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segunda-feira, 31 de março de 2014

Não é bem assim...


Ser amigo é...


O estupro mora no quarto ao lado



Nana Queiroz começou campanha contra estupro
Desde que iniciei o protesto on-line "Eu não mereço ser estuprada", na noite da última quinta-feira, recebi uma série de depoimentos de mulheres, homens e adolescentes que foram vítimas de abuso sexual. É incrível como essas histórias têm força, muito mais força que os números. E o que vi é que o estupro geralmente não ocorre à noite, num beco escuro. Ele ocorre, principalmente, em situações mais cinzentas.

No Distrito Federal, onde vivo, uma pesquisa publicada no ano passado, por exemplo, indicou que 85,2% dos estupros acontecem dentro da casa da vítima ou do agressor. Os números são chocantes, e me sinto na obrigação de contar sobre alguns rostos por trás das estatísticas.

Todos os nomes a seguir são fictícios
A funkeira Valesca Popozuda também participou da campanha Não Mereço Ser Estuprada, que propõe que internautas tirem a roupa e se fotografem segurando um cartaz contra a violência sexual. Valesca publicou uma foto no Instagram na noite de domingo (30), na qual aparece nua segurando um bastão de beisebol. Abaixo da imagem, lê-se a frase "De saia longa ou pelada #não mereço ser estuprada". O protesto online é uma reação a uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que revelou que a maioria dos brasileiros acha que mulheres com roupas expondo o corpo merecem ser atacadas Reprodução/Twitter

Joana foi abusada sexualmente pelo pai durante toda a infância. O mais curioso é que ela só percebeu ter sido vítima de abuso na vida adulta - e o pai dela não percebeu até hoje. Sabe por quê? Porque ele nunca a penetrou. Enfiava a mão por dentro de sua calcinha, acariciava seus seios mas, para ele, abuso sexual é penetração.

No entanto, segundo a Lei Ordinária Federal nº 12.015, de 2009, que alterou o Código Penal Brasileiro, o crime de estupro não se refere somente à penetração, mas a qualquer ato de "conjunção carnal ou outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima".

Outra história. Certa noite, Maria estava entediada. Foi à casa de um amigo em quem confiava muito para ouvir música e beber até cair. Temerosa de dirigir para casa embriagada, ela pediu para dormir em seu sofá até que o efeito do álcool se dissipasse. Acordou algumas horas depois com a bruta inserção de um pênis em sua vagina. Ela gritou, protestou, exigiu que parasse. Ele prosseguiu até não conseguir mais lutar contra ela. Argumentou que a culpa era dela por ter dormido na casa dele.

Nesse caso, vale um raciocínio básico: na dúvida, é estupro. Não tem certeza se ela está suficientemente consciente? É estupro. Não sabe se álcool ou drogas afetaram sua capacidade de julgamento? É estupro. Ela está semiacordada? É estupro. Devíamos nos concentrar em explicar aos homens como não estuprar, e não em dizer às mulheres como não serem estupradas.

Marco foi estuprado aos cinco anos pelo irmão. Na vida adulta, ele teve coragem de contar aos pais. Pressionado para dar explicações, o abusador, que era bem mais velho que Marco, afirmou: "Eu já havia percebido que ele era gay, imaginei que ele iria gostar, e ele gostou".

Mas crianças não podem "gostar" ou não de sexo. Elas ainda não têm a maturidade e os critérios para definir se desejam ou não uma relação sexual. A ONG Childhood, que trabalha com vítimas de pedofilia, explica que "a natureza sexuada, inerente a qualquer criança, não pode ser entendida no sentido genital, mas sim no contexto de uma série de experiências psicológicas e físicas que vão, aos poucos, dando forma a seu pensamento e a seu corpo, ao que ela pensa sobre seu corpo e como o sente".

Mais: vocês sabiam que mais de um terço dos abusadores de crianças são também menores de idade? Ou seja, você que forçou seu primo ou prima mais nova a ter envolvimento sexual com você também cometeu um abuso, mesmo sendo menor de idade. Este é o caso de Marcelo, um belo homem que foi abusado constantemente por um primo cinco anos mais velho durante a infância. Quando enfrentou o abusador, apoiado pela família, na vida adulta, o abusador alegou: "Eu também era menor de idade, portanto, não sou culpado". É, sim. Mas, claro, deve ser tratado como um menor ofensor, que não tinha seu caráter ainda completamente formado.

Finalmente, gostaria de dizer que tenho recebido e-mails de pessoas que sugerem castração e pena de morte para abusadores. Não creio que a solução esteja por aí. A lei brasileira já protege amplamente o abusado. Temos que pedir que ela seja aplicada e não que endureça. O trabalho deve se concentrar em educar os homens para que não estuprem, as mulheres para que denunciem, os policiais para que não culpem as vítimas e os familiares para que não acobertem os casos de abuso intrafamiliares.

O primeiro passo para evitar mais histórias como as de Marco, Marcelo, Maria e Joana é a mudança do discurso. Diga às suas filhas que elas são dignas e que seu corpo é só delas. Ensine seus filhos a respeitar as mulheres e buscar o sexo como uma experiência mágica a dois. Não deixemos esse movimento morrer. Eu lancei a pergunta, agora, a resposta é com vocês!
 
Fonte: Uol, 31/03/14

Complexo da Maré terá 19 escolas e 7 creches

Até 2016, cerca de 120 mil moradores da Maré serão beneficiados


Os cerca de 120 mil moradores do Complexo da Maré deverão ganhar 19 escolas e creches até 2016. Dessas, seis escolas e um Espaço de Desenvolvimento Infantil farão parte do Campus Educacional da Maré. A licitação será realizada na quarta-feira (2/4) e as primeiras unidades estão previstas para ser entregues a partir do segundo semestre do próximo ano.

O investimento será de R$ 325 milhões e atenderá mais de 10 mil crianças, que estudarão em turno único de sete horas diárias. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (31/3), pela subsecretária municipal de Educação, Helena Bomeny. Segundo ela, tudo isso será possível com a pacificação das favelas, iniciada no domingo (30/3), com a ocupação por forças de segurança.

"O que os pais podem esperar agora é que os professores possam ir com mais prazer à escola, que a diretora possa abrir a escola com mais tranquilidade e que possam deixar os filhos lá, sem precisar ficar telefonando [para saber da situação]. Isso vai ter uma repercussão enorme no aprendizado dos alunos", disse Bomeny.

Fonte: Correio Braziliense, 31/03/14

Dilma sinaliza que não é favorável à alteração da Lei da Anistia

Presidente discursou sobre os 50 anos do Golpe de 64, relembrou da violência do período e destacou que 'valoriza' os pactos políticos que levaram à redemocratização

Brasília - A presidente Dilma Rousseff aproveitou o discurso de assinatura do lançamento da obra de construção da segunda ponte sobre o rio Guaíba, para mandar um recado para as ONGs, como a Anistia Internacional, além de grupos de esquerda, que estão se mobilizando pela revisão da lei de anistia. Em sua fala, a presidente afirmou que "reconhece" e "valoriza os pactos políticos que nós levaram à redemocratização".

Dilma reconheceu ainda que "nós reconquistamos a democracia à nossa maneira, por meio de lutas e de sacrifícios humanos irreparáveis, mas também por meio de pactos e acordos nacionais, muitos deles traduzidos na Constituição de 1988". Em seguida, emendou lembrando seu discurso na instalação da Comissão da Verdade, cujos trabalhos são contestados pelos militares. "Assim como eu respeito e reverencio os que lutaram pela democracia, enfrentando a truculência ilegal do Estado e nunca deixarei de enaltecer estes lutadores e estas lutadoras, também reconheço e valorizo os pactos políticos que nós levaram à redemocratização".

Com isso, Dilma sinaliza que não apoiará as iniciativas que defendem a revisão da lei de anistia. Os militares repudiam esta tentativa de revisão da lei anistia e avisam que a lei foi fruto de acordo da sociedade na época. Pouco depois, a presidente Dilma Rousseff usou seu twitter para defender os princípios democráticos e reiterar da dor enfrentada pelas famílias que sofreram com a ditadura citando que elas deixaram "cicatrizes visíveis e invisíveis".

Em discurso no dia em que o Golpe de 31 de março completa 50 anos, Dilma lembrou que ela mesma foi presa e torturada e fez questão de enaltecer os que sofreram e morreram naquele período, vítimas da "truculência ilegal do Estado". Após citar que "a palavra verdade", "é exatamente o oposto do esquecimento" e "é algo tão forte que não dá guarida para o ressentimento, ódio e nem tão pouco para o perdão", a presidente emendou: "ela é só e sobretudo o contrário do esquecimento . É memória e é história". Para a presidente, "o dia de hoje exige que nós nos lembremos e contemos o que aconteceu. Devemos isso aos que morreram e desapareceram. Devemos aos torturados e aos perseguidos, às suas famílias, a todos os brasileiros".

O discurso da presidente sobre 31 de março foi previamente preparado por ela que leu alguns dos trechos. Ao longo do mês de março, a presidente Dilma Rousseff fez chegar aos comandos militares que não aceitaria a realização de manifestações a favor do golpe de 64 nos quartéis. Mas, antes disso, os próprios comandantes, em suas reuniões de Alto Comando avisaram que não haveria qualquer tipo de manifestação e nem sequer a tradicional ordem do dia alusiva à data. Houve entendimentos inclusive com o pessoal ligados aos Clubes Militares para evitar acirramento dos ânimos.
 
Fonte: Estadão, 31/03/14

Aquecimento global:dados alarmantes

Último relatório da ONU sobre aquecimento global revela dados alarmantes


O impacto do aquecimento global no mundo será “grave, abrangente e irreversível”, conforme relatório divulgado hoje (31/03) pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da ONU.

Ficou claro no relatório que o fenômeno do aquecimento global é uma crescente ameaça à saúde, à economia e aos recursos hidrícos e alimentares. Uma ação imediata dos governos, defendida pelos cientistas que fizeram o estudo, é necessária para reduzir o impacto das emissões de carbono e evitar possíveis desastres naturais e guerras.

Além de afetar primeiramente a população pobre, o aquecimento global, ao se agravar, pode desencadear consequências graves que podem ser irreverssíveis ou supreendentes. Os cientistas calcularam, por exemplo, que o fenômeno poderá reduzir o PIB global entre 0,2 e 2% ao ano, caso as temperaturas subam até 2 graus Celsius.

O texto afirma ainda que a quantidade de provas científicas do impacto do aquecimento global dobrou desde o último relatório, lançado em 2007."Ninguém neste planeta ficará imune aos impactos das mudanças climáticas", disse o diretor do IPCC, Rajendra Pachauri. Baseado em mais de 12 mil estudos publicados em revistas científicas, o relatório do IPCC é “a mais sólida evidência que se pode ter em qualquer disciplina científica", afirmou o secretário-geral da Associação Mundial de Meteorologia, Michel Jarraud.

O novo relatório é o segundo em uma série de quatro com o objetivo de orientar os governos que se comprometeram a definir, até 2015, um novo tratado global contra a mudança climática. Anteriormente, o IPCC já havia alertado que a ação humana é muito provavelmente a causa do aquecimento global.
 
Fonte: Correio Braziliense, 31/03/14

domingo, 30 de março de 2014

STF devolve mandato do vereador Peninha, em Itaituba

Luiz Sadeck “Peninha” volta em grande estilo para reassumir seu mandato na Câmara de Itaituba

Peninha volta à Câmara de Itaituba

Como o 7 é um número cabalístico e considerado um número de sorte, depois de amargar um inferno astral por conta das acusações de compra de voto que o fez perdeu seu mandato de 2004, o vereador Luiz Fernando Sadeck dos Santos, o popular Peninha, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), 7 x 0, retorna triunfalmente à Câmara Municipal de Itaituba, ocupando a vaga do atual vereador Manuel Dentista. Prenúncio de novas conquistas.

Peninha foi eleito na última eleição pelo PMDB disputando na coligação do então candidato a prefeito Valmir Clímaco, sendo o 5º mais votado entre os quinze que ocupam o plenário da Câmara Municipal de Itaituba, um resultado expressivo em se tratando de uma acirrada disputa eleitoral.

Com a volta de Peninha, que é um Vereador polêmico, o cenário político local no âmbito do Legislativo deverá dar uma guinada de 180º graus centigrados, tendo em vista que atualmente a prefeita Eliene Nunes é soberana com maioria dos vereadores e sem oposição forte em plenário. E como diz o ditado popular que dois bicudos não se beijam, o embate no calor da tribuna com Peninha e Isaac Dias, as sessões ficarão mais apimentadas, atraindo a platéia que anda meio acabrunhada nos últimos tempos.
 
À reportagem de O Impacto, Peninha disse que jamais desanimou e nem desacreditou de seu retorno, já que sempre se considerou vítima de uma grande injustiça bem orquestrada para interromper sua vitoriosa carreira política, que agora é retomada com seu sétimo mandato político sempre bem votado.

Fonte: RG 15/O Impacto

Direitos do demitido


Contra a maldade humana, um coração puro!

Após reunião, PT aprova aliança com PMDB


(Foto: Divulgação)

Após reunião do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), realizada na tarde deste sábado (29), foi aprovado com maioria de votos que o PT irá apoiar o PMDB no 1º turno das eleições. No total, foram 249 votos contra 100. O encontro definiu a aliança em primeiro turno com o PMDB para a eleição do pré-candidato Helder Barbalho, do pré-candidato ao Senado, Paulo Rocha (PT) e reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).
Fonte: Diário do Pará, 29/03/14

Pesseghini: testemunha mentiu sobre churrasco

Avós paternos do adolescente também afirmam que Marcelo nunca mexeu em uma arma
Caso Pesseghini ainda não foi concluído 
Novas revelações colocam em dúvida a versão do caso Pesseghini na qual Marcelo teria matado os pais, a vó e a tia-avó e, logo depois, se suicidado.

A polícia confirmou que uma testemunha-chave mentiu sobre um churrasco que teria acontecido na casa da família horas antes do crime. Ingressos de cinema provam que a família passou a tarde em um shopping center.

Os avós paternos do adolescente, que não foram ouvidos pela polícia, também afirmam que ele nunca mexeu em uma arma.  “O Marcelinho nunca soube atirar. Nunca teve contato com arma de pai e mãe".

Uma gravação revelada, nessa quinta-feira, mostrou a troca de mensagens carinhosas entre mãe e filho. O áudio estava guardado em um dos celulares do adolescente.


Já a prima e confidente de Marcelo também afirmou, nesta sexta-feira, que o garoto nunca demonstrou nenhum indício de violência.

Sete meses depois que cinco pessoas da mesma família foram encontradas mortas dentro de casa, os investigadores ainda não conseguiram concluir o inquérito.

Fonte: BandNoticias, 29/03/14

Uma semana para não esquecer...

A denúncia de que a compra de uma refinaria em Pasadena, no Texas (EUA), foi um mau negócio para Petrobrás provocou um tiroteio verbal no Congresso. A oposição reuniu assinaturas para criar uma CPI, e o governo procura formas de evitar estragos maiores em um ano eleitoral. Nos 50 anos do golpe, saudosos marcham pela volta da ditadura enquanto um coronel confessa torturas e assassinatos cometidos naquele período. E o deputado federal Asdrúbal Bentes (PMDB-BA), condenado por oferecer cirurgias de laqueadura em troca de votos, decide renunciar depois de "consultar" seus travesseiros.

A dobradinha “água abaixo” PMDB-PT no Pará

por Ediene Pena Ferreira (*)

Há algum tempo visitei o Convento de Mafra (aquele do livro Memorial do Convento, de Saramago), construído por ordem de Dom João V de Portugal (com o ouro que vinha do Brasil).

O guia turístico contou-nos uma história interessante… naquela época, como não havia casas de banho em Portugal, os nobres faziam suas necessidades em latas (penicos). Em uma hora determinada do dia, um serviçal recolhia as latas e subia até a janela mais alta do Palácio, para dar fim aos dejetos reais. Para avisar aos transeuntes desavisados, o serviçal gritava: ÁGUA ABAIXO! Informando que de lá de cima viria m#&@#.

Não sei o motivo (ou o sei muito bem), mas me lembrei dessa história quando soube da confirmação de apoio do PT ao(s) Barbalho(s) nas eleições para governador do estado.

Chega a ser engraçado (só para usar o verbo que foi meu objeto de estudo no Doutorado), mas na verdade é patético. O partido que se criou para ser “dos” e “para” os trabalhadores apoiando as grandes oligarquias.

Lembro-me de muitos eleitores do PT que batiam no peito, com aquele jeito decidido, típico dos militantes do partido, ao dizerem: “voto no PT, porque sou trabalhador!” Fazia sentido!

Mas… e agora? “voto no PT, porque quero servir às oligarquias?” ou porque “se não podemos vencer o inimigo, nos juntamos a ele?” ou ainda “o sonho do oprimido é ser opressor?” Sei não… mas parece que o transeunte desavisado de ontem, que sem querer recebia dejetos reais na cabeça, é o eleitor de hoje…

O PT está comendo, se lambuzando e chafurdando no prato que cuspiu.

Como dizia e diria Tião Macalé: NOJEEEENTO! É… parece que, no cenário político do Pará e do Brasil (é o Brasil, país da Copa, da globeleza, do carnaval… tudo pra inglês ver… e comprar), ainda virá muita ÁGUA ABAIXO!

Quem puder que proteja suas cabeças!

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* É professora da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará).


Fonte:Blog do Jeso Carneiro, 30/03/14

sábado, 29 de março de 2014

FAI também navega na solidariedade


1º período de letras criou a campanha solidária

Seu slogan é navegando no conhecimento, mas a Faculdade de Itaituba - FAI também navega na solidariedade, sendo importante elo entre a comunidade acadêmica e as pessoas mais carentes.

Sensibilizados com o drama das vítimas de enchentes, os acadêmicos do 1º período de letras criaram um movimento solidário visando arrecadar gêneros alimentícios para aqueles que se viram obrigados a sair de suas casas para abrigos mantidos pela prefeitura.

Valni e Manu que encabeçam o movimento em nome da turma consideram que a ação social surtiu efeito pela grande adesão iniciada segunda feira dia 24 quando a campanha foi anunciada com a presença do
coordenador da defesa civil, Raimundo Santiago, que elogiou a iniciativa que representa um grande alento para os que estão vivendo o sofrimento das cheias que esse ano superou todas as expectativas.  
 
Foram feitas várias doações a serem entregues aos alagados

Fonte: Blog do Nazareno Santos, 25/03/14

terça-feira, 25 de março de 2014

"Vícios" que ajudam!


Condenado pelo Supremo, deputado federal Asdrubal Bentes/PMDB, se entrega à Justiça

O deputado federal Asdrubal Bentes (PMDB-PA), condenado à prisão pelo Supremo Tribunal Federal, se entregou nesta terça-feira (25) à Vara de Execuções Penais do Distrito Federal.

No final da tarde desta segunda (24), a Polícia Federal recebeu do STF o mandado de prisão do deputado.

Bentes foi condenado a 3 anos, 1 mês e 10 dias de prisão por esterilização ilegal de mulheres. Como a pena determinada pela Suprema Corte é inferior a quatro anos de prisão, a punição deve ser cumprida em regime aberto, com prisão domiciliar.

A Câmara dos Deputados já foi notificada de que o processo contra Bentes chegou ao fim.

"Vou cumprir a pena em Brasília, conforme o STF determinou", disse Bentes. "Não tem como ficar tranquilo num momento como este, mas é preciso serenidade para enfrentar a situação", disse Bentes nesta segunda (24).

Renúncia

Apesar de ter afirmado que na semana passada que não pretendia renunciar ao mandato parlamentar, o deputado Asdrubal Bentes deixou em aberto esta possibilidade nesta segunda-feira. Ele disse que irá avaliar a questão com a liderança do PMDB na Câmara.

Como a Câmara já foi notificada pelo STF sobre o fim da ação penal contra o peemedebista, agora caberá à Mesa Diretora, comandada pelo presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), decidir se abre ou não processo de cassação contra o parlamentar. Ainda não foi definida a data em que a Mesa irá decidir sobre o caso.
 
Asdrubal Bentes é o sexto deputado federal em exercício que o STF manda prender desde 1988. O primeiro foi Natan Donadon (sem partido-RO), em agosto de 2013, condenado por peculato e formação de quadrilha.
 
Desfiliação do PMDB
O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), afirmou que irá conversar com a direção estadual do partido para avaliar a situação de Asdrubal Bentes. Segundo Raupp, a desfiliação do parlamentar da legenda "não cabe" à direção nacional.


Fonte: G1,25/03/14

Juiz que trabalhou em Novo Progresso será julgado pelo CNJ por venda de sentenças

José Admilson Gomes Pereira é acusado de comercializar decisões judiciais quando era juiz em Novo Progresso Por: Redação ORM News

O Conselho Nacional de Justiça decidiu nesta segunda-feira (24), julgar o juiz José Admilson Gomes Pereira por tráfico de influência e venda de sentenças. Pereira é acusado de favorecer advogados e vender sentenças em Novo Progresso, no interior do Estado.Com isso o conselho revisará a decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Pará que julgou improcedentes as acusações contra o magistrado.

Pereira respondeu procedimento administrativo disciplinar por suspeita de tráfico de influência e venda de sentenças entre os anos de 2010 e 2011, quando era juiz da comarca de Novo Progresso, no sudeste do Pará. Em decisão de abril de 2013, o TJE entendeu que quem denunciou o juiz não era isento, além de não haver provas concretas das acusações.
 
Entretanto, de acordo com o corregedor nacional de justiça, ministro Francisco Falcão, a decisão do tribunal do Pará contraria as evidências apontadas no procedimento administrativo que o magistrado teria cometido faltas funcionais e violado a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) e o Código de Ética da Magistratura.
 
O corregedor citou provas como trechos de gravações e depoimentos tomados durante o procedimento. Ambos foram desconsiderados pelo tribunal ao julgar o processo. O ministro Falcão juntou provas que evidenciam a existência de duas pessoas, um deles advogado, que negociavam o pagamento de propina com pessoas que eram parte em processos sob responsabilidade do juiz. Segundo o CNJ, em uma ocasião a dupla chegou a cobrar R$ 300 mil em troca de uma sentença.


Desembargador afastado Além da decisão referente ao magistrado, o CNJ decidiu hoje afastar o desembargador João Maroja, também do TJE/PA. Maroja é acusado de receber R$ 1,3 milhão em troca de decisões judiciais favoráveis a políticos paraenses quando presidia o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE/PA).
 
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) também instaurou inquérito para apurar crime de corrupção passiva por parte do desembargador. 
Fonte: Blog do Jota Parente, 25/03/14

domingo, 23 de março de 2014

Um certo Galileu/Padre Zezinho

 
 Acesse e cante com Padre Zezinho
http://www.kboing.com.br/padre-zezinho/1-49406/
 

Um certo dia, a beira mar
Apareceu um jovem Galileu
Ninguém podia imaginar
Que alguém pudesse amar do jeito que ele amava
Seu jeito simples de conversar
Tocava o coração de quem o escutava

E seu nome era Jesus de Nazaré
Sua fama se espalhou e todos vinham ver
O fenômeno do jovem pregador
Que tinha tanto amor
Naquelas praias, naquele mar
Naquele rio, em casa de Zaqueu
Naquela estrada, naquele sol
E o povo a escutar histórias tão bonitas
Seu jeito amigo de se expressar
Enchia o coração de paz tão infinita

Em plena rua, naquele chão
Naquele poço e em casa de Simão
Naquela relva, no entardecer
O mundo viu nascer a paz de uma esperança
Seu jeito puro de perdoar
Fazia o coração voltar a ser criança

Um certo dia, ao tribunal
Alguém levou o jovem Galileu
Ninguém sabia qual foi o mal
E o crime que ele fez; quais foram seus pecados
Seu jeito honesto de denunciar
Mexeu na posição de alguns privilegiados

E mataram a Jesus de Nazaré
E no meio de ladrões puseram sua cruz
Mas o mundo ainda tem medo de Jesus
Que tinha tanto amor

Mega-Sena de nº 1584, de 22/03/14, acumulou

Confira o resultado
A Caixa Econômica Federal (CEF) sorteou na noite deste sábado (22) o concurso de número 1584 da Mega-Sena. Ninguém acertou as seus dezenas e o prêmio mais uma vez acumulou. O sorteio aconteceu na cidade de Indaial (SC). A previsão para o próximo concurso, a ser realizado na quarta-feira (26) é de R$ 25 milhões.

As dezenas sorteadas foram:

03-22-27-28-50-54
 
A Quina teve 97 ganhadores e cada um receberá R$ 22.466,84 e a Quadra teve 7.379 ganhadores e cada um receberá R$ 421,90.


Portal EBC - 22.03.2014 - 11h32 | Atualizado em 23.03.2014 - 10h02

FAB retoma busca por avião desaparecido em Jacareacanga, no Pará

A Força Aérea Brasileira (FAB) retomou hoje (23) a busca pelo avião bimotor desaparecido no Pará, na região próxima ao município de Jacareacanga, no sudoeste do estado, que desapareceu no dia 18. Para reforçar o trabalho de busca, a FAB começou a utilizar um avião P-3 Orion (foto 1), com sensores capazes de detectar peças metálicas durante o trabalho de rastreamento. A aeronave é a mesma utilizada nas buscas pelo Boeing 777 da Malaysia Airlines, que desapareceu no dia 8 de março, na Ásia.


Além do P-3 Orion, a FAB conta com um avião Amazonas C-105 (foto 2), especializado em operações de busca, e um helicóptero Black Hawk (foto 3), para salvamento. Segundo a corporação, 26 militares estão trabalhando nas buscas.
A aeronave de prefixo PR-LMN, pertencente à empresa Jotan Taxi Aéreo, prestava serviço à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), ligada ao Ministério da Saúde. De acordo com o ministério, estavam a bordo as técnicas de enfermagem Rayline Sabrina Brito Campos, Luciney Aguiar de Sousa e Raimunda Lúcia da Silva Costa, o motorista Ari Lima e o piloto Luiz Feltrin. 

 As técnicas de enfermagem e o experiente piloto Luiz Feltrin
 
 Avião da Jotan Táxi Aéreo que desapareceu próximo a Jacareacanga
 
Mensagem da passageira Rayline Campos dá esperança para filha do piloto Luis Feltrin (Foto: Luana Leão / G1 Santarém)


Rota do avião desaparecido


Fonte: Agência Brasil, 23.03.2014, 05h34, Atualizado em 23.03.2014, 11h48

sábado, 22 de março de 2014

O homem de Nazaré/Antonio Marcos

 
Cante com Antonio Marcos, acessando:
http://www.kboing.com.br/antonio-marcos/1-48049/

PV oficializa candidatura de Eduardo Jorge à presidência

Em nota divulgada neste sábado, o Partido Verde (PV) oficializou a pré-candidatura de Eduardo Jorge à presidência da República


Eduardo Jorge, do PV é pré-candidato à Presidência da República

Em nota divulgada neste sábado, o Partido Verde (PV) oficializou a pré-candidatura de Eduardo Jorge à presidência da República, na corrida eleitoral de outubro. Durante evento na Assembleia Legislativa de São Paulo, ele aproveitou para apresentar o documento "Viver Bem. Viver Verde", com dez diretrizes para a elaboração de um programa do PV para o Brasil.

"O que o PV quer é a revolução de mudar a forma de viver", afirmou Eduardo Jorge, na nota. De acordo com o comunicado, o documento "Viver Bem. Viver Verde" está disponível no site do Partido.

Além de Eduardo Jorge, outros nomes também oficializaram a pré-candidatura aos governos estaduais durante o encontro de hoje, como Gilberto Natalini (governo do Estado de São Paulo), Rosane Ferreira (governo do Paraná), José Carlos Lima (governo do Pará), Marcelo Lelis (governo do Tocantins) e Roberto Rocco (governo do Rio de Janeiro).

Veja mais:


PT sinaliza candidatura própria em 11 Estados e aliança com PMDB em 7
Sirkis diz que não abrirá mão de pré-candidatura no Rio
Para pré-candidato do PSB, apoio de Campos a Miro Teixeira no RJ é precipitado
Campos deve anunciar apoio a Miro ao governo do RJ
Sirkis lança pré-candidatura ao governo do Rio

Fonte: Msn, 22/03/14 

Etiqueta do sexo: o que pode e o que não é legal na hora H?

Dentro de quatro paredes vale tudo ou quase tudo! Essa é uma frase que todo mundo já ouviu! Mas, afinal, o que pode ou não pode na hora 'h'? Para tirar todas as suas dúvidas e dar umas aulinhas de etiqueta, 'na cama', convocamos um time de experts em sensualidade para ajudar com dicas práticas que podem transformar a sua noite em algo muito mais prazeroso. Para começar deixe de lado o termo "não pode" e troque-o por "o que não é legal". Afinal, você pode tudo entre quatro paredes, basta que seja uma vontade mútua para ele e para ela!

"A primeira sugestão é ser uma pessoa carinhosa e educada. Fale com seu parceiro da mesma forma como gostaria que ele falasse com você. Além disso, jamais queira fazer algo inédito sem ter testado antes. Isso pode gerar desconforto e até mesmo dor", recomenda Karina Brum, personal sexy da Labareda Boutique.

Outra coisa que deve ser evitada é o exagero na quantidade do álcool. "Para ser sexy você não precisa beber exageradamente. Especialmente no caso da mulher, pois geralmente ela não consegue mediar atos e atitudes. A dica é tomar uma taça de champanhe ou vinho. Mais do que isso é estupidez", explica Karina.

Você é daqueles que atende o celular ou lê mensagens bem no meio da transa? A mesma coisa vale se estiver prestando atenção a algo na TV enquanto a coisa está no "pique". A Sex Personal Trainer e professora de sensualidade, Rita Ma Rostirolla, explica que, por mais que uma mulher consiga fazer duas coisas ou mais ao mesmo tempo, não é legal transar e fazer qualquer outra coisa junto. "Para um homem é o mesmo que ela estar fazendo ponto cruz enquanto transam", comenta Rita.

Segundo a professora de etiqueta Célia Leão, autora do livro "Etiqueta da Sedução", qualquer roupa é roupa e a sedução no motel começa justamente quando você começa a tirá-la. "Não existe nenhuma vestimenta especial. Minha observação é o cuidado especial com os acessórios das partes íntimas, como a lingerie e a cueca. Quem cria o clima, na verdade, é o casal", opina a consultora.
O que não pode entre quatro paredes são as mágoas da relação na opinião de Regina Racco, colunista de amor e sexo do Tempo de Mulher. Deixe as pequenas 'rusgas' para resolver depois ou acabe com elas antes. "O quarto é lugar de descanso e romance, o resto deixa para lá", opina Regina, autora de "O livro de Ouro do Pompoarismo", "A Conquista do Prazer masculino", "Pirulito e Outras Delícias" e "Sexo para mestres na arte da sedução".

Outra dica de Regina, que trabalha como professora de Ginástica Íntima em diversos cursos pelo país, no caso das mulheres, o que não pode são lingeries velhas. Já para eles, não pode ir para o sexo sem aquele cheiro gostoso. "Mulheres, vocês são lindas e gostosas demais para usar qualquer coisa. Não precisa ser nada caro, mas em bom estado, é claro. Não pode desmazelo, viu homens? Mulher adora homem cheiroso, gostoso e de banho tomado", afirma Regina.

Para Andreia Berté, educadora sexual e especialista em criatividade sexual, o que não pode na cama é tocar em assuntos do passado fazendo comparações ou citando fantasias realizadas com outros parceiros. "Na cama não há passado ou futuro e muito menos outras pessoas. É claro, a não ser que os dois tenham topado convidar mais alguém para a relação", diz.

E filmar a relação íntima vale? Não é prejudicial se ambos concordam. "Sempre antes de fazer essas coisas mais ousadas é bom fazer aquela reflexão: e se um dia a relação acabar vou me arrepender? Se, ao nos fazermos essa pergunta a resposta for sim, a ideia de filmar momentos íntimos deve ser evitada", opina Célia Leão.
 
Fonte: Estilo, 22/03/14



Dez razões para não ter saudades da ditadura

As torturas e assassinatos foram a marca mais violenta do período da ditadura. Pensar em direitos humanos era apenas um sonho. Havia até um manual de como os militares deveriam  torturar para extrair confissões, com práticas como choques, afogamentos e sufocamentos.

Os direitos humanos não prosperavam, já que tudo ocorria nos porões das unidades do Exército.

"As restrições às liberdades e à participação política reduziram a capacidade cidadã de atuar na esfera pública e empobreceram a circulação de ideias no país", diz o diretor-executivo da Anistia Internacional Brasil, Atila Roque. 

Sem os direitos humanos, as torturas contra os opositores ao regime prosperaram. Até hoje a Comissão Nacional de Verdade busca dados e números exatos de vítimas do regime. 

"Os agentes da ditadura perpetraram crimes contra a humanidade --tortura, estupro, assassinato, desaparecimento-- que vitimaram opositores do regime e implantaram um clima de terror que marcou profundamente a geração que viveu o período mais duro do regime militar", afirma. 

Para Roque, o Brasil ainda convive com um legado de "violência e impunidade" deixado pela militarização. "Isso persiste em algumas esferas do Estado, muito especialmente nos campos da justiça e da segurança pública, onde tortura e execuções ainda fazem parte dos problemas graves que enfrentamos", complementa.

2. Censura e ataque à imprensa

Uma das marcas mais conhecidas da ditadura foi a censura. Ela atingiu a produção artística e controlou com pulso firme a imprensa. 

Os militares criaram o "Conselho Superior de Censura", que fiscalizava e enviava ao Tribunal da Censura os jornalistas e meios de comunicação que burlassem as regras. Os que não seguissem as regras e ousassem fazer críticas ao país, sofriam retaliação --cunhou-se até o slogan "Brasil, ame-o ou deixe-o." 

Não são raras histórias de jornalistas que viveram problemas no período. "Numa visita do presidente (Ernesto) Geisel a Alagoas, achamos de colocar as manchetes no jornalismo da TV: 'Geisel chega a Maceió; Ratos invadem a Pajuçara'. Telefonaram da polícia para o Pedro Collor [então diretor do grupo] e ele nos chamou na sala dele e tivemos que engolir o afastamento do jornalista Joaquim Alves, que havia feito a matéria dos ratos", conta o jornalista Iremar Marinho, citando que as redações eram visitadas quase que diariamente por policiais federais. 

Para cercear o direito dos jornalistas, foi criada, em 1967, a Lei de Imprensa. Ela previa multas pesadas e até fechamento de veículos e prisão para os profissionais. A lei só foi revogada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 2009

Muitos jornalistas sofreram processos com base na lei mesmo após a redemocratização. "Fui processado em 1999 porque publiquei declaração de Fulano contra Beltrano. A Lei de Imprensa da Ditadura permitia isso: punir o mensageiro, que é o jornalista", conta o jornalista e blogueiro do UOL, Mário Magalhães. 

 

3. Amazônia e índios sob risco 

No governo militar, teve início um processo amplo de devastação da Amazônia. O general Castelo Branco disse, certa vez, que era preciso "integrar para não entregar" a Amazônia. A partir dali, começou o desmatamento e muitos dos que se opuseram morreram.

"Ribeirinhos, índios e quilombolas foram duramente reprimidos tanto ou mais que os moradores das grandes cidades", diz a jornalista paraense e pesquisadora do tema, Helena Palmquist.

A ideia dos militares era que Amazônia era "terra sem homens", e deveria ser ocupada por "homens sem terra do Nordeste." Obras como as usinas hidrelétricas de Tucuruí e Balbina também não tiveram impactos ambientais ou sociais previamente analisados, nem houve compensação aos moradores que deixaram as áreas alagadas. Até hoje, milhares que saíram para dar lugar às usinas não foram indenizados.

A luta pela terra foi sangrenta. "Os Panarás, conhecidos como índios gigantes, perderam dois terços de sua população com a construção da BR-163 --que liga Cuiabá a Santarém (PA). Dois mil Waimiri-Atroaris, do Amazonas, foram assassinados e desaparecidos pelo regime militar para as obras da BR-174. Nove aldeias desse povo desapareceram e há relatos de que pelo menos uma foi bombardeada com gás letal por homens do Exército", afirma.
 

4. Baixa representação política e sindical

Um dos primeiros direitos outorgados aos militares na ditadura foi a possibilidade do governo suspender os direitos políticos do cidadão. Em outubro de 1965, o Ato Institucional número 2 acabou com o multipartidarismo e autorizou a existência de apenas dois: a Arena, dos governistas, e o MDB, da oposição.

O problema é que existiam diversas siglas, que tiveram de ser aglutinadas em um único bloco, o que fragilizou a oposição. "Foi uma camisa-de-força que inibiu, proibiu e dificultou a expressão político-partidária. A oposição ficou muito mal acomodada, e as forças tiveram que conviver com grandes contradições", diz o cientista político da Universidade Federal de Pernambuco, Michael Zaidan.

As representações sindicais também foram duramente atingidas por serem controladas com pulso forte pelo Ministério do Trabalho. Isso gerou um enfraquecimento dos sindicatos, especialmente na primeira metade do período de repressão. 

"Existiam as leis trabalhistas, mas para que elas sejam cumpridas, com os reajustes, é absolutamente necessário que os sindicatos judicializem, intervenham para que os patrões respeitem. Essas liberdades foram reprimidas à época. Os sindicatos eram compostos mais por agentes do governo que trabalhadores", lembra Zaidan.
 

5. Saúde pública fragilizada

Se a saúde pública hoje está longe do ideal, ela ainda era mais restrita no regime militar. O Inamps (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social) era responsável pelo atendimento, com seus hospitais, mas era exclusivo aos trabalhadores formais. 

"A imensa maioria da população não tinha acesso", conta o cardiologista e sindicalista Mário Fernando Lins, que atuou na época da ditadura. Surgiu então a prestação de serviço pago, com hospitais e clínicas privadas.

"Somente após 1988 é que foi adotado o SUS (Sistema Único de Saúde), que hoje atende a uma parcela de 80% da população", diz Lins.

Em 1976, quase 98% das internações eram feitas em hospitais privados. Além disso, o modelo hospitalar adotado fez com a que a assistência primária fosse relegada a um segundo plano. Não existiam planos de saúde, e o saneamento básico chegava a poucas localidades. "As doenças infectocontagiosas, como tuberculose, eram fonte de constante preocupação dos médicos", afirma Lins. 

Segundo estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), "entre 1965/1970 reduz-se significativamente a velocidade da queda [da mortalidade infantil], refletindo, por certo, a crise social econômica vivenciada pelo país". 
 

6. Linha dura na educação 

A educação brasileira passou por mudanças intensas na ditadura. "O grande problema foi o controle sobre informações e ideologia, com o engessamento do currículo e da pressão sobre o cotidiano da sala de aula", sintetiza o historiador e professor da Universidade Federal de Alagoas, Luiz Sávio Almeida. 

As disciplinas de filosofia e sociologia foram substituídas pela de OSPB (Organização Social e Política Brasileira, caracterizada pela transmissão da ideologia do regime autoritário, exaltando o nacionalismo e o civismo dos alunos e, segundo especialistas, privilegiando o ensino de informações factuais em detrimento da reflexão e da análise) e Educação, Moral e Cívica. Ao mesmo tempo, com o baixo índice de investimento na escola pública, as unidades privadas prosperaram.

Na área de alfabetização, a grande aposta era o Mobral (Movimento Brasileiro para Alfabetização), uma resposta do regime militar ao método elaborado pelo educador Paulo Freire, que ajudou a erradicar o analfabetismo no mundo na mesma época em que foi considerado "subversivo" pelo governo e exilado. 
Segundo o estudo "Mapa do Analfabetismo no Brasil", do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), do Ministério da Educação, o Mobral foi um "retumbante fracasso."

Os problemas também chegaram às universidades, com o afastamento delas dos centros urbanos e a introdução do sistema de crédito. "A intenção do regime era evitar aglomeração perto do centro, enquanto o sistema de crédito foi criado para dispersar os alunos e não criar grupos", diz  o historiador e vice-reitor do Fejal (Fundação Educacional Jayme de Altavila), Douglas Apratto.
 

7. Corrupção e falta de transparência 

No período da ditadura, era praticamente impossível imaginar a sociedade civil organizada atuando para controlar gastos ou denunciando corrupção. Não havia conselhos fiscalizatórios e, com a dissolução do Congresso Nacional, as contas públicas não eram analisadas, nem havia publicidade dos gastos públicos, como é hoje obrigatório.

"O maior antídoto da corrupção é a transparência. Durante a ditadura, tivemos o oposto disso. Os desvios foram muitos, mas acobertados pela força das baionetas", afirma o juiz e um dos autores da Lei da Ficha Limpa, Márlon Reis. 

Reis afirma que, ao contrário dos anos de chumbo, hoje existem órgãos fiscalizatórios, imprensa e oposição livres e maior publicidade dos casos. "Estamos muito melhor agora, pois podemos reagir", diz.
Outro ponto sempre questionado no período de ditadura foram os recursos investidos em obras de grande porte, cujos gastos eram mantidos em sigilo. 

"Obras faraônicas como Itaipu, Transamazônica e Ferrovia do Aço, por exemplo, foram realizadas sem qualquer possibilidade de controle. Nunca saberemos o montante desviado", disse Reis. "Durante a ditadura, a corrupção não foi uma política de governo, mas de Estado, uma vez que seu principal escopo foi a defesa de interesses econômicos de grupos particulares."
 

8. Nordeste mais pobre e migração

A consolidação do Nordeste como região mais pobre do país teve grande participação do governo do militares. "Nenhuma região mudou tanto a economia como o Nordeste", diz o doutor em economia regional Cícero Péricles Carvalho, professor da Universidade Federal de Alagoas. 

Com as políticas adotadas, a região teve um crescimento da pobreza. "Terminada a ditadura, o Nordeste mantinha os piores indicadores nacionais de índices de esperança de vida ao nascer, mortalidade infantil e alfabetização. Entre 1970 e 1990, o número de pobres no Nordeste aumentou de 19,4 milhões para 23,7 milhões, e sua participação no total de pobres do país subiu de 43% para 53%", afirma Péricles

O crescimento urbano registrado teve como efeito colateral a migração desregulada. "O modelo urbano-industrial reduziu as atividades agropecuárias, que eram determinantes na riqueza regional, com 41% do PIB, para apenas 14% do total em 1990", diz Péricles. 

Enquanto o campo era relegado, as atividades urbanas saltaram, na área industrial, de 12% para 28% e, na área do comércio e serviços, de 47% para 58%. 

"A migração gerou mais pobreza nas cidades, sem diminuir a miséria no campo. A população do campo reduziu-se a um terço entre 1960 e 1990", acrescenta Péricles. 

9. Desigualdade: bolo cresceu, mas não foi dividido

"É preciso fazer o bolo crescer para depois dividi-lo". A frase do então ministro da Fazenda Delfim Netto é, até hoje, uma das mais lembradas do regime militar. Mas o tempo mostrou que o bolo cresceu, sim, ficou conhecido como "milagre brasileiro", mas poucos comeram fatias dele.

A distribuição de renda entre os estratos sociais ficou mais polarizada durante o regime: os 10% dos mais ricos que tinham 38% da renda em 1960 e chegaram a 51% da renda em 1980. Já os mais pobres, que tinham 17% da renda nacional em 1960, decaíram para 12% duas décadas depois.

Assim, na ditadura houve um aumento das desigualdades sociais. "Isso levou o país ao topo desse ranking mundial", diz o professor de Economia da Universidade Federal de Alagoas, Cícero Péricles.
Entre 1968 e 1973, o Brasil cresceu acima de 10% ao ano. Mas, em contrapartida, o salário mínimo --que vinha recuperando o poder de compra nos anos 1960-- perdeu com o golpe. "Em 1974, em pleno 'milagre', o poder de compra dele representava a metade do que era em 1960", acrescenta Péricles. 

"As altas taxas de crescimento significavam mais oportunidades de lucros altos, renda e crédito para consumo de bens duráveis; para os mais pobres, assalariados ou informais, restava a manutenção de sua pobreza anterior", explica o economista. 
 

10. Precarização do trabalho

Apesar de viver o "milagre brasileiro", a ditadura trouxe defasagem aos salários dos trabalhadores. "Nossa última ditadura cívico-militar foi, em certo ponto, economicamente exitosa porque permitiu a asfixia ao trabalho e, por consequência, a taxa salarial média", diz o doutor em ciências sociais e blogueiro do UOL, Leonardo Sakamoto.

Na época da ditadura, a lei de greve, criada em 1964, sujeitava as paralisações de trabalhadores  à intervenção do Poder Executivo e do Ministério Público. "Ir à Justiça do Trabalho para reclamar direitos era possível, mas pouco usual e os pedidos eram minguados", explica Sakamoto.

"Nada é tão atrativo ao capital do que a possibilidade de exercício de um poder monolítico, sem questionamentos", diz Sakamoto, que cita a asfixia dos sindicatos, a falta de liberdade de imprensa e política foram "tão atraentes a investidores que isso transformou a ditadura brasileira e o atual regime político e econômico chinês em registros históricos de como crescimento econômico acelerado e a violência institucional podem caminhar lado a lado".

Fonte: Uol, 22/03/14