação processual da condenada é complicada, pois foi feito um acordo de colaboração entre ela e a autoridade policial cuja validade é disputada pelo MPF.

Na pendência da resolução desta questão, surgiu outro complicador, a possível revelação, no acordo, de crime envolvendo pessoa com foro por prerrogativa de função”.

Pelo que se pode interpretar, a doleira fez uma “delação” na polícia e outra no MPF, onde entregou uma “pessoa com foro por prerrogativa de função”, cujo nome é mantido em sigilo.

Tem algum político? 
- Nelma foi condenada meses depois a 18 anos de prisão por Moro, pela lavagem de R$ 221 milhões. Em dois anos, ela teria enviado para o exterior U$S 5,2 milhões por meio de 91 operações de câmbio irregulares. A sentença foi revista pelo TRF-4. Depois de sentenciada, ela anunciou, em maio de 2015, que faria delação. Mas, já era tarde. Segundo sua própria versão, o interesse em delação premiada foi específico.

Como noticiamos em Quem com ferro fere… Força Tarefa da Lava Jato pode tornar-se alvo de delação premiada, a própria doleira, em carta endereçada ao desembargador Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, relator dos recursos nas ações da Lava Jato, explicou os motivos de não ter feito a delação logo ao ser presa. Ao chegar à custódia da Polícia Federal de Curitiba, ouviu do delegado Marcio Adriano Anselmo e do procurador Deltan Dallagnol um recado bastante claro e direto, como escreveu de próprio punho:

“Quando cheguei à Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, fui ouvida pelo delegado Márcio Anselmo, os procuradores Deltan Dallagnol e Orlando Martelo, os quais me perguntaram: A senhora tem algum político, ou negócio com tráfico de Drogas? Algum fato novo? Porque se a Sra. só tiver operaçõezinhas com chinesinhos não é do nosso interesse“(sic)

Conhecendo o inferno

– Depois, ela foi procurada pela delegada Andréa, de Brasília, para que falasse do doleiro Fayed Traboulsi. Foi no dia em que o ministro Teori Zavascki determinou a liberação dos presos da Lava Jato, mas o juiz Sérgio Moro questionou a medida, Aguardava-se uma nova decisão de Zavascki. Nelma, então, propôs esperar a manifestação do ministro, no que a delegada não concordou. Na carta, a doleira descreveu o que lhe aconteceu:

“No dia 11 de junho de 2014, descem à sala da carceragem dois agentes federais, a Dra. Andréa e ela disse rudemente que eu seria transferida para o ‘Complexo Penitenciário, para o sistema’, que lá eu teria tempo de sobra para pensar na resposta do Ministro. Deram-me cinco minutos para pegar meus remédios, uma roupa e me algemaram nas
mãos e nos pés e me transferiram para o Presídio Feminino de Piraquara”.

Ela continuou:

“Excelentíssimo desembargador,
eu conheci o inferno, em meio
a 450 detentas, fui ameaçada (abri inquérito) e nas minhas condições de saúde emagreci 15 quilos e fiquei emocionalmente abalada” (sic).

Da penitenciária ela foi retirada em março de 2015, quando então prestou depoimento ao delegado Mario Renato Fanton, endossando a tese de que seu ex-advogado, Marden Maués, junto com o advogado paulista Augusto de Arruda Botelho Neto, o delegado federal Paulo Renato Herrera e o ex-agente da polícia Federal, Rodrigo Gnazzo, estariam preparando um dossiê contra a Operação Lava Jato.

Neste período, acabou protagonizando um desentendimento entre Fanton e a delegada Daniele Gossenheimer Rodrigues, chefe do Núcleo de Inteligência Policial (NIP) e esposa de Igor. Tudo por conta de a presa ter reconhecido, entre as fotografias que lhes foram apresentadas, o Agente Fabio do NIP ligado a Daniele, como um dos presentes quando ela foi ouvida pelo delegado Moscardi em uma sindicância. De certa forma isto poderia significar o envolvimento do agente com o então seu advogado, Maués. Fanton manteve nos autos este reconhecimento, feito em cima de fotos mostrada à presa pelo delegado Igor. Daniele não queria que esta peça foi anexada ao inquérito. Achava inadmissível o agente Fabio ter sido reconhecido pela doleira. Tudo girava em torno do suposto dossiê contra a Lava Jato que estaria sendo preparado.


Contribuição de Nelma
– A versão da existência desse dossiê, montado por um grupo “dissidente” surgiu da lavra do delegado Igor Romário de Paulo, Coordenado Regional da Delegacia de Repressão a Organizações Criminosas (DRCOR). Coincidentemente, a história do dossiê aparece após O Estado de S. Paulo, em novembro de 2014, divulgar postagens de delegados da Lava Jato no Face book apoiando o candidato tucano Aécio Neves e criticando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua candidata Dilma Rousseff. Pelo que os delegados da Lava Jato levantaram, até com a estranha colaboração de jornalista, as postagens teriam chegado à imprensa após passarem pelas mãos de Herrera e Botelho Neto. Entre as postagens uma era de Igor.

As informações que Igor disse ter recebido de “fontes humanas” foram endossadas pela doleira Nelma. Ela então passou a ser peça fundamental nesta história. Após esse depoimento, com sua amiga e fiel companheira Iara, foi mantida na custódia da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, mesmo depois de confirmada a condenação em segunda instância. Mas, como se viu acima no despacho de Moro, ainda cumpria prisão preventiva.

Na época, quem tomou conhecimento dos três depoimentos de Nelma ficou com a nítida impressão de que ela, após a condenação a 18 anos – seu recurso não havia sido julgado – , estava desesperada para reverter a pena. Para tal, seria capaz de falar o que fosse conveniente. .

A questão é que não havia mais como reduzir esta condenação,. Afinal, ela não aceitou a delação premiada sobre a Lava Jato. Foi quando a Polícia Federal, para justificar sua permanência na custódia, obteve outro tipo de delação, ainda mantido em segredo, pois não homologada oficialmente. Pelo que saiu publicado na imprensa, ela confessou que fazia operações de câmbio para comerciantes da 25 de Março, principal centro de comércio informal de São Paulo. Seriam os “chinesinhos” dos quais Marcio Anselmo e Deltan não queriam saber?

Corrupção imaterial
– O fato é que após o seu depoimento confirmando a existência do dossiê que jamais foi encontrado, Nelma não mais retornou à penitenciária, Continuou dividindo a cela da custódia da SR/DPF/PR com a amiga inseparável Iara. Com o retorno de Fanton para Bauru, sua delegacia de origem, o inquérito 737 que apurava a suposta existência do dossiê passou a ser presidido pela delegada Tânia Fogaça, da Corregedoria em Brasília. Ela não encontrou dossiê, tampouco descobriu qualquer pagamento aos “dissidentes”. Nos diversos depoimentos que tomou de advogados que militam na Justiça Federal, nenhum confirmou a existência do documento.

Ainda assim, o delegado Herrera foi indiciado por “corrupção passiva” e os demais por contribuírem para o crime ser efetivado. Foi a chamada corrupção imaterial, cujo ganho seria a queda da chefia da superintendência. Até hoje este inquérito não se encerrou, mas Nelma, que ajudou a deslanchá-lo, já se beneficiou com a prisão domiciliar, voltando para seu apartamento de 500 metros quadrados que, embora confiscado pela Justiça, ela continua a usufruí-lo.

Como disse à Veja, terá que recomeçar a vida. Alega estar sem dinheiro e devendo, inclusive ao advogado Maués. Talvez, mais do que nunca, possa repetir o que um dia escreveu em um e-mail:

“Sou um ser humano e não só a tia de aço. Como todos e muitos carrego defeitos e emoções às vezes a flor da pele… (…) Eu ainda tenho e carrego uma cicatriz muito exposta do meu passado … Primeiro obviamente como mulher … e obviamente a mais exposta … e dolorida. Segundo como pessoa jurídica … Pois ao longo desses anos e diante dessa profissão a qual muito me orgulho e confesso com tesão … Sou doleira sim e com muito orgulho …. KKK É, talvez eu seja mesmo a última dama do mercado tão respeitado e, hoje, infelizmente, tão avacalhado“.

O recomeço, quem sabe, tenha acontecido, com ela posando de modelo.