quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Finlândia irá aumentar impostos de ricos para abrigar mais refugiados

Crianças descansam enquanto famílias sírias esperam no porto da ilha de Lesbos (Grécia) para embarcar para Atenas nesta segunda-feira (7). A ilha de 100 mil habitantes tem passado por mudanças depois da chegada de 20 mil migrantes, a maioria da Síria, Iraque e Afeganistão Petros Giannakouris/AP

Nas últimas semanas muitos refugiados vindos, principalmente, da Síria estão ocupando as fronteiras europeias em busca de asilo. Para tentar acolher mais pessoas, a Finlândia pretende aumentar os impostos cobrados da parcela mais rica da população.

Na semana passada, o governo de centro-direita do país anunciou uma proposta, apelidada de "imposto de solidariedade", que deve durar dois anos e que prevê um aumento nas arrecadações para equilibrar as contas nacionais.

Com isso, aqueles que ganham mais de 72.300 euros (cerca de R$ 318 mil) por ano irão pagar o imposto. Apesar de aumentar as arrecadações, o governo também vai precisar reduzir a ajuda destinada aos refugiados que chegam ao país, passando de US$ 360 (R$ 1.400) para US$ 226 (R$ 880) por mês, além de cortar o orçamento de programas de integração.

Postura humanitária

O primeiro-ministro finlandês, Juha Sipilä, espera que o país seja um exemplo na crise dos refugiados da Europa. Enquanto muitos líderes do velho continente estão receosos com o movimento migratório e procuram medidas para evitar a entrada dos Sírios, Sipilä chegou a oferecer a sua própria casa, em Kempele, para abrigar os deslocados a partir do início de 2016.

"Todos nós devemos dar uma olhada no espelho e perguntar como nós podemos ajudar", afirmou em entrevista para uma emissora local. "Peço a todos que pararem todo o discurso de ódio e se concentrem em cuidar de pessoas que fogem da zona de guerra, de modo que eles se sintam seguros e bem-vindos aqui na Finlândia".

O presidente do Banco Central do país, Erkki Liikanen, também anunciou que vai doar um mês do seu salário, algo em torno de 10 mil euros, para ajudar os vulneráveis. (As informações são dos jornais "Quart"z, "The Washington Post" e "The Star").

Fonte: Uol Notícias, 17/09/2015

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