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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Em pedido, PSDB não cita fatos que coloquem em xeque processo eleitoral


O ministro João Otávio de Noronha, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, afirmou que o pedido do PSDB para uma "auditoria especial" no resultado das eleições não apresenta nenhuma fato que possa colocar em xeque o processo eleitoral. Ele ainda afirmou que o pedido feito pelos tucanos é "incabível e com potencial para arranhar a imagem do país".

"O que o deputado Carlos Sampaio [PSDB-SP, coordenador jurídico nacional do partido e responsável pelo pedido] não apresenta são fatos que possam colocar em xeque o processo eleitoral. Está colocando en passant. Isso não é sério, então, não me parece razoável", afirmou Noronha.

Apesar de não ter a assinatura do candidato derrotado Aécio Neves, o pedido teve o aval do tucano para ser protocolado, afirma Sampaio.

Falei com Aécio pelo telefone. Disse a ele que fizemos uma discussão no grupo jurídico porque vimos que se instalou um clima de insegurança em relação ao sistema de votação. Ele disse que não se opunha e deu aval (para o pedido de auditoria)", disse o coordenador jurídico.

De acordo com a cúpula do PSDB, o pedido visava "dissipar quaisquer dúvidas sobre a intervenção de terceiros na regularidade do processo".

Fonte: Yahoo.com, 31/10/14

Com a segunda maior bancada, PMDB se arma para derrubar PT na Câmara

O partido do vice-presidente ameaça romper acordo e atrapalhar a governabilidade de Dilma no início do novo mandato. Eduardo Cunha lidera bloco divergente para presidir a Casa

Correio Braziliense, 31/10/14

O PMDB se prepara para tirar o PT do comando da Câmara dos Deputados, mesmo sem ter a maior bancada da Casa. A eleição será apenas em fevereiro do ano que vem, mas já assombra os negociadores palacianos. Comandado por um parlamentar — Eduardo Cunha (RJ) — que liderou uma rebelião de 300 deputados este ano e adora alardear que chegou o momento de pôr um fim na hegemonia petista em Brasília, o embate tem tudo para atrapalhar a governabilidade no início do segundo mandato de Dilma Rousseff.

Além do orçamento bilionário — Câmara e Senado já gastaram juntos, em 2014 cerca de R$ 6,2 bilhões — os presidentes das Casas também definem quais projetos irão a votação, quais Comissões Parlamentar de Inquérito podem ser instaladas e conduzem as sessões, entre outros poderes. Tudo isso em um Congresso assustado pelas delações premiadas da Petrobras.

Na Câmara, o PMDB saiu na frente. Ao reconduzir o deputado Eduardo Cunha (RJ) para a liderança da bancada na quarta-feira, os peemedebistas lhe deram carta branca para montar um bloco em torno de sua candidatura, e as conversas estão avançando entre partidos da base como PR, PP e PTB. Os petistas, apesar da vitória presidencial obtida no último domingo, vêem uma possibilidade real de rompimento do acordo firmado com os peemedebistas em 2006, e que garantiu uma calma aparente no Congresso nos últimos oito anos.

Nesse cenário, o PSDB — que se manteve como a 3ª maior legenda e ampliou a bancada em 11 parlamentares na última eleição — pode acabar sendo o fiel da balança. Os tucanos não decidiram ainda se terão candidato próprio ou se participarão do bloco que está se articulando na oposição, reunindo legendas como o PPS, o Solidariedade e o PSB. Parlamentares de oposição ouvidos pela reportagem disseram que o bloco deve lançar um candidato próprio à presidência da Câmara — especula-se no atual líder do PSDB na Casa, Antonio Imbassahy (BA) — mesmo que numa “candidatura de protesto”, como definiu um deles. No ninho tucano, o apoio a Cunha também não está completamente descartado, já que ele é visto com simpatia por líderes oposicionistas.

Um dia é da caça, o outro do caçador!

Serra depõe na PF e nega favorecer empresa de cartel

Estadão, 31/10/14

O senador eleito José Serra (PSDB) depôs nesta quinta-feira, 30, na Polícia Federal em São Paulo no inquérito que investiga a ação do cartel metroferroviário, denunciado pela multinacional alemã Siemens. Serra negou ter beneficiado qualquer empresa durante seu mandato de governador do Estado (2006/2010).

Serra foi intimado para depor porque um executivo da Siemens, Nelson Branco Marchetti, declarou que em encontro na Holanda o então governador, em 2008, advertiu que se a multinacional alemã fosse à Justiça contra licitação vencida pela espanhola CAF, ele anularia o processo de concorrência porque o preço da multinacional alemã era 15% maior.

"No edital havia a exigência de um capital social integralizado que a CAF não possuía. Mesmo assim, o então governador (José Serra) e seus secretários fizeram de tudo para defender a CAF", afirmou o executivo. A CAF está citada na denúncia do cartel de trens de São Paulo em um esquema que funcionaria desde 1996 nos governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB). Na PF, Serra afirmou que sua preocupação era com a preservação do erário, uma vez que A CAF venceu a concorrência pelo critério do menor preço.

Há duas semanas Conselho Superior do Ministério Público, confirmou arquivamento de inquérito civil instaurado para investigar Serra no âmbito da improbidade. Em julho, procurador geral de Justiça de São Paulo, Márcio Elias Rosa, arquivou o inquérito ao considerar que, de fato, Serra agiu no interesse público. O arquivamento foi confirmado pelo Conselho Superior do MP.

Lula define Veja nas eleições: "é o melhor panfleto da campanha do Aécio"

O ex-presidente diz que não lê a Veja já há muitos anos, por ''não levar a sério'' as publicações © Foto: Reprodução/ Facebook 

Nesta quinta-feira (30) o Instituto Lula publicou matéria em que Luiz Inácio Lula da Silva critica a Revista Veja e alega que a publicação "se decidiu ideologicamente há muito tempo" e ainda acrescenta que a revista "odeia o PT". Em vídeo, o ex-presidente petista ainda afirma que "se você olhar a Veja como um panfleto da campanha do Aécio, você sofre menos".

Durante 7 minutos, o ex-presidente diz que não lê a Veja já há muitos anos, por "não levar a sério" as publicações. Lula ainda diz que a simples saída para não "perder o sono" é levar a revista como um panfleto da campanha de Aécio Neves (PSDB); se dirigindo ao espectador, ele ainda fala que, desta maneira, "você não tem azia" - se referindo ao nervosismo.

Quando questionado ao "ódio" que o PT sofreu nas eleições desta ano (de acordo com o vídeo), Lula acredita que "você pode disseminar a divergência, é próprio da Democracia. Você pode não gostar do PT, mas você tem que respeitar a existência do PT", e ainda conclui que "democracia é o que nós estamos vivendo hoje. Todo mundo tem o mesmo direito. Todo mundo pode votar e escolher seu candidato e todo mundo tem que aceitar o resultado porque isso é democracia. Democracia não só vale quando a gente ganha, se fosse assim, seria muito fácil ser democrata", finaliza o ex-presidente.

Fonte: Msn Notícias, 31/10/14

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

PSDB pede auditoria de apuração dos votos no TSE

Coluna Esplanada/Leandro Mazzini,30/10/2014

Quatro dias após o resultado oficial da eleição presidencial, na qual uma pequena diferença de votos – diante do contingente nacional – reconduziu a presidente Dilma (PT) ao segundo mandato, o PSDB decidiu pedir oficialmente uma investigação da apuração dos votos.

Em nota oficial, o partido informa acreditar na segurança da urna e no processo eleitoral, mas nas entrelinhas deixa claro que vê com desconfiança a lisura do processo de totalização dos votos das urnas.

Informa a nota: “Temos absoluta confiança de que o Tribunal Superior Eleitoral – TSE cumpriu seu papel, garantindo a segurança do processo eleitoral. Todavia, com a introdução do voto eletrônico, as formas de fiscalização, auditagem dos sistemas de captação dos votos e de totalização têm se mostrado ineficientes para tranquilizar os eleitores quanto a não intervenção de terceiros nos sistemas informatizados''.

“Diante deste quadro de desconfiança por parte considerável da população brasileira, o Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB decidiu apresentar ao TSE, no dia de hoje (30/10), um pedido de auditoria especial''.

Os tucanos querem uma comissão especial “formada por pessoas indicadas pelos partidos políticos, objetivando a fiscalização dos sistemas de todo o processo eleitoral, iniciando-se com a captação do sufrágio, até a final conclusão da totalização dos votos''.

Nesta quinta (30), duas faixas foram fixadas pela manhã na Praça dos Três Poderes, na frente do Palácio do Planalto, com as inscrições “Impeachment'' e “Fraude eleitoral''

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Dilma pede divulgação da íntegra da delação, "sem vazamentos seletivos"

Do UOL, em São Paulo, 28/10/2014

A presidente da República, Dilma Rousseff (PT), afirmou na noite desta terça-feira, em entrevista ao "SBT", que solicitará aos órgãos responsáveis a divulgação de todos os detalhes da delação premiada do doleiro Alberto Youssef, delator do esquema de corrupção na Petrobras, e do ex-diretor da empresa, Paulo Roberto Costa, para evitar, o que ela considera, "vazamentos seletivos". Ela também afirmou, na "TV Bandeirantes", que está pronta a ajudar o governo de São Paulo caso a crise de falta de água se intensifique.

Dilma disse ver com tranquilidade "quantas CPIs quiserem instaurar" e repetiu que "doa a quem doer", não ficará pedra sobre "pedra sobre pedra" nessa investigação.

A presidente afirmou que é total interesse do governo saber o que aconteceu na estatal e que ela vai se empenhar pessoalmente em acompanhar as investigações sobre o caso.

Veja as diferenças entre plebiscito e referendo, que podem decidir reforma política

Do UOL, em São Paulo, 28/10/2014


Começa a discussão sobre Reforma Política

Nos anos seguintes, a discussão sobre a reforma política ganhou mais um tópico de divergência: o voto em lista fechada, em que os partidos organizariam listas e os votos que a sigla recebesse seriam entregues aos candidatos, na ordem em que foram arrolados pelas lideranças dos partidos

Em entrevista exclusiva à TV Band nesta terça-feira (28), a presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) admitiu a possibilidade da reforma política ser elaborada por meio de um referendo. Desde o ano passado, em meio às manifestações contra a corrupção, a presidente vinha defendendo a realização de um plebiscito, mas encontrou resistência de parlamentares; a Câmara descartou a medida ainda em 2013 e o presidente do Senado, Renan Calheiros, também disse ser contra.

"Todos defendem a consulta popular. Seja na forma de referendo ou plebiscito. Eles desaguam em uma Assembleia Constituinte. Acho muito difícil não ser uma discussão interativa. Não sei a forma que vai ser, mas acho difícil não ser com consulta popular", afirmou Dilma ao jornalista Ricardo Boechat.

O plebiscito é uma consulta direta ao cidadão em que ele se manifesta sobre um assunto antes que uma lei sobre o tema seja estabelecida. Já o referendo também é uma forma de consulta ao cidadão sobre um determinado tema. No entanto, ocorre quando o povo é chamado a manifestar-se sobre uma lei após ela ter sido elaborada e aprovada pelos órgãos competentes do Governo nacional.

O primeiro plebiscito realizado no Brasil aconteceu em 6 de janeiro de 1963 e tinha o objetivo de ouvir os eleitores sobre a continuidade ou o fim do sistema parlamentarista de governo, instituído dois anos antes, depois que Jânio Quadros renunciou à presidência da República.

No dia 23 de outubro de 2005, o país participou do referendo sobre o desarmamento. Nele, a população foi às urnas para votar sobre a comercialização de armas de fogo no Brasil. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) foi a maior consulta popular do mundo, com cerca de 125 milhões de participantes.

Há uma terceira forma de consulta popular chamada iniciativa popular. É o direito que o cidadão brasileiro têm de apresentar projetos de lei para serem votados e eventualmente aprovados pelo Congresso Nacional. Para apresentar um projeto de lei é necessária a assinatura de 1% dos eleitores do país, distribuídos em pelo menos cinco Estados brasileiros.

Um dos projetos mais recentes foi o Ficha Limpa, que contou com a assinatura de mais de 1,6 milhão de brasileiros. Foi a pressão popular que fez com que fosse votado e aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Cantora Roberta Miranda cria polêmica e posta foto nua no Instagram

A cantora chegou a colocar um vídeo dizendo que sua empresária pediu a exclusão da foto 

Os seguidores da famosa no Instagram já estão acostumados com o bom humor da cantora. Ela posta fotos ao acordar, fazendo biquinhos com a boca, propaganda de aumento peniano, no elevador do prédio e por ai vai. Mas na última postagem ela inovou: colocou uma foto nua.
Roberta Miranda cria polêmica no Instagram

A única coisa que ela usa é um chapéu para esconder a parte íntima do corpo. Na legenda: “#Semfiltro e aí !! Gostaram do CHAPÉU ? ”, perguntou Roberta Miranda aos fãs. A cantora chegou a postar um vídeo dizendo que a empresária dela pediu a exclusão da foto, mas Robertinha não deletou a imagem, porém excluiu o vídeo.

Não satisfeita, a sertaneja romântica também postou o pedido da empresária no Instagram. Qual será a próxima polêmica da cantora? Vamos aguardar.

Empresária de Roberta Miranda não sabe mais o que fazer.

Fonte: divirtasemais.com.br, 28/10/14

Luiz Estevão chega a Brasília e vai para o presídio de Papuda

O empresário chegou em voo comercial por volta das 19h

O ex-senador Luiz Estev�o chegou na noite desta terça-feira (28/10) ao Complexo Penitenciária da Papuda. Ele veio de São Paulo num voo da empresa Gol e seguiu do Aeroporto Internacional de Brasília direto para a cadeia. Ao contrário do que foi informado pela Polícia Federal, ele não veio numa aeronave da corporação. Preso desde 11 de outubro no complexo penitenciário de Tremembé, a 140 quilômetros da capital paulista, ele conseguiu na Justiça autorização para cumprir a pena de 3 anos e 6 meses no Distrito Federal. 
Luis Estevão foi condenado a 3 anos e 6 meses de prisão em regime semiaberto

O empresário ficará numa cela destinada a ex-policiais e presos com diploma de nïvel superior, mas o destino do ex-parlamentar e cartola do principal time de futebol da cidade pode ser outro. A defesa dele pretende entrar com pedido para que o cliente trabalhe durante o dia e apenas durma na cadeia. Se for deferido, ele deve ser transferido para o Centro de Progressão Penitenciária (CPP), no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA).

Fonte: Correio Braziliense, 28/10/14

Partidos discutem fusões para fazer oposição a Dilma

Agência O Globo, 28/10/14

Passada a eleição, o PSB, o PPS e o Solidariedade vão começar a discutir a partir de hoje uma fusão que pode resultar no terceiro maior partido da Câmara, com 59 parlamentares. A nova legenda faria oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff e teria como principal objetivo viabilizar uma alternativa política no país à polarização entre PT e PSDB.

O PSB elegeu 34 deputados, o Solidariedade, 15, e o PPS, 10. O PT terá a maior bancada na nova Legislatura, com 70 representantes. O PMDB ficará com 66 no próximo ano. A terceira maior bancada, por enquanto, é do PSDB, com 54 deputados.

Há um entrave, porém, para as negociações: a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proíbe deputados de outros partidos de migrarem para legendas oriundas de uma fusão. Pela súmula em vigor, somente parlamentar das siglas que se fundiram poderiam mudar de agremiação sem colocarem em risco seus mandatos.

A vitória de Dilma Rousseff, na avaliação do deputado Júlio Delgado, da Executiva do PSB, favorece o projeto de fusão, que já vinha sendo discutido desde o fim do primeiro turno.

— Numa análise preliminar, digo que o resultado da eleição, do jeito que aconteceu, fortalece a tese da fusão diante da necessidade de surgimento de uma nova força política por conta da divisão do país.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, afirma que as negociações, por enquanto, se dão apenas com o PPS.

— É tudo muito inicial ainda.

O presidente do PPS, Roberto Freire, acredita que as regras do TSE podem ser um empecilho.

— Uma alternativa intermediária seria formar um bloco na Câmara — afirmou Freire.

Já o presidente do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, disse que a fusão começará a ser discutida na reunião de hoje dos partidos de oposição no Congresso.

Com uma bancada eleita de 22 deputados, o DEM também avalia fusão com outras legendas. Segundo o prefeito de Salvador, ACM Neto, a possibilidade de se unir ao PSDB está descartada.

— Estamos iniciando a discussão interna, não há pressa, teremos o tempo necessário para avaliar o cenário e amadurecer a questão. Mas é preciso o partido se movimentar para que ele tenha uma perspectiva de crescimento. O que temos, por enquanto, são algumas premissas, vamos manter um agrupamento de oposição, é preciso identidade de projeto e não vamos nos juntar com qualquer um.

O presidente do partido, senador Agripino Maia, afirmou que uma reunião ainda será marcada para “avaliar melhor os rumos” do DEM. Se as eleições de 2014 revelaram uma oposição fortalecida tanto na disputa presidencial quanto no Congresso, o mesmo não se pode dizer em relação ao principal partido conservador do país: o DEM. Na eleição de 2010, a legenda, que vem perdendo força desde que o PT chegou ao poder, em 2003, elegeu dois governadores, Raimundo Colombo, em Santa Catarina, e Rosalba Ciarlini, no Rio Grande do Norte. Na Câmara, haviam sido eleitos 43 deputados federais e reeleitos dois senadores, ampliando para quatro a bancada do Senado. Quatro anos depois, o partido, que tem origem na Arena e na década de 90 rivalizava com o PMDB como elemento de sustentação do governo Fernando Henrique Cardoso, não conseguiu eleger nenhum governador e viu minguar para 22 sua bancada na Câmara. No Senado, terá, em 2015, cinco senadores, tendo como principal reforço o do ex-deputado, eleito senador, Ronaldo Caiado (GO).

Segundo o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), embora tenha eleito 43 deputados em 2010, no meio deste mandato, o partido perdeu 17 deputados para o novato PSD, o que fez com que sua bancada fosse reduzida a 27 deputados. Para Mendonça Filho, do ponto de vista numérico, a atuação do DEM no próximo Congresso será parecida com a da atual legislatura.

— O cenário é de extrema pulverização na Casa e, embora numericamente menor, somos 22 em uma representação de 28 partidos. Para oposição, onde estaremos em relação ao atual governo, é melhor seis partidos do que dois ou três, a fragmentação é boa. A capacidade de obstrução das votações é maior, podemos fazer mais discursos _ disse o líder do DEM, acrescentando:

— No Senado, somos cinco senadores. Um número bom.

domingo, 26 de outubro de 2014

Em Itaituba Jatene ficou 50,51% dos votos e Hélder com 49,49%

Dilma obteve 58,68% dos votos e Aécio, 41,32%

Em Itaituba, onde a candidatura de Hélder Barbalho, no primeiro turno, a princípio era favorita, ele acabou perdendo para Jatene. 

No segundo turno, novamente Jatene superou Hélder em Itaituba. Quatro motivos fizeram a diferença em favor do governador reeleito. Um, o fato de disponibilizar para Itaituba, dentro do Programa Asfalto na Cidade, a pavimentação das principais vias; dois, o fato de que no primeiro turno ele tinha aqui o maior número de candidatos a deputado estadual que continuaram fiés no segundo turno e, três, o crescimento da candidatura de Aécio, tornou-se uma "onda amarela" que beneficiou a reeleição de Jatene e quatro, o fato de que Hilton Aguiar, reeleito para deputado estadual, tomou para si as rédeas da campanha do governador/candidato.

Apuradas 100% das urnas, Jatene ficou 20.903 votos e Hélder Barbalho com 20.481 votos, no município de Itaituba. O comparecimento foi 62,58% e as abstenções de 37,42%. Os brancos e nulos somaram 5,77%

No Pará, Jatene é reeleito para governador!

1.720.396 VOTOS
1.858.212 VOTOS

Com 100% das urnas apuradas, Simão Jatene, Obteve 51,92% da votação ou 1.858.869 votos, enquanto Hélder Barbalho ficou com 48,08% da votação ou 1.721.479 votos. A diferença em favor de Jatene foi de 137.390 votos. O comparecimento as urnas foi de 74,78% - 3.877.989 votantes e a abstenção foi 25,22% ou 1.308.042 eleitores deixaram de votar; os nulos somaram 6,20% ou 240.437 votos e os brancos, 1,48% ou 57.204 votos.

Com esse resultado, Jatene, do PSDB, está reeleito para governar o Pará por mais 4 anos.


Dilma foi reeleita! O Brasil está em festa!



Reeleita presidente da República, Dilma Rousseff (PT) é recebida com gritos de "um, dois, três, Dilma outra vez", neste domingo, em Brasília. Em discurso, Dilma agradeceu aos aliados e a militância combativa, "que foi a alma e a força dessa vitória" Reprodução

Na eleição para a Presidência da República, com 99,98% das urnas apuradas, Dilma está reeleita com 51,64% dos votos ou 54.473.480 votos, enquanto seu adversário, Aécio Neves, do PSDB, tem 48,36% dos voos ou 51.023.465 votos. Os brancos somam 1.921.353 ou 1,71%



Foi uma disputa muito acirrada, com dois projetos diferenciados em questão e acusação de corrupção foi a tônica das falas. Enquanto Aécio acusava lembrando o Mensalão, o Petrolão e outras situações, Dilma também acusava os governos do PSDB de corruptos e de compactuar com a corrupção, enquanto, segundo ela o seu governo não só instrumentalizou o combate, como muitos corruptos foram pra cadeia. Nos governos do adversário, a sujeira era empurrada para debaixo do tapete e ninguém era punido.

Na verdade, o eleitorado brasileiro, através das urnas, mandou um recado bem claro ao Executivo, Legislativo e Judiciário. É preciso agir com mais rigor, mais pulso para evitar escândalos, para atacar a corrupção que tanto incomoda, afetam a moral, os princípios e podem ferir de morte a democracia. 



Derrotado, Aécio liga para Dilma para cumprimentá-la pelo resultado

ANDRÉIA SADI E BRUNO BOGHOSSIAN 

BRASÍLIA, DF - Candidato derrotado na disputa presidencial mais acirrada desde 1989, o tucano Aécio Neves ligou para a presidente reeleita Dilma Rousseff (PT). 

Ele estava na casa da irmã, Andrea Neves, em Belo Horizonte, de onde está saindo para fazer um pronunciamento após a divulgação do resultado. 

Dilma, que estava no Palácio do Alvorada, saiu de uma sala em que estava acompanhada de ministros para atender o telefonema. 

Aécio ligou para reconhecer a vitória da presidente e para cumprimentá-la pelo resultado. É a 3ª vez seguida em que os brasileiros dão novo mandato a um presidente. A disputa esteve acirrada desde o início. 

A primeira reviravolta ocorreu com o desastre aéreo envolvendo Eduardo Campos. Após a morte do pernambucano, o PSB lançou Marina Silva à Presidência, e ela rapidamente colou em Dilma, deixando Aécio em terceiro nas pesquisas eleitorais. 

A ascensão meteórica da ex-senadora, porém, não durou. Ela perdeu forças nos últimas dias antes do primeiro turno, e quem avançou para o pleito final contra a petista foi o tucano, que pegou para si o discurso de mudança que ecoou no país durante as manifestações de junho de 2013. 

As pesquisas eleitorais colocavam Aécio ligeiramente à frente nas duas semanas seguintes, mas em empate técnico com Dilma. Na semana final, porém, Dilma virou e ficou o tempo todo à frente, com uma vantagem ligeiramente maior que a que Aécio tinha anteriormente: com 52% das intenções de voto no sábado (25), segundo a última pesquisa Datafolha, ela empatava com ele (Aécio tinha 48%) no limite da margem de erro.

Fonte: Bem Paraná, 26/10/14

Ministro da Justiça critica boatos sobre morte de doleiro Youssef

Na internet circulam páginas falsas com a notícia da morte. Para Eduardo Cardozo, boato é 'profundamente deplorável'.

Do G1 SP, 26/10/14

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, criticou neste domingo (26) os boatos que circulam na internet de que o doleiro Alberto Youssef teria morrido. Para Cardozo, a difusão da falsa notícia é "profundamente deplorável". Youssef é um dos delatores de um suposto esquema de corrupção na Petrobras. Ele está preso em Curitiba e neste sábado (28) foi levado ao hospital. Segundo a Polícia Federal ele teve um mal-estar, mas já passa bem.



"O que está acontecendo, especialmente nas últimas horas, é um grande número de boatos e situações que ocorrem. Particularmente, um boato e uma situação que me chocou é que algumas pessoas diziam que Alberto Youssef teria sido envenenado e teria morrido. Quando nós sabíamos que a Pf já soltou ontem à noite uma nota dizendo pela terceira vez que ele estava em um hospital com um cardiopata e o próprio Samu de Curitiba também divulgou nota", disse o ministro.

Youssef foi preso em março pela Operação Lava Jato, da PF, que investiga suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. De acordo com as investigações, R$ 10 bilhões teriam sido movimentados irregularmente. No decorrer da operação, a polícia começou a apurar também a ligação entre Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Os dois são suspeitos de captarem propina em contratos da estatal com empresas prestadoras de serviço.

Nas últimas semanas, têm vindo à publico trechos de depoimentos de Youssef e Paulo Roberto Costa. Os dois firmaram acordo de delação premiada para contarem tudo que sabem em troca de diminuição das penas. Em um dos depoimentos, Youssef disse que parte da propina ia para partidos políticos.

Segundo a PF, o doleiro foi hospitalizado neste sábado devido a uma forte queda de pressão arterial, causada pelo "uso de medicação no tratamento de doença cardíaca crônica". Ainda conforme a polícia, esta é a terceira vez que Youssef precisa de atendimento médico.
 
Ao comentar o boato sobre a morte do doleiro, Cardozo disse também que é "inaceitável" o que ela considera uso de informações falsas para manipular o eleitor.

"A informação que tive agora pela manhã da PF é que ele [Youssef] já estaria no quarto devidamente acompanhado de policiais. E ainda continuam circulando na rede informações. Eu acho isso profundamente deplorável. Eu acho que nós vivemos em uma democracia, os fatos têm que ser respeitados. A utilização de boatos para tentar induzir o eleitor é profundamente inaceitável", concluiu o ministro.

Manifestação em favor de Dilma, na cidade de São Bernardo do Campo/SP

25.out.2014 - Manifestantes favoráveis à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) realizam ato em São Bernardo do Campo (SP) neste sábado (25), véspera do segundo turno das eleições.

Denúncia: Sistema de votação sob suspeita. TSE não responde perguntas sobre fraude!

por Conceição Lemes e NaMaria,do NaMariaNews


Sérgio Schiller Thompson-Flores, presidente da Módulo e ex-Kroll, e Wilson Nélio Brumer, dono da Engetec e arrecadador de recursos da campanha de Aécio Neves: relações promíscuas e alto tucanato


Há anos especialistas independentes na área de tecnologia alertam sobre a vulnerabilidade da segurança das urnas eletrônicas brasileiras.

Entre os críticos, o engenheiro Amilcar Brunazzo Filho, moderador do Fórum do Voto Eletrônico, e os professores de Ciência da Computação Pedro Rezende e Diego Aranha,da Universidade de Brasília (UnB).

Este ano, como ocorre em toda eleição, denúncias de fraude eleitoral voltaram a ser feitas após o primeiro turno. A diferença é que, em 2014, surgiram muito mais acusações do que em eleições passadas (aqui e aqui).

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para variar, não deu a devida importância.

Nessa sexta-feira 24, o Viomundo enviou-lhe, então, via assessoria de imprensa, um e-mail com várias questões.

A primeira delas: O que o TSE tem a dizer a respeito das denúncias de fraude eleitoral neste ano?

Em outra questão, abordamos petição encaminhada em 4 setembro ao TSE pela advogada Maria Aparecida Cortiz.

Representando o PDT, ela denunciou irregularidades no sistema de segurança das urnas eletrônicas, comandado pela empresa Módulo Security S/A.

Em entrevista ao GGN, Cortiz revelou que há menos de três meses, numa ação planejada pelo CMind (Comitê Multidisciplinar Independente), um jovem hacker recém-formado pela UnB acessou o sistema das urnas eletrônicas no TSE e descobriu, entre 90 mil arquivos, um software que possibilita a instalação de programas fraudados: o “Inserator CPT”.

A petição ficou por isso mesmo. Não virou processo.

Por isso, perguntamos ao TSE: Por que a petição foi arquivada sem qualquer debate com especialistas independentes?

O sistema de segurança das urnas eletrônicas é comandado pela empresa Módulo Security Solutions S/A, que atua no TSE desde 1996. De 2000 a 2013, mantém contratos no TSE, todos sem licitação, continuamente renovados.


Funcionário público de carreira, nos anos 90, ele foi beneficiado pelo BNDES de Fernando Henrique Cardoso com consultoria na área de privatização. Ganhou dinheiro e sede de sangue.

Depois disso, meteu-se em várias embrulhadas sempre buscando a bala de prata, a grande jogada. Jamais se contentou com o trabalho normal de fazer crescer sua empresa.

Aliou-se a Luiz Fernando Levy, da Gazeta Mercantil, e tentou um golpe para assumir a empresa. Depois, meteu-se em rolos com Tanure, que adquiriu a Mercantil. Mais tarde, passou a prestar serviços a Daniel Dantas, do Opportunity, Na auditoria realizada na Brasil Telecom, depois que saiu das mãos de Dantas, Thompson-Flores aparece em inúmeras reuniões com Humberto Braz, o executivo operacional junto à mídia.

Quando começou a febre do etanol, montou um fundo de investimento sediado em Londres, captou dinheiro de incautos para um projeto amalucado de comprar usinas antigas em regiões economicamente inviáveis. Quebrou.

Depois disso, adquiriu a Módulo.

Thompson-Flores foi nomeado pelo ex-presidente Fernando Henrique como presidente da Finep, ou seja, alto tucanato.

Ainda segundo Nassif, no artigo A imprensa e o estilo Dantas,Thompson-Flores:

é um ex-diplomata que enriqueceu com privatizações e tentou seguir os passos de Nelson Tanure, de entrar na mídia como reforço para manobras de lobby. (…) Quando estourou o escândalo Kroll, seu nome apareceu em um CD e ele admitiu que trabalhava para a Kroll e seu contato era o português Tiago Verdia.

Apesar de todos os percalços, a Módulo ganhou a licitação para a Copa do Mundo 2014, em consórcio, por R$ 244 milhões.

A outra empresa que atua nas eleições de 2014, através de um consórcio, é a Engetec. Segundo o seu site, ela está sediada à rua Senador Milton Campos ,35, 16º Andar, Vila da Serra, Nova Lima, MG.

À Engetec, líder do “Consórcio ESF”, cabe preparar as urnas e “suporte técnico” para os dois turnos nos seguintes Estados: Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Fazem parte do consórcio ESF: Engetec Tecnologia SA (a líder0, Smartmatic Brasil Ltda, Smartmatic International Corporation, Fixti Soluções em Tecnologia da Informação Ltda.

A Engetec sucedeu a Probank no TSE.

Ela tem como sócios pessoas ligadas à falida Probank. O caso já foi denunciado pelo Ministério Público Federal:

Em 2012, um novo pregão para prestação de serviços de exercitação das urnas eletrônicas foi realizado e a empresa Engetec Tecnologia, ligada a parentes do sócio da empresa Probank, foi contratada pelo valor anual de R$ 129 milhões, com possibilidade de prorrogação por até 60 meses. Ao analisar a licitação, o MPF identificou algumas falhas, que serviram de base para a recomendação.

Primeiro, vamos à Probank, cuja história é marcada por promiscuidades entre o público e o privado:

* Em 2003, a Probank levou R$ 43 milhões do TSE para prestar serviços ao voto informatizado.

* Em 2006, ela foi contratada por Paulo Camarão, então gerente de Informática do TSE, por R$ 92 milhões para fazer o mesmo serviço. Os contratos continuaram até 2011, nos mesmos moldes da Módulo.

* Em 2006, depois de 10 anos no Setor de Informática do TSE, Paulo Camarão deixou o cargo e se tornou dono da Probank.

* Ou seja, Paulo Camarão passou a prestar serviço para o TSE, instituição onde antes havia trabalhado e aprendido tudo sobre os esquemas, necessidades, e os caminhos dos negócios.

Dinâmico, criou o serviço de totalização dos votos (E-Vote), em parceria com a Probank. O serviço foi oferecido ao Equador; seriam vendidas 2.200 urnas do TSE, a Probank entraria com a mão-de-obra.

Mas a canoa furou, o Equador rompeu o contrato porque a empresa não conseguiu manter os prazos. Além disso, “o passaporte dos diretores da E-vote, entre eles alguns brasileiros ex-assessores do TSE, chegaram a ficar retidos durante o inquérito que se abriu para apurar as responsabilidades pelo descumprimento do contrato”.

* O último dono da Probank foi Wilson Nélio Brumer. Em setembro de 2013, já nas suas mãos e de sua sócia Shirlene Nascimento Brumer, a Probank entrou em falência.Há denúncias de que foi falência fraudulenta. Para entender a tremenda confusão dessa empresa de fachada, leia isto e isto.

Pois bem, a Engetec substituiu a Probank no TSE.

Segundo o professor Pedro Rezende, Wilson Nélio Brumer, seria um dos acionistas da Engetec. Os documentos na Justiça trabalhista mineira afirmando isso “sumiram” da internet. Tornou-se impossível acessá-los pelos links originais, mesmo pelo cache do google.

Em ações trabalhistas — há muitas contra Brumer, a Probank e aEngetec –, é possível comprovar isso.






* a falida Probank e a sua sucessora Engetec funcionavam no mesmo endereço;

* uma mesma pessoa secretariava as duas empresas;

* a Engetec emitiu uma nota fiscal de R$ 1.179.204,94 com razão social Probank S/A.


Brumer nada conforme a maré manda. Suas “credenciais” explicam por si só porque ele é conhecido como o “doutor Cemig”.

Wilson Nélio Brumer:

* Foi operador das privatizações de estatais de Minas Gerais, quando Aécio Neves foi governador.

* Presidiu a Vale, Acesita, Siderúrgica de Tubarão, o Conselho de Administração da Cemig, Codemig, Rio Minas Energia, Light, Billiton e Açominas, Conselho Superior do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais, Conselho Consultivo da Varig, Usiminas, Unibanco.

* Foi Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de MG, por dois mandatos, de onde saiu em 2010.

* Atualmente opera no comitê do Aécio Neves para arrecadar recursos junto a empresários, entre outras tarefas. Portanto, é carne e unha com o candidato do PSDB à presidência.

Daí, perguntamos ao TSE:

– Qual o papel da Módulo e da Engetec no processo eleitoral?

– Como o TSE contrata a Módulo, cujo dono é ficha suja, e a Engetec, que já foi denunciada pelo MPF?

– A Engetec não deveria ser impugnada por conflito de interesses, já que um dos seus donos é intimamente ligado a Aécio Neves?

O TSE não respondeu nem essas nem as demais perguntas do Viomundo.

O seu coordenador de imprensa simplesmente nos enviou o link para um arquivo em PDF, que contém as perguntas mais frequentes dos eleitores (FAQ) sobre a votação eletrônica.

O assessor de imprensa acrescentou:

Sobre as referidas empresas, as contratações do TSE são realizadas em conformidade com a legislação. Demais dúvidas podem ser retiradas com a assessoria de imprensa das empresas.

Ou seja, 1: O TSE trata-nos como parvos.

Ou seja, 2: Após o segundo turno, torna-se imperioso uma discussão pública com pesquisadores independentes sobre o sistema de votação eletrônica no Brasil, já que o TSE há anos foge desse debate. Tem de se abrir essa caixa preta.

Ou seja, 3: Se neste domingo, ao votar, não aparecer a foto da sua candidata ou candidato, bote a boca no trombone na hora. Denuncie aos mesários. Faça constar no relatório da urna o que aconteceu.

“O TSE sempre evitou debates públicos equilibrados, seja para abordagem técnica, seja para abordagem política sobre a concepção de sistema de votação apropriado à democracia brasileira”, observa o professor Pedro Rezende.

Ele adverte: “Parece que o TSE continua disposto a evitá-los, fechando-se no hermetismo de seu encastelado juridiquês, que só tenta se comunicar com os comuns dos mortais por via de propaganda oficial, que vem se mostrando enganosa, já que o sistema de votação não é totalmente seguro.

Pedro Rezende, além de professor da UnB, é membro do CMind (Comitê Multidisciplinar Independente).

É um profundo conhecedor do sistema eletrônico de votação brasileiro. Estuda-o há 10 anos. Por isso, colocamos para ele alguns dos questionamentos feitos ao TSE e não respondidos.

Viomundo — Nesta eleição, surgiram muito mais denúncias de fraude eleitoral do que em pleitos passados. O que acha disso?

Pedro Rezende — Nessa eleição, pela primeira vez foram descobertas vulnerabilidades nos programas do sistema de votação durante a fase de análise do código pelos partidos políticos.

A forma pela qual o TSE reagiu a essa descoberta legitimou uma discussão pública sobre os riscos que essas vulnerabilidades representam em nossas eleições.

Particularmente para a eleição de 2014, tendo em vista os sinais de que a mais grave das vulnerabilidades do sistema de votação poderia ter sido explorada, produzindo as grandes discrepâncias que vimos entre as pesquisas de boca de urna na votação do primeiro turno e os resultados em vários estados.

Viomundo – Qual foi a principal denúncia dos senhores ao TSE?


Pedro Rezende – Um analista credenciado pelo PDT descobriu que dentre os cerca de 90 mil programas que compõem o sistema de votação, existia um – o Inserator CPT –, que pode manipular o sistema de votação de forma a permitir a entrada de programas clandestinos capazes de fraudar o resultado.

O Inserator estava escondido no SIS (Subsistema de Instalação e Segurança), cujo desenvolvimento, manutenção e suporte é terceirizado para aquela empresa privada que mais tem pulado licitações públicas no TSE…

Viomundo – A Módulo?

Pedro Rezende – Exatamente. O sistema que ela comanda — o SIS — é onde está aquele artefato que pode “abrir a porta” para o ladrão atuar.

Viomundo – Como o TSE reagiu à denúncia?

Pedro Rezende – As vulnerabilidades descobertas foram relatadas com pedido de providências, pela advogada Maria Aparecida Cortiz, em petição dirigida ao presidente do TSE, em 4 de setembro de 2014. A petição foi tratada pelo Secretário da Presidência do Tribunal como reclamação sobre votação — que ainda não havia ocorrido –, e não como impugnação de programas analisados — conforme enquadrava o cenário.

Com tal manobra, na função de juiz “auxiliar”, esse secretário desqualificou a advogada e o pedido, indeferiu e mandou arquivar tudo, como se os fatos narrados nos autos fossem irrelevantes.

Viomundo – O que ele deveria ter feito?

Pedro Rezende — Enviar esses autos para análise do Ministério Público, nomear um juiz Relator que daria parecer para julgamento em plenário.

Viomundo – Ao votar neste domingo, que garantia nós, eleitores, temos de que o nosso voto vai ser contabilizado adequadamente?

Pedro Rezende — Apenas a crença cega na cantilena dos feiticeiros da seita do santo byte.

Na minha opinião, a maior vulnerabilidade do nosso processo de votação sistema é o fetiche cultivado pelo TSE em torno da urna eletrônica. O TSE é a única Justiça no mundo que faz e julga eleições que ela mesma faz. Esse fetiche produz, com ajuda de feiticeiros da seita do santo byte, essa mágica alegorização progressiva: de democracia representativa para tutelada.

Viomundo — Em que fases do processo há risco de fraude eleitoral? 

Pedro Rezende –Em qualquer das cinco etapas do processo de votação. A saber: desenvolvimento dos programas, preparação dos ambientes, carga das urnas, votação e totalização. Na fase de totalização, as fraudes podem ser tanto preparadas quanto praticadas, onde as formas possíveis são as mais certeiras e abrangentes.

Viomundo –Essas fraudes podem ser perpetradas por quem?

Pedro Rezende — Por quem tem acesso privilegiado para preparar ou operar o sistema de votação, de forma mais eficiente com divisão de tarefas em ações complementares. Nesse caso, até mesmo com a maioria na cadeia de comando, excluindo o topo e algum programador, sem saber que está participando ou contribuindo para isso.

Viomundo – Que sistema é usado e quem o desenvolveu? 

Pedro Rezende — É usado o sistema de votação do TSE, concebido e desenvolvido em parte por ele, com terceirização de alguns componentes.

A fabricação e o sistema operacional das urnas, assim como o sistema de instalação e segurança chamado SIS, são terceirizados.

As urnas são quase todas fabricadas pela empresa Diebold/Procomp, que tem ganho as concorrências para fornecimento das mesmas nos últimos dez anos. O sistema operacional que roda nela é uma versão do kernel Linux adaptado pela Secretaria de Informática do TSE.

Viomundo — O que significa o SIS?

Pedro Rezende — Segundo documentação disponível na internet, O SIS – subsistema de instalação e segurança — é responsável pelo monitoramento e a segurança de todos os computadores integrados ao processo eleitoral no país.

O SIS ainda administra o atendimento à regulamentação do TSE. O sistema monitora todo o ciclo de vida da eleição, desde os cadastros dos eleitores e dos candidatos, à geração dos bancos de dados para as urnas eletrônicas, a recepção dos resultados e a transmissão da totalização, até a sua divulgação.

O desenvolvimento e manutenção do SIS foi terceirizado para a empresa Módulo em 2002, sem licitação, com oito prorrogações sucessivas de contrato. Se e como esse contrato é acompanhado e fiscalizado pelo contratante, nada transparece dos atos públicos dos corregedores eleitorais. E agora, nem mesmo advogados externos têm como saber, pois com a mudança para o prédio novo do TSE, eles tiveram o acesso bloqueado à rede interna, onde os feitos administrativos são registrados.

Viomundo — Aparentemente quem comanda, de fato, o sistema de votação são empresas privadas que atuam na área e o TSE seria uma espécie de rainha da Inglaterra. É isso mesmo?

Pedro Rezende –Esta é uma maneira emblemática de resumir o que está transparecendo do episódio da petição ao TSE, denunciando irregularidades e que foi arquivado.

Viomundo — O sistema de votação está há anos nas mãos de mãos de poucas empresas, que são dispensadas de licitação. Isso não é estranho?

Pedro Rezende –Do ponto de vista de quem acredita na propaganda institucional do TSE, sim.

Viomundo – O que cabe à Módulo e à Engetec nesta eleição?

Pedro Rezende – A Módulo é a empresa do programa que pode ser usado para iniciar fraudes por contaminação de urnas – o Inserator CPT. Ela desenvolve, mantém e ajuda a operar o SIS, e que deveria responder por seu desempenho e efeitos colaterais.

Segundo o jornalista Luís Nassif, no artigo A imprensa e o estilo Dantas, o atual presidente da Módulo [Sérgio Thompson-Flores] confessou ter trabalhado para a Kroll.

Ou seja, era daquela organização multinacional surgida nos EUA para espionagem e operações gerais de guerra cibernética, que se envolveu num escândalo de traições e operações criminosas vindas à tona em 2008, por efeito da operação Satiagraha.

À Engetec cabe preparar as urnas para os dois turnos em sete estados da federação.

Ela pertence a um membro da campanha do candidato que subiu 14 pontos na véspera do 1º turno. [Observação do Viomundo: o professor refere-se, respectivamente, a Wilson Nélio Brumer, o "doutor Cemig", e a Aécio Neves]

Viomundo — O que o senhor acha de a eleição neste domingo estar nas mãos de uma empresa, cujo diretor-presidente é ficha suja,e de uma empresa já denunciada peloMinistério Público Federal?

Pedro Rezende — O eleitorado que não acha nada precisa acordar. Pode vir depois a sentir saudades do nível de corrupção que queria ver varrido do mapa a qualquer custo em 2014, mesmo que com ajuda de empresas para fraude eleitoral.


Fonte: http://www.viomundo.com.br/denuncias/fraude-eleitoral.html

Na pesquisa do Instituto Veiga, que acertou todas até aqui, Hélder tem 12 pontos a frente de Jatene

iVeiga: Helder abre 12,4 pontos sobre Jatene e venceria a eleição com 56,2% dos votos válidos


O iVeiga, que se notabilizou nesse pleito pelo acerto nas pesquisas por ele realizadas publicou a sua segunda e última pesquisa do segundo turno da eleição governamental no Pará, revelando que o peemedebista Helder abre, a um dia da eleição, 12,4 pontos sobre Jatene.

Observa-se que as variações nos percentuais de ambos da pesquisa espontânea para a estimulada são meramente decimais, o que é índice da cristalização do voto.

Votos válidos
Em se excluindo os votos brancos, nulos e indecisos, resultam os votos válidos, que é o método usado pela Justiça Eleitoral para proclamar o resultado das eleições majoritárias:

O iVeiga mediu a rejeição dos candidatos. Jatene e Helder acumulam rejeição na casa dos 30%, sendo que o governador é mais rejeitado que Helder. A polarização da eleição faz com que os oponentes apresentem tendência de percentuais de rejeições similares.

O iVeiga mediu a expectativa de vitória. À pergunta “Em sua opinião, quem vai ganhar a eleição para Governador do Estado do Pará?”, a maioria responde que acredita na vitória de Helder:
O quadro acima revela que uma parcela do eleitorado de Jatene não acredita na sua vitória, pois as intenções de voto nele estão acima do percentual que ele aufere no item.

O iVeiga ouviu 2 mil pessoas nos dias 20, 21, 22, 23 e 24 de outubro. A pesquisa está registrada no TRE-PA sob o n° 00053/2014. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

sábado, 25 de outubro de 2014

Ibope mostra Dilma reeleita


Do UOL, em São Paulo, 25/10/2014


Pesquisa do Ibope divulgada neste sábado (25), véspera do segundo turno das eleições, mostra que a presidente Dilma Rousseff (PT) seria reeleita ao derrotar o senador Aécio Neves (PSDB)

Considerando os votos válidos, Dilma está com 53% das intenções de voto contra 47% de Aécio, de acordo com o Ibope. 

Levando em conta os votos totais, que incluem eleitores dispostos a votar em branco, anular e os indecisos Dilma obteve 49%, e Aécio, 43%, no Ibope divulgado hoje; 3% declararam-se indecisos, e outros 5% pretendem votar em branco ou anular.

Parte das entrevistas da pesquisa foram feitas após o debate da TV Globo, ocorrido ontem (24) à noite. Os levantamentos captam o impacto das reportagens com a denúncia do doleiro Alberto Youssef de que Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinham conhecimento dos desvios na Petrobras.

O Ibope entrevistou 3.010 eleitores em 206 municípios entre ontem (24) e hoje (25). A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo". O número do registro é BR-01195/2014. Margem de erro: +-2 pontos percentuais.

Vem aí uma eleição histórica! Uma eleição que vai marcar o Brasil!

Esta será uma eleição entre dois projetos políticos muito diferentes. De um lado, Dilma Roussef, do PT, atual presidente do Brasil, que representa o projeto que implicou em mudanças sociais consideráveis, trabalhou a inclusão social e está realizando obras infraestruturais de suma importância para o nosso país. De outro, o senador Aécio Neves, do PSDB, ex-governador de Minas Gerais, que defende a redução do tamanho do Estado, a tomada de medidas impopulares para controlar a inflação, a privatização e na maior valorização do capital em detrimento do trabalho.

Além da disputa para a Presidência da República, em quatorze estados da federação, também, haverá segundo turno. Sem dúvida alguma esta é uma oportunidade para exercitarmos a democracia parcialmente, até porque democracia não é só votar, e dizermos que projeto é o melhor para o Brasil.

Confira abaixo em quais estados haverá segundo turno.

Presidente


Dilma
PT
  • AC
    • Tião Viana PT0,00%
    • Márcio Bittar PSDB0,00%
  • AP
    • Waldez PDT0,00%
    • Camilo Capiberibe PSB0,00%
  • AM
    • José Melo PROS0,00%
    • Eduardo Braga PMDB0,00%
  • CE
    • Eunício PMDB0,00%
    • Camilo PT0,00%
  • DF
    • Jofran Frejat PR0,00%
    • Rollemberg PSB0,00%
  • GO
    • Iris Rezende PMDB0,00%
    • Marconi Perillo PSDB0,00%
  • MS
    • Delcídio PT0,00%
    • Reinaldo Azambuja PSDB0,00%
  • PB
    • Ricardo Coutinho PSB0,00%
    • Cassio Cunha Lima PSDB0,00%
  • PA
    • Simão Jatene PSDB0,00%
    • Helder Barbalho PMDB0,00%
  • RN
    • Henrique Alves PMDB0,00%
    • Robinson Faria PSD0,00%
  • RS
    • Tarso Genro PT0,00%
    • José Ivo Sartori PMDB0,00%
  • RJ
    • Luiz Fernando Pezão PMDB0,00%
    • Marcelo Crivella PRB0,00%
  • RO
    • Confucio Moura PMDB0,00%
    • Expedito Júnior PSDB0,00%
  • RR
    • Chico Rodrigues PSB0,00%
    • Suely Campos PP